torneiras à inglesa! Digno da etiqueta "oh my goodness me".
Não consigo perceber este revivalismo inglês das torneiras de água quente e fria à moda antiga, ou seja, torneiras separadas para a água quente e água fria.
Costumo espreitar em sites como o rightmove casas para venda (quem sabe não mudaremos daqui a uns anitos), e genuinamente fico intrigado em ver que mesmo casas recentes têm esta modalidade de torneiras! Esta semana até nas novas instalações do hospital encontrei torneiras separadas.
Um gajo quer lavar a louça e anda ali a fazer figuras tristes dignas da coreografia do "Asereje" das Las ketchup só para misturar as águas.
Haja pachorra.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
This is english football
Resultados dos jogos de ontem, 27.01.13. FA Cup, o que é o equivalente à Taça de Portugal, e que portanto é uma competição que todas as equipas levam a sério. (ao contrário da Taça da Liga, onde as equipas normalmente jogam com jogadores suplentes, e que nesta época terá como final Swansea vs Bradford).
E das equipas pequenas dos jogos acima só o Leeds é que joga na segunda divisão, as outra são de equipas de escalões inferiores!
É esta a magia do futebol inglês.
Tema
Sports
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Estatísticas de um ano de trabalho - 3
Ora viva,
Chegou a hora de fazer o resumo anual da minha actividade profissional! Algo que me dá bastante prazer fazer, e que já agora partilho aqui.
Ao contrário do desejei no post do ano passado, acabei por trabalhar mais dias e folgar menos. Se calhar até nem é mau que assim seja, pois em breve o trabalho começará a escassear cada vez mais.
E agora vou finalizar o meu "Tax Return" que o prazo termina a 31 Janeiro.
Inté
Chegou a hora de fazer o resumo anual da minha actividade profissional! Algo que me dá bastante prazer fazer, e que já agora partilho aqui.
Faço este "resumo" pelo terceiro ano consecutivo. A minha situação profissional continua a mesma: Locum Pharmacist ("Farmacêutico a recibos verdes"). Link para o post do 1º ano, e post do 2º ano.
Ficam aqui as estatísticas do ano 2011/2012:
(entre parêntesis o ano (2010-2011) e ((2009-2010))
Nr de companhias de farmácias onde trabalhei: 3 (4) ((5))
Nr de farmácias diferentes em que trabalhei: 5 (6) ((15))
Distância da farmácia mais próxima: 3 milhas = 4.8km (0,4 milhas) ((1,3 milhas))
Distância da farmácia mais distante: 25 milhas = 40,2km (25 milhas) ((40,5 milhas))
Mínimo nr de horas num dia: 3 horas (3 horas) ((1 hora))
Máximo nr de horas num dia: 11.5 horas (13,5 horas) ((13 horas))
Início mais cedo: 7h00 (7h00) ((7h00))
Fim mais tarde: 22h20 (23h00) ((22h30))
Dias que não trabalhei: 144 dias (151 dias) ((148 dias))
Dias em que trabalhei: 222 dias (213 dias) (217 dias)
Maior número de dias consecutivos de trabalho: 9 dias (6 dias) ((7 dias))
Maior número de dias consecutivos de folga/férias: 15 dias (15 dias) ((16 dias))
Dias da semana em que trabalhei:
Segunda-feira: 41 vezes (42 vezes) ((43 vezes))
Nr de farmácias diferentes em que trabalhei: 5 (6) ((15))
Distância da farmácia mais próxima: 3 milhas = 4.8km (0,4 milhas) ((1,3 milhas))
Distância da farmácia mais distante: 25 milhas = 40,2km (25 milhas) ((40,5 milhas))
Mínimo nr de horas num dia: 3 horas (3 horas) ((1 hora))
Máximo nr de horas num dia: 11.5 horas (13,5 horas) ((13 horas))
Início mais cedo: 7h00 (7h00) ((7h00))
Fim mais tarde: 22h20 (23h00) ((22h30))
Dias que não trabalhei: 144 dias (151 dias) ((148 dias))
Dias em que trabalhei: 222 dias (213 dias) (217 dias)
Maior número de dias consecutivos de trabalho: 9 dias (6 dias) ((7 dias))
Maior número de dias consecutivos de folga/férias: 15 dias (15 dias) ((16 dias))
Dias da semana em que trabalhei:
Segunda-feira: 41 vezes (42 vezes) ((43 vezes))
Terça-feira: 45 vezes (47 vezes) ((46 vezes))
Quarta-feira: 9 vezes (5 vezes) ((4 vezes))
Quarta-feira: 9 vezes (5 vezes) ((4 vezes))
Quinta-feira: 48 vezes (47 vezes) ((46 vezes))
Sexta-feira: 43 vezes (47 vezes) ((44 vezes))
Sábado: 29 vezes (20 vezes) ((28 vezes))
Domingo: 7 vezes (5 vezes) ((6 vezes))
Dias em que trabalhei em 2 farmácias diferentes: 3 vezes (8 vezes) ((8 vezes))
Total viajado: (casa-farmácia-casa, via michellin): 6753 milhas=10868km (6171,4 milhas) ((6062,9 milhas))
Sexta-feira: 43 vezes (47 vezes) ((44 vezes))
Sábado: 29 vezes (20 vezes) ((28 vezes))
Domingo: 7 vezes (5 vezes) ((6 vezes))
Dias em que trabalhei em 2 farmácias diferentes: 3 vezes (8 vezes) ((8 vezes))
Total viajado: (casa-farmácia-casa, via michellin): 6753 milhas=10868km (6171,4 milhas) ((6062,9 milhas))
De alguma forma já suspeitava que iria obter este cenário. Este tratamento estatístico mostra que:
- Cada vez vario menos quanto aos meus locais de trabalho. Isto por opção própria, pois prefiro repetir farmácias onde conheço o staff e onde sei como tudo funciona. (apenas trabalhei em 5 farmácias diferentes num ano inteiro!)
- Viajo de carro cada vez mais! (isto não é bom, preferiria viajar o menos possível)
- Cada vez menos trabalho em farmácias diferentes num mesmo dia. Apenas 3 vezes neste último ano, o que é bom, pois são dias muito "pesados" quando trabalho em duas farmácias diferentes.
- Os meus típicos dias de folga são cada vez mais de trabalho. Trabalhei mais vezes à quarta-feira, ao Sábado e ao Domingo. Será uma tendência que se irá manter, sobretudo relativamente ao fim de semana, o que acompanha a tendência da maioria das profissões, pois cada vez menos empregos envolvem o típico segunda a sexta.
E agora vou finalizar o meu "Tax Return" que o prazo termina a 31 Janeiro.
Inté
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Inspector Carvalho
Viva,
Ora aqui segue um post curioso de uma situação com a qual lidei recentemente ao trabalhar na farmácia.
Não é novidade para os seguidores do blog que sou um bufo. É só relembrar o caso do carro com o selo expirado.
Fazendo um aparte, acredito bastante numa sociedade vigilante ao invés de um estado controlador. As autoridades têm que estar presentes e a postos para apoiar e dar seguimento a denúncias feitas por parte dos seus cidadãos, e pouco mais que isso, seja em matérias da criminalidade comum , de corrupção, evasão fiscal, negligência profissional, transgressão das regras do código de estrada, etc.
Voltando então à situação em questão. Há poucas semanas atrás, já depois das 22:00 recebemos uma chamada na farmácia, na qual outra farmácia dizia que iam encaminhar um cliente porque não tinham todos os medicamentos requisitados na receita médica em questão.
Ao verificar a receita que a minha colega tinha dispensado fico com algumas suspeitas sobre a legitimidade da mesma. Sobretudo relativamente a um segundo item onde era possível ler "Diazipam 10mgs 4/52".
Ora bem, quanto mais olhava para a receita, com mais certeza ficava que se tratava de uma situação fraudulenta. Desde logo, pelo facto de se tratar da dose máxima para o diazepam em comprimidos e depois porque o número 4 em "Olanzapine 10mgs 4/52" era feito de uma forma completamente diferente comparativamente à segunda linha "Diazipam 10mgs 4/52", e depois o erro ortográfico em diazepam, apesar de isso ser bastante comum em receitas manuscritas.
Mas aqui é que começa o dilema! Que fazer? Como enfrentar o cliente e como abordar a situação, sobretudo já depois das 22:15 e com mais ninguém na farmácia.
Dispensei o primeiro item após algumas questões e disse que tinha que confirmar com o médico certos detalhes quanto ao segundo item. Logo no dia seguinte o meu patrão ligou para a clinica onde confirmou que o segundo item não tinha sido prescrito pelo médico.
Na semana seguinte dei seguimento ao caso. Fiquei a saber que as autoridades levam assuntos deste tipo com bastante importância. Reportei ao PCT local (autoridade regional de saúde), e à polícia. O Drug Tariff (livro emitido com periodicidade mensal que determina o pagamento às farmácias pelos vários serviços prestados), estipula o pagamento de 70 libras para qualquer caso reportado de receita médica fraudulenta! Acho bem, há que premiar o trabalho que envolve lidar com uma situação destas.
Entretanto já enviei a papelada para receber o pagamento de 70 libras por reportar a receita médica e já fui à polícia fazer um depoimento, e em breve provavelmente terei de estar presente em tribunal relativamente a este caso.
Já não é a primeira vez que lido com uma situação de receita falsa. Há uns quatros anos atrás a minha denuncia até levou à descoberta de algo mais sério. Na altura foi o facto de ter recebido pela segunda vez uma receita de dentista para dihidrocodeina, sendo que a quantidade prescrita seria o suficiente para um mês (normalmente dentistas prescrevem quantidades para uma semanita). Após investigações descobriu-se que o cliente em questão tinha-se apoderado de um bloco de receitas do pai, dentista reformado!
PS1: Não meto aqui foto da receita por razões óbvias, sendo prova em tribunal, mas garanto que o cliente envolvido no caso fez um excelente trabalho em imitar a escrita do médico. Quase todos os meus colegas admitiram que lhes teria escapado.
PS2: Este post é obviamente em contra-corrente com o post anterior dos farmacêuticos de Londres que venderam Diazepam sem receita médica, como mostra na reportagem da BBC. A seriedade e celeridade com que a polícia tratou este caso onde alguém tentou obter 28 comprimidos de diazepam 10mgs, mostra o quão sério é o caso reportado pela BBC. Não só aqueles farmacêuticos perderão a carteira profissional como serão sujeitos a tribunal e a uma pena a condizer.
PS3: Inspector Carvalho ao seu dispor.
Ora aqui segue um post curioso de uma situação com a qual lidei recentemente ao trabalhar na farmácia.
Não é novidade para os seguidores do blog que sou um bufo. É só relembrar o caso do carro com o selo expirado.
Fazendo um aparte, acredito bastante numa sociedade vigilante ao invés de um estado controlador. As autoridades têm que estar presentes e a postos para apoiar e dar seguimento a denúncias feitas por parte dos seus cidadãos, e pouco mais que isso, seja em matérias da criminalidade comum , de corrupção, evasão fiscal, negligência profissional, transgressão das regras do código de estrada, etc.
Voltando então à situação em questão. Há poucas semanas atrás, já depois das 22:00 recebemos uma chamada na farmácia, na qual outra farmácia dizia que iam encaminhar um cliente porque não tinham todos os medicamentos requisitados na receita médica em questão.
Ao verificar a receita que a minha colega tinha dispensado fico com algumas suspeitas sobre a legitimidade da mesma. Sobretudo relativamente a um segundo item onde era possível ler "Diazipam 10mgs 4/52".
Ora bem, quanto mais olhava para a receita, com mais certeza ficava que se tratava de uma situação fraudulenta. Desde logo, pelo facto de se tratar da dose máxima para o diazepam em comprimidos e depois porque o número 4 em "Olanzapine 10mgs 4/52" era feito de uma forma completamente diferente comparativamente à segunda linha "Diazipam 10mgs 4/52", e depois o erro ortográfico em diazepam, apesar de isso ser bastante comum em receitas manuscritas.
Mas aqui é que começa o dilema! Que fazer? Como enfrentar o cliente e como abordar a situação, sobretudo já depois das 22:15 e com mais ninguém na farmácia.
Dispensei o primeiro item após algumas questões e disse que tinha que confirmar com o médico certos detalhes quanto ao segundo item. Logo no dia seguinte o meu patrão ligou para a clinica onde confirmou que o segundo item não tinha sido prescrito pelo médico.
Na semana seguinte dei seguimento ao caso. Fiquei a saber que as autoridades levam assuntos deste tipo com bastante importância. Reportei ao PCT local (autoridade regional de saúde), e à polícia. O Drug Tariff (livro emitido com periodicidade mensal que determina o pagamento às farmácias pelos vários serviços prestados), estipula o pagamento de 70 libras para qualquer caso reportado de receita médica fraudulenta! Acho bem, há que premiar o trabalho que envolve lidar com uma situação destas.
Entretanto já enviei a papelada para receber o pagamento de 70 libras por reportar a receita médica e já fui à polícia fazer um depoimento, e em breve provavelmente terei de estar presente em tribunal relativamente a este caso.
Já não é a primeira vez que lido com uma situação de receita falsa. Há uns quatros anos atrás a minha denuncia até levou à descoberta de algo mais sério. Na altura foi o facto de ter recebido pela segunda vez uma receita de dentista para dihidrocodeina, sendo que a quantidade prescrita seria o suficiente para um mês (normalmente dentistas prescrevem quantidades para uma semanita). Após investigações descobriu-se que o cliente em questão tinha-se apoderado de um bloco de receitas do pai, dentista reformado!
PS1: Não meto aqui foto da receita por razões óbvias, sendo prova em tribunal, mas garanto que o cliente envolvido no caso fez um excelente trabalho em imitar a escrita do médico. Quase todos os meus colegas admitiram que lhes teria escapado.
PS2: Este post é obviamente em contra-corrente com o post anterior dos farmacêuticos de Londres que venderam Diazepam sem receita médica, como mostra na reportagem da BBC. A seriedade e celeridade com que a polícia tratou este caso onde alguém tentou obter 28 comprimidos de diazepam 10mgs, mostra o quão sério é o caso reportado pela BBC. Não só aqueles farmacêuticos perderão a carteira profissional como serão sujeitos a tribunal e a uma pena a condizer.
PS3: Inspector Carvalho ao seu dispor.
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Pharmacy World
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Secret Santa
O Secret Santa (ou versão portuguesa "amigo secreto") é algo bastante popular por terras britânicas. Em qualquer loja, empresa ou até grupos de amigos é organizado uma troca de prendas anónima por altura do natal. Algum tempo antes do natal cada um tira um papelinho com o nome de um colega de trabalho e fica encarregue de lhe comprar um prenda até ao natal.
Tinha mais piada se todos alinhassem em prendas "malandras" e para gozar com o prendado respectivo, mas a maior parte dos meus colegas querem é dar uma prenda que seja "lovely" tal como eles dizem.
(Pensei que era assim que todos alinhavam, e no meu primeiro ano comprei a uma técnica de farmácia uma lingerie feita de doces (rebuçados e afins). Foi uma galhofa por causa disso, mas ela nem a chegou a levar para casa. Pelos vistos o marido é diabético. Temos pena que a minha prenda não tenha sido "lovely".)
Este ano e provavelmente devido à minha fama de um gosto requintado e de quem come comida estranha (polvo, lulas, peixe inteiro, cabidela etc) recebi isto:
Uns "Thai green curry crickets". Portanto uns grilos à moda da Tailândia. Não comi nada semelhante quando lá fui no ano passado (sim, já estamos em 2013), e vou agora comê-los no Reino Unido. Gostei, é este o tipo de prendas que defendo para os Secret Santas. (Obviamente que vou comê-los. Planeio ter uma cervejola à mão.
Também recebi:
Flores de camomila para fazer infusão. Também sou olhado de canto na farmácia por beber infusões. Já não bastava beber chá sem leite, como também bebo infusões de camomila, cidreira, limão e outras que tais, dos quais os inlgeses nem querem saber.
E ainda:
Uns saquinhos para fazer o "mulled wine". Que cheirinho agradável que têm. Irei usá-los com certeza.
Tinha mais piada se todos alinhassem em prendas "malandras" e para gozar com o prendado respectivo, mas a maior parte dos meus colegas querem é dar uma prenda que seja "lovely" tal como eles dizem.
(Pensei que era assim que todos alinhavam, e no meu primeiro ano comprei a uma técnica de farmácia uma lingerie feita de doces (rebuçados e afins). Foi uma galhofa por causa disso, mas ela nem a chegou a levar para casa. Pelos vistos o marido é diabético. Temos pena que a minha prenda não tenha sido "lovely".)
Este ano e provavelmente devido à minha fama de um gosto requintado e de quem come comida estranha (polvo, lulas, peixe inteiro, cabidela etc) recebi isto:
Uns "Thai green curry crickets". Portanto uns grilos à moda da Tailândia. Não comi nada semelhante quando lá fui no ano passado (sim, já estamos em 2013), e vou agora comê-los no Reino Unido. Gostei, é este o tipo de prendas que defendo para os Secret Santas. (Obviamente que vou comê-los. Planeio ter uma cervejola à mão.
Também recebi:
Flores de camomila para fazer infusão. Também sou olhado de canto na farmácia por beber infusões. Já não bastava beber chá sem leite, como também bebo infusões de camomila, cidreira, limão e outras que tais, dos quais os inlgeses nem querem saber.
E ainda:
Uns saquinhos para fazer o "mulled wine". Que cheirinho agradável que têm. Irei usá-los com certeza.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Investigação BBC
Cá segue um post sobre farmácia.
Esta segunda-feira estava eu a tomar um pequeno-almoço madrugador quando me deparo com a BBC news a transmitir esta reportagem sobre farmácias a venderem MSRM (em inglês POM-Prescription Only Medicines) sem receita médica.
Notícia BBC
Reportagem no BBC iPlayer (provavelmente disponível apenas para residentes no UK, e não por muito tempo)
Confesso que me deixou estupefacto. Eu que já trabalhei em mais de 30 farmácias diferentes e que tenho uma razoável rede de contactos entre farmacêuticos que trabalham em diversos pontos do Reino Unido, nunca tive a mais ligeira sugestão que algo do género pudesse ocorrer. Obviamente que o meu estado de inocência permitia que imaginasse que, como em qualquer profissão, houvessem profissionais menos éticos, menos competentes, mas não a este ponto.
De certa forma a comunidade farmacêutica britânica está chocada, e agora quer sangue. Eu também o quero. Aliás até enviei um email à ordem dos farmacêuticos de cá (GPhC) a mostrar a minha indignação com esta situação. Disse-lhes que deles os farmacêuticos esperavam um atitude firme e rápida. E que seria bom que as acções por eles tomadas chegassem aos meios de comunicação social. Passado uma hora já tinha resposta na minha caixa de email (e não foi uma resposta automática).
Notícia no Chemist and Druggist (site muito interessante do mundo da farmácia britânico), onde vários farmacêuticos deixaram comentários.
O modelo de farmácia britânico é apresentado vezes sem conta em Portugal como um exemplo errado, onde até vendem medicamentos no supermercado. Pois bem, nesta investigação da BBC conseguiram ao longo de algumas semanas comprar 24 comprimidos de viagra, 200 e tal capsulas de amoxicilina e 200 e tal comprimidos de benzodiazepinas (diazepam e temazepam)! Isto é a realidade da grande maioria das farmácias portuguesas todos os dias (o modelo de onde tudo funciona bem), mas aqui no Reino Unido causou choque. Políticos vieram falar sobre o assunto, o GPhC já confirmou que vão tomar medidas, a comunidade farmacêutica já se mostrou indignada.
Aguardo com interesse o desenrolar deste episódio. Que o GPhC tome medidas exemplares e que sejam dissuasoras, embora tenha a certeza que esta situação nunca aconteceu de forma generalizada*.
*
- Nunca ouvi qualquer tipo de comentário sobre qualquer farmácia a vender POM sem receita médica.
- Nunca nenhum paciente me pediu que lhe vendesse um POM sem receita, ou fez qualquer comentário de poderia comprar noutro lado qualquer.
- Quem conseguir ver a reportagem vai perceber que todos os pedidos para compra de amoxicilina ou diazepam foram feitos não em inglês mas numa língua árabe (provavelmente estes farmacêuticos pensaram que estavam protegidos dentro da "sua comunidade" não inglesa.)
Esta segunda-feira estava eu a tomar um pequeno-almoço madrugador quando me deparo com a BBC news a transmitir esta reportagem sobre farmácias a venderem MSRM (em inglês POM-Prescription Only Medicines) sem receita médica.
Notícia BBC
Reportagem no BBC iPlayer (provavelmente disponível apenas para residentes no UK, e não por muito tempo)
Confesso que me deixou estupefacto. Eu que já trabalhei em mais de 30 farmácias diferentes e que tenho uma razoável rede de contactos entre farmacêuticos que trabalham em diversos pontos do Reino Unido, nunca tive a mais ligeira sugestão que algo do género pudesse ocorrer. Obviamente que o meu estado de inocência permitia que imaginasse que, como em qualquer profissão, houvessem profissionais menos éticos, menos competentes, mas não a este ponto.
De certa forma a comunidade farmacêutica britânica está chocada, e agora quer sangue. Eu também o quero. Aliás até enviei um email à ordem dos farmacêuticos de cá (GPhC) a mostrar a minha indignação com esta situação. Disse-lhes que deles os farmacêuticos esperavam um atitude firme e rápida. E que seria bom que as acções por eles tomadas chegassem aos meios de comunicação social. Passado uma hora já tinha resposta na minha caixa de email (e não foi uma resposta automática).
Notícia no Chemist and Druggist (site muito interessante do mundo da farmácia britânico), onde vários farmacêuticos deixaram comentários.
O modelo de farmácia britânico é apresentado vezes sem conta em Portugal como um exemplo errado, onde até vendem medicamentos no supermercado. Pois bem, nesta investigação da BBC conseguiram ao longo de algumas semanas comprar 24 comprimidos de viagra, 200 e tal capsulas de amoxicilina e 200 e tal comprimidos de benzodiazepinas (diazepam e temazepam)! Isto é a realidade da grande maioria das farmácias portuguesas todos os dias (o modelo de onde tudo funciona bem), mas aqui no Reino Unido causou choque. Políticos vieram falar sobre o assunto, o GPhC já confirmou que vão tomar medidas, a comunidade farmacêutica já se mostrou indignada.
Aguardo com interesse o desenrolar deste episódio. Que o GPhC tome medidas exemplares e que sejam dissuasoras, embora tenha a certeza que esta situação nunca aconteceu de forma generalizada*.
*
- Nunca ouvi qualquer tipo de comentário sobre qualquer farmácia a vender POM sem receita médica.
- Nunca nenhum paciente me pediu que lhe vendesse um POM sem receita, ou fez qualquer comentário de poderia comprar noutro lado qualquer.
- Quem conseguir ver a reportagem vai perceber que todos os pedidos para compra de amoxicilina ou diazepam foram feitos não em inglês mas numa língua árabe (provavelmente estes farmacêuticos pensaram que estavam protegidos dentro da "sua comunidade" não inglesa.)
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Pharmacy World
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Vida de emigrante é assim...
... trabalho, trabalho, trabalho.
Nesta época festiva, de paz e amor, de confraternização em família, o emigra autor deste blog vai trabalhar dia 20 e 21 (como toda a gente), mas também no Sábado dia 22, no Domingo dia 23, na véspera de Natal dia 24 e como se não bastasse também trabalhará no dia 25!
Por favor mostrem alguma compaixão por mim deixando-me mensagens de apoio. Mais compaixão terá quem conhecer a realidade da farmácia britânica nesta época natalícia, quando a população entra em modo "animal" por se terem esquecido de organizar a medicação (encomendar receitas, etc).
Pior ainda este ano, quando muitos pacientes, ao contrário do que anteciparam, acordarem no dia 22. Certamente irão direitos à farmácia causar "o fim do mundo"!!
Nesta época festiva, de paz e amor, de confraternização em família, o emigra autor deste blog vai trabalhar dia 20 e 21 (como toda a gente), mas também no Sábado dia 22, no Domingo dia 23, na véspera de Natal dia 24 e como se não bastasse também trabalhará no dia 25!
Por favor mostrem alguma compaixão por mim deixando-me mensagens de apoio. Mais compaixão terá quem conhecer a realidade da farmácia britânica nesta época natalícia, quando a população entra em modo "animal" por se terem esquecido de organizar a medicação (encomendar receitas, etc).
Pior ainda este ano, quando muitos pacientes, ao contrário do que anteciparam, acordarem no dia 22. Certamente irão direitos à farmácia causar "o fim do mundo"!!
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Pharmacy World
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Christmas Do
Mais um Natal à porta significa mais uma festa de natal da farmácia ("Christmas do" como se diz por cá).
Ora bem, este era o aviso que esta semana marcou presença no placard de avisos da farmácia:
Portanto, a reter, saber a que horas é para estar lá (sempre a pontualidade britânica) e que cada um pode ir vestido como quiser (mas todos sabendo que é para ir vestido como deve ser, de fato ou equivalente para os homens e com os tacões mais altos possíveis no caso das mulheres.) Mais importante ainda, ir psicologicamente preparado para ficar bêbado e ver todos os colegas em belos preparos.
Os ingleses adoram estas ocasiões, em que independentemente da idade, todos apanham uma bela carroça. Depois é ver a técnica a agarrar-se ao patrão a dizer-lhe "I love youuuu", ou gente com idade para ter juizo a sair ao colo de dois seguranças até à porta do Taxi.
Antes das bebidas começarem a ser servidas até fazemos uma equipa com alguma pinta:
E é já amanhã!!!
PS: Foto de 2008. Entretanto já muita gente entrou e saiu dos quadros da farmácia.
Ora bem, este era o aviso que esta semana marcou presença no placard de avisos da farmácia:
Portanto, a reter, saber a que horas é para estar lá (sempre a pontualidade britânica) e que cada um pode ir vestido como quiser (mas todos sabendo que é para ir vestido como deve ser, de fato ou equivalente para os homens e com os tacões mais altos possíveis no caso das mulheres.) Mais importante ainda, ir psicologicamente preparado para ficar bêbado e ver todos os colegas em belos preparos.
Os ingleses adoram estas ocasiões, em que independentemente da idade, todos apanham uma bela carroça. Depois é ver a técnica a agarrar-se ao patrão a dizer-lhe "I love youuuu", ou gente com idade para ter juizo a sair ao colo de dois seguranças até à porta do Taxi.
Antes das bebidas começarem a ser servidas até fazemos uma equipa com alguma pinta:
E é já amanhã!!!
PS: Foto de 2008. Entretanto já muita gente entrou e saiu dos quadros da farmácia.
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Check in
Meus caros,
Este post vem na sequência de outros já publicados, onde deixo algumas dicas de como poupar uns trocos, investir algumas poupanças ou, como neste caso, ganhar uns tostões (mesmo que sejam "migalhas".)
- Vives no UK?
- Tens um smartphone?
- Quando vais pela rua e vês uma moeda de 5p,10 ou 20p no chão dás-te ao trabalho de a apanhar?
Se respondeste sim às três questões, este post é para ti.
Algo que existe há já algum tempo, fruto do fenómeno das compras online, são os sites de cashback. Compras online feitas a partir das aplicações/sites de cashback atraem um reembolso do preço total pago pelo produto.
Dois dos exemplos mais conhecidos são o Topcashback e o Quidco (cada um com termos e condições próprias).
Por exemplo, quando comprei o meu iPhone, em vez de ter ido directamente a www.apple.co.uk, fui ao site topcashback a partir do qual pesquisei o site da Apple, e uma vez no site deles tudo foi processado como se tivesse ido directamente ao site da apple sem recurso ao site de cashback (incluindo o preço a pagar). A diferença é que alguns dias depois recebi na minha conta do topcashback 18 libras de reembolso que posteriormente levantei para a minha conta bancária. Isto pode ser aplicado a qualquer tipo de compras online, até supermercado.
Mas isto pode chegar a um nível muito mais extremo do primeiro exemplo. Hoje fomos ao Currys comprar um microondas. Andamos por lá a ver todas as opções e gostamos de um que estava em promoção por 99libras. Primeira coisa a fazer foi obviamente verificar (usando o smartphone) quanto é que o mesmo modelo custava online, na amazon e em qualquer outro sitio. Comprovamos que realmente não havia mais barato em lado nenhum. Aí abri a minha app Quidco onde verifiquei que o Currys estava a oferecer 1.5% de cashback nas compras online ou reservas feitas através da net. Assim fiz, apesar de estar dentro da loja, mandei reservar o produto através do telemóvel e do Quidco e lá fui ao balcão dizer que tinha reservado um microondas com determinada referência. Dentro de dias devo receber 1.5% das 99libras, o que obviamente são migalhas (1.5libras). Mas 1.5 libras por 1 minuto no telemóvel, não está mal. (1.5libras por minuto dá 90libras por hora. Não ganho tanto.)
Os exemplos acima são típicos do uso de sites de cashback, mas o que me fez vir para aqui escrever este post, é algo mais recente que só há dias fiquei a conhecer (através do www.moneysavingexpert.com que já mencionei noutros posts).
É a modalidade de Check In através da app de smartphone do Quidco:
O mundo das compras online (que no UK está a atingir um volume de negócios enorme) está a fazer com que as pessoas façam menos visitas à lojas. Para contrariar isto, praticamente todas as grandes marcas estão a oferecer alguns cêntimos para que as pessoas entrem nas lojas.
Usando a app to telemóvel (que tem que permitir à aplicação verificar a nossa posição geográfica) é só carregar num botão que nos permite fazer check in em cada loja. Usanto o exemplo do "print screen" que fiz do telemóvel, naquele momento estava a 236 "feet" da loja Carphone Warehouse que estava a oferecer 20pence para eu fazer check in. Fazer check in demora 1 segundo! É só carregar no botão quando a minha localização confirmar que estou na loja.
O lucro que resultar destes check ins é transferido para a conta bancária de duas em duas semanas.
O que me apercebi logo no primeiro dia é que a app não é muito exigente em relação à nossa posição em relação à loja. No primeiro dia tive de fazer uma caminhada de 1km para a farmácia, e fiz check in no Tesco, Staples e Wynsors sem sequer ter estado do mesmo lado da rua das respectivas lojas!
Hoje eu e a Ana que para ir ao banco tivemos de passar no shopping centre de Blackburn apanhamos um fartote de check ins! 4 libras os dois juntos.
Não vale a pena andar muito obcecado, nem ninguém fica rico com isto, mas já que hoje em dia andamos de smartphone constantemente na mão, "why not"?
PS: Não deve demorar muito tempo para que as companhias percebam que esta técnica, da forma como está desenhada, não implica forçosamente mais gente a entrar nas lojas. Ou será que até resulta?
Quem é amigo?
Este post vem na sequência de outros já publicados, onde deixo algumas dicas de como poupar uns trocos, investir algumas poupanças ou, como neste caso, ganhar uns tostões (mesmo que sejam "migalhas".)
- Vives no UK?
- Tens um smartphone?
- Quando vais pela rua e vês uma moeda de 5p,10 ou 20p no chão dás-te ao trabalho de a apanhar?
Se respondeste sim às três questões, este post é para ti.
Algo que existe há já algum tempo, fruto do fenómeno das compras online, são os sites de cashback. Compras online feitas a partir das aplicações/sites de cashback atraem um reembolso do preço total pago pelo produto.
Dois dos exemplos mais conhecidos são o Topcashback e o Quidco (cada um com termos e condições próprias).
Por exemplo, quando comprei o meu iPhone, em vez de ter ido directamente a www.apple.co.uk, fui ao site topcashback a partir do qual pesquisei o site da Apple, e uma vez no site deles tudo foi processado como se tivesse ido directamente ao site da apple sem recurso ao site de cashback (incluindo o preço a pagar). A diferença é que alguns dias depois recebi na minha conta do topcashback 18 libras de reembolso que posteriormente levantei para a minha conta bancária. Isto pode ser aplicado a qualquer tipo de compras online, até supermercado.
Mas isto pode chegar a um nível muito mais extremo do primeiro exemplo. Hoje fomos ao Currys comprar um microondas. Andamos por lá a ver todas as opções e gostamos de um que estava em promoção por 99libras. Primeira coisa a fazer foi obviamente verificar (usando o smartphone) quanto é que o mesmo modelo custava online, na amazon e em qualquer outro sitio. Comprovamos que realmente não havia mais barato em lado nenhum. Aí abri a minha app Quidco onde verifiquei que o Currys estava a oferecer 1.5% de cashback nas compras online ou reservas feitas através da net. Assim fiz, apesar de estar dentro da loja, mandei reservar o produto através do telemóvel e do Quidco e lá fui ao balcão dizer que tinha reservado um microondas com determinada referência. Dentro de dias devo receber 1.5% das 99libras, o que obviamente são migalhas (1.5libras). Mas 1.5 libras por 1 minuto no telemóvel, não está mal. (1.5libras por minuto dá 90libras por hora. Não ganho tanto.)
Os exemplos acima são típicos do uso de sites de cashback, mas o que me fez vir para aqui escrever este post, é algo mais recente que só há dias fiquei a conhecer (através do www.moneysavingexpert.com que já mencionei noutros posts).
É a modalidade de Check In através da app de smartphone do Quidco:
O mundo das compras online (que no UK está a atingir um volume de negócios enorme) está a fazer com que as pessoas façam menos visitas à lojas. Para contrariar isto, praticamente todas as grandes marcas estão a oferecer alguns cêntimos para que as pessoas entrem nas lojas.
Usando a app to telemóvel (que tem que permitir à aplicação verificar a nossa posição geográfica) é só carregar num botão que nos permite fazer check in em cada loja. Usanto o exemplo do "print screen" que fiz do telemóvel, naquele momento estava a 236 "feet" da loja Carphone Warehouse que estava a oferecer 20pence para eu fazer check in. Fazer check in demora 1 segundo! É só carregar no botão quando a minha localização confirmar que estou na loja.
O lucro que resultar destes check ins é transferido para a conta bancária de duas em duas semanas.
O que me apercebi logo no primeiro dia é que a app não é muito exigente em relação à nossa posição em relação à loja. No primeiro dia tive de fazer uma caminhada de 1km para a farmácia, e fiz check in no Tesco, Staples e Wynsors sem sequer ter estado do mesmo lado da rua das respectivas lojas!
Hoje eu e a Ana que para ir ao banco tivemos de passar no shopping centre de Blackburn apanhamos um fartote de check ins! 4 libras os dois juntos.
Não vale a pena andar muito obcecado, nem ninguém fica rico com isto, mas já que hoje em dia andamos de smartphone constantemente na mão, "why not"?
PS: Não deve demorar muito tempo para que as companhias percebam que esta técnica, da forma como está desenhada, não implica forçosamente mais gente a entrar nas lojas. Ou será que até resulta?
Quem é amigo?
Tema
Finanças
sábado, 10 de novembro de 2012
Staff de farmácia - M/F
Vou deixar aqui outra curiosidade que me saltou à vista dentro do tema farmácia Portugal vs Reino Unido.
As profissões de técnico e ajudante de farmácia são em Portugal dominadas pelo sexo masculino (claro que há farmácias que fogem à regra) enquanto que aqui no Reino Unido são profissão praticamente exclusivas do sexo feminino.
Uma vez que por estas bandas os mecânicos continuam a ser homens e que as educadoras de infância continuam a ser mulheres, é curioso que no mundo da farmácia haja esta diferença.
Tenho dito
As profissões de técnico e ajudante de farmácia são em Portugal dominadas pelo sexo masculino (claro que há farmácias que fogem à regra) enquanto que aqui no Reino Unido são profissão praticamente exclusivas do sexo feminino.
Uma vez que por estas bandas os mecânicos continuam a ser homens e que as educadoras de infância continuam a ser mulheres, é curioso que no mundo da farmácia haja esta diferença.
Tenho dito
Tema
Pharmacy World
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
I see faces..
Ora bem, há uns dias estava na "tea-room" (cozinha/sala) com a R. que é estagiária que está a fazer os seus 12 meses de estágio na minha farmácia.
De repente a conversa foi a seguinte:
R. "Do you know what?, I see faces everywhere"
Eu. "yeahh.. me too"
Ele mostrou-me como a carteira dela lhe fazia lembrar uma cara.
Aí lancei o desafio de fotografar o mais e melhores "caras" no local de trabalho.
Só para dizer fui o claro vencedor:
E que bem que sabem esta e outras parvalheiras para quebrar com o stress da farmácia.
Já que falei na estagiária de farmácia aqui ficam algumas curiosidades:
- Aqui no UK o estágio do curso de Ciências farmacêuticas é de 12 meses no último ano do curso (o 5º ano após 4 anos de universidade)
- No final do estágio todos os estudantes de ciências farmacêuticas têm um exame a nível nacional. (o que faz todo o sentido! Gostava de ver os resultados de algumas universidades portuguesas de reconhecida baixa exigência num exame deste tipo).
- Os estudantes que reprovarem na "primeira chamada" (o que no caso dos com quem contactei directamente é o mais comum) têm direito a uma segunda fase três meses depois. Caso falhem o segundo exame creio que têm direito a uma terceira e última oportunidade. Caso falhem essa, curso de grilo, são cinco anos que vão mesmo por água abaixo. (pois não há a possibilidade de repetirem estágio ou o último ano do curso).
- Os estagiários ao contrário do que acontece em Portugal, são remunerados. E diga-se que o salário não é apenas para dar para os gastos, pois creio que seja na ordem de 18000 libras ano.
De repente a conversa foi a seguinte:
R. "Do you know what?, I see faces everywhere"
Eu. "yeahh.. me too"
Ele mostrou-me como a carteira dela lhe fazia lembrar uma cara.
Aí lancei o desafio de fotografar o mais e melhores "caras" no local de trabalho.
Só para dizer fui o claro vencedor:
(micro-ondas da cozinha)
(batente para uma porta)
(Peça metálica do Robot da farmácia)
E que bem que sabem esta e outras parvalheiras para quebrar com o stress da farmácia.
Já que falei na estagiária de farmácia aqui ficam algumas curiosidades:
- Aqui no UK o estágio do curso de Ciências farmacêuticas é de 12 meses no último ano do curso (o 5º ano após 4 anos de universidade)
- No final do estágio todos os estudantes de ciências farmacêuticas têm um exame a nível nacional. (o que faz todo o sentido! Gostava de ver os resultados de algumas universidades portuguesas de reconhecida baixa exigência num exame deste tipo).
- Os estudantes que reprovarem na "primeira chamada" (o que no caso dos com quem contactei directamente é o mais comum) têm direito a uma segunda fase três meses depois. Caso falhem o segundo exame creio que têm direito a uma terceira e última oportunidade. Caso falhem essa, curso de grilo, são cinco anos que vão mesmo por água abaixo. (pois não há a possibilidade de repetirem estágio ou o último ano do curso).
- Os estagiários ao contrário do que acontece em Portugal, são remunerados. E diga-se que o salário não é apenas para dar para os gastos, pois creio que seja na ordem de 18000 libras ano.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Aflige-me
a quantidade de lixo que nós, seres humanos, produzimos.
A palavra "evolução" costuma ter uma conotação positiva associada, mas termos "evoluido" para estas máquinas de gerar lixo não tem nada de positivo certamente.
Aflige-me a alma tratar da reciclagem cá de casa. A quantidade de plásticos, vidro, metal, cartão gerada não pode de forma alguma ser sustentável. Aflige-me mais ainda pensar que nós, que cozinhamos praticamente todas as refeições a partir de produtos frescos, façamos tanto lixo. E aqueles (muitos no Reino Unido) cujas refeições variam entre take-aways (sacos plásticos, embalagens de alumínio/plástico/poliestireno) ou refeições pré-cozinhadas de aquecer no micro-ondas? Aflige-me pensar.
E quando vou ao centro de reciclagem aqui da terrinha? Fico transtornado com a quantidade de lixo produzido. Vai tudo para lá, torradeiras novas, televisões, mobília, brinquedos, e um número infinito de outros objectos, que aparentam ter sido rejeitados não por questões de funcionalidade ou operacionalidade, mas apenas porque sim! Um "já estava farto de olhar para este modelo" basta.
100 anos como período de tempo não têm qualquer relevância quando comparado com os muitos milhões de anos de existência do nosso planeta, nem quando comparando toda a cronologia da evolução natural que nos trouxe aos dias de hoje. Mas a verdade é que os últimos 100 anos causaram mais mudança no planeta que muitos períodos de milhões de anos anteriores. Nos últimos 100 anos, e muito em sentido contrário à maior parte das espécies de mamíferos (e obviamente há ligação causa-efeito nisto) a população humana aumentou de uma forma louca. Mudou tudo. Mudou a forma como comunicamos, como nos deslocamos, nos alimentamos, nos divertimos. Tudo com uma produção de poluição e lixo associada absolutamente incrível.
Onde é que isto vai parar?
É universalmente aceite que o crescimento é bom, que as economias têm de crescer. Como é que esta imbecilidade pode ser universalmente aceite? Frases como "estimular o crescimento", "aumentar o consumo", "aumentar a produção" estão sempre presentes. Há trinta anos era "normal" manter um carro por dez anos, hoje já se troca a cada quatro anos. Telemóveis são trocados todos os anos. Para onde vai este entulho todo?
E não me venham com a farça que é a reciclagem. Não parece haver interesse em que os processos de reciclagem acompanhem a eficiência dos processos de produção.
Também é recorrente dizer-se que é um problema o envelhecimento da população de vários países. Como é possível pensar-se assim? Quantas áreas não modificadas pelo homem, onde a vida selvagem se desenrola de forma natural é que existem na Europa?
Somos muitos, deveríamos ser não mais do que 20% do que somos. A razão para para tamanha preocupação com o envelhecimento das populações é apenas uma: Económica. Alguém tem que trabalhar para sustentar todo o sistema, o estado social, pagar reformas,
Enfim. Parece que estou aqui a corroborar "os dias finais" apregoados de forma entusiástica por várias religiões. A dar razão a quem não se rege por ela de facto.
Mas aflige-me que para bebermos água tenhamos desenvolvido a genialidade que é a garrafa de plástico que como todos sabemos não desaparece de um dia para o outro depois de usada. Água, um bem não processado, que até cai do céu. Feijões e favas já não se compram doutra forma que não seja numa lata metálica. Até fruta compramos em sacos de plástico com uma base plástica.
Gostava de poder ver como será o planeta daqui a outros 100 anos.
A palavra "evolução" costuma ter uma conotação positiva associada, mas termos "evoluido" para estas máquinas de gerar lixo não tem nada de positivo certamente.
Aflige-me a alma tratar da reciclagem cá de casa. A quantidade de plásticos, vidro, metal, cartão gerada não pode de forma alguma ser sustentável. Aflige-me mais ainda pensar que nós, que cozinhamos praticamente todas as refeições a partir de produtos frescos, façamos tanto lixo. E aqueles (muitos no Reino Unido) cujas refeições variam entre take-aways (sacos plásticos, embalagens de alumínio/plástico/poliestireno) ou refeições pré-cozinhadas de aquecer no micro-ondas? Aflige-me pensar.
E quando vou ao centro de reciclagem aqui da terrinha? Fico transtornado com a quantidade de lixo produzido. Vai tudo para lá, torradeiras novas, televisões, mobília, brinquedos, e um número infinito de outros objectos, que aparentam ter sido rejeitados não por questões de funcionalidade ou operacionalidade, mas apenas porque sim! Um "já estava farto de olhar para este modelo" basta.
100 anos como período de tempo não têm qualquer relevância quando comparado com os muitos milhões de anos de existência do nosso planeta, nem quando comparando toda a cronologia da evolução natural que nos trouxe aos dias de hoje. Mas a verdade é que os últimos 100 anos causaram mais mudança no planeta que muitos períodos de milhões de anos anteriores. Nos últimos 100 anos, e muito em sentido contrário à maior parte das espécies de mamíferos (e obviamente há ligação causa-efeito nisto) a população humana aumentou de uma forma louca. Mudou tudo. Mudou a forma como comunicamos, como nos deslocamos, nos alimentamos, nos divertimos. Tudo com uma produção de poluição e lixo associada absolutamente incrível.
Onde é que isto vai parar?
É universalmente aceite que o crescimento é bom, que as economias têm de crescer. Como é que esta imbecilidade pode ser universalmente aceite? Frases como "estimular o crescimento", "aumentar o consumo", "aumentar a produção" estão sempre presentes. Há trinta anos era "normal" manter um carro por dez anos, hoje já se troca a cada quatro anos. Telemóveis são trocados todos os anos. Para onde vai este entulho todo?
E não me venham com a farça que é a reciclagem. Não parece haver interesse em que os processos de reciclagem acompanhem a eficiência dos processos de produção.
Também é recorrente dizer-se que é um problema o envelhecimento da população de vários países. Como é possível pensar-se assim? Quantas áreas não modificadas pelo homem, onde a vida selvagem se desenrola de forma natural é que existem na Europa?
Somos muitos, deveríamos ser não mais do que 20% do que somos. A razão para para tamanha preocupação com o envelhecimento das populações é apenas uma: Económica. Alguém tem que trabalhar para sustentar todo o sistema, o estado social, pagar reformas,
Enfim. Parece que estou aqui a corroborar "os dias finais" apregoados de forma entusiástica por várias religiões. A dar razão a quem não se rege por ela de facto.
Mas aflige-me que para bebermos água tenhamos desenvolvido a genialidade que é a garrafa de plástico que como todos sabemos não desaparece de um dia para o outro depois de usada. Água, um bem não processado, que até cai do céu. Feijões e favas já não se compram doutra forma que não seja numa lata metálica. Até fruta compramos em sacos de plástico com uma base plástica.
Gostava de poder ver como será o planeta daqui a outros 100 anos.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Não tenho futuro como vidente
Logo no início do ano de 2012 escrevi este post, no qual "adivinhei" um ano sem acontecimentos relevantes na cronologia do migrant_script.
Escrevi que:
"O prognóstico para 2012 é verdadeiramente um ano sem acontecimentos de maior".."2012, ano de Apocalipse, será uma verdadeira seca para os seguidores do migrant_script. Têm autorização para removerem este blog dos favoritos, da lista de links dos vossos blogs, e para deixarem de fazerem comentários".
Pois bem, não poderia estar mais errado.
Três grandes projectos estão já a ser "cozinhados" (daqueles que têm lugar assegurado na minha biografia) e todos têm 2013 como data prevista para finalização.
Para já, continua tudo na mesma, apenas os dois a viver na mesma casa, com os mesmos carros, indo todos os dias para os mesmos postos de trabalho. Mas quanto à profissão, tenho a dizer que estou cada vez mais desgastado pela exigência e carga de trabalho que enfrento. Pior é que não vejo no horizonte um cenário "fácil" e "feliz" para o farmacêutico comunitário.
Escrevi que:
"O prognóstico para 2012 é verdadeiramente um ano sem acontecimentos de maior".."2012, ano de Apocalipse, será uma verdadeira seca para os seguidores do migrant_script. Têm autorização para removerem este blog dos favoritos, da lista de links dos vossos blogs, e para deixarem de fazerem comentários".
Pois bem, não poderia estar mais errado.
Três grandes projectos estão já a ser "cozinhados" (daqueles que têm lugar assegurado na minha biografia) e todos têm 2013 como data prevista para finalização.
Para já, continua tudo na mesma, apenas os dois a viver na mesma casa, com os mesmos carros, indo todos os dias para os mesmos postos de trabalho. Mas quanto à profissão, tenho a dizer que estou cada vez mais desgastado pela exigência e carga de trabalho que enfrento. Pior é que não vejo no horizonte um cenário "fácil" e "feliz" para o farmacêutico comunitário.
domingo, 2 de setembro de 2012
Tailândia
Ora bem, aqui sai um post sobre as nossas férias na Tailândia há uns meses atrás.
Fui para estas férias sob enorme pressão pois lá convenci a Anita a irmos para a Tailândia em vez do tão popular destino de celebrações conjugais chamado Maldivas. A celebração de 10 anos de relacionamento é algo especial (cada vez mais nos dias de hoje) e por isso sabia perfeitamente qu
e se alguma coisa não corresse bem ou que não estivesse ao nível da definição de "paraíso" ia levar uns olhares de esgueira que até me aflijo só de pensar.
Mas a verdade é esta; depois de já algumas férias em sítios muito bonitos (Canárias, Egipto, Grécia, Maiorca), a Tailândia superou tudo por larga margem.
Bangkok:
Fui para estas férias sob enorme pressão pois lá convenci a Anita a irmos para a Tailândia em vez do tão popular destino de celebrações conjugais chamado Maldivas. A celebração de 10 anos de relacionamento é algo especial (cada vez mais nos dias de hoje) e por isso sabia perfeitamente qu
e se alguma coisa não corresse bem ou que não estivesse ao nível da definição de "paraíso" ia levar uns olhares de esgueira que até me aflijo só de pensar.
Mas a verdade é esta; depois de já algumas férias em sítios muito bonitos (Canárias, Egipto, Grécia, Maiorca), a Tailândia superou tudo por larga margem.
Bangkok:
Uma rua qualquer em Bangkok. Andamos a pé por todo o lado.
Dentro do perímetro do Grande Palácio.
Comemos em sítios que iam contra todas as regras da segurança alimentar, mas durante as duas semanas nunca tivemos o mínimo problema do foro gastro-intestinal (ao contrário do Egipto, onde ninguém escapa)
O talhante de rua a verificar a qualidade da carne.
Rua com trânsito!
Ainda demos umas voltinhas de tuk-tuk! Aconselhamos vivamente. (Nesta foto até íamos com outros dois Portugueses já conhecidos da Orientação, que acabamos por encontrar em Bangkok. Mundo pequeno? Talvez, mas o facebook ajuda para estas coisas)
Cha-Am:
Muito bonito este hotel em Cha-am (centro da Tailândia)
Uma verdadeira delícia a cozinha Tailândesa. Nunca tinha estado 15 dias sem comer batatas e a comer marisco todos os dias! Neste restaurante, e devido à sempre presente barreira linguística, a senhora trouxe todos os pratos entre os quais hesitamos ao escolher! Ou seja, acabaram por vir cinco pratos principais em vez dos apenas dois desejados! O que vale é que é barato.
O verdadeiro "highlight" das férias foi o aluguer de uma scooter. Estava aborrecido em Cha-am e decidi alugar uma scooter. A Anita, a medo, lá alinhou, e meus amigos, foi altamente!
Um restaurante de beira de estrada. A cozinha fica ao fundo à esquerda do frigorífico. Comi um prato principal com uma coca-cola (de marca) por 0,80 cêntimos. Dei uma gorjeta de 0,40 cent (50%!) e fui o rei.
Aqui está a máquina que aluguei durante um dia em Cha-am. É só testosterona!
Mercadinho. O nosso nariz não está preparado para a intensidade dos cheiros que por lá há. E não é só no mercado, é em qualquer rua.
Nada como uma frutinha fresquinha à beira-mar.
Phuket:
Esta praia privada do hotel é um autêntico paraíso. Relvinha, água limpa, uma água de coco. Um dos dias a Ana veio a correr a dizer que tinha que ir com ela ver uma coisa lá no canto da praia. Lá encontrei, um lagarto praí com 1,20m a caminhar calmamente, que acabei por filmar!
Fomos dar uma volta de scooter (a que aparece na foto, e já muito mais masculina que a primeira). Estava sol, mas de repente começou a chover de uma maneira que não consigo descrever por escrito. Só digo que a estrada ficou um rio autêntico e que eu tinha dificuldade em esvaziar a quantidade de água que me enchia a boa ao respirar pela mesma.
Espetadas de beira de estrada. Uma delícia. A variedade era imensa. Desde espetadas de peitos, asas, coxas, corações, fígados, até "cús"! (sobre da galinha) e espetadas de pele de frango!
Muito comum na berma das estradas é uma churrasqueira tipo da foto, uma banca de fruta e outra banca com garrafas de vidro cheias de gasolina. Usam garrafas usadas de vinho/whisky e vendem às litradas. Com tanta motorizada, vem mesmo a calhar uma gasolineira deste género de 100m em 100m! Em alguns casos a churrasqueira era encostada à banca das garrafas de gasolina!! Pena que não tenho foto.
Barquinhos típicos para passeios. Normalmente alugados por casais, familias ou grupos de amigos, sendo que há sempre o capitão do barco a conduzir. Foi pena que não tomamos esta opção e acabamos por ir em barco maior com vários outros turistas.
Nas ilhas Phi Phi.
Na mesma praia onde foi filmado o filme "A Praia" do Leo Di Caprio. Ilha inabitada, lindíssima.
Obviamente que andamos de elefante. Muito vagaroso, mas vale a pena a experiência.
Cumprimento típico na Tailândia.
O Big Buddha, segundo percebi, o maior do mundo, que ainda está em fase de acabamento. No ponto mais alto de Phuket. A scooter apesar de se ter queixado lá aguentou.
Andamos por todo o lado em Pukhet. 4 dias de aluguer de scooter ficaram por cerca de 15€! E a gasolina é bem mais barata que em Portugal.
Cá está foto de mais uma refeição! O famoso "sticky rice" que é tão pegajoso que dá para comer à mão.
Dizer que gostamos muito destas férias, é dizer pouco. Foram as férias certas na altura certa. Queremos voltar.
Tema
Holidays
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
As farmácias Britânicas
Para não variar, de vez em quando lá sai um post sobre farmácia.
Este Sábado que passou, enquanto esperava pelas 9:00 para começar numa farmácia onde iria trabalhar pela primeira vez, dei uma voltinha pelo centro da vila (Clitheroe, em Lancashire), e até entrei numa delas que já estava aberta para entregar o meu famigerado "business card".
Tirei também a seguinte foto:
Nesta foto aparece à esquerda uma Lloydspharmacy (onde trabalhei), ao centro uma farmácia independente chamada Peterbuckley Pharmacy, mais à direita é possível ver a cruz de uma outra farmácia independente chamada Clitheroe Pharmacy. Poucos metros atrás de mim ficava uma Boots Pharmacy.
E para esta vila do tamanho de Amares/Póvoa de Lanhoso são as farmácias que existem. Qual a razão para tamanha concentração de farmácias? A resposta também aparece na foto, mais ao fundo, entre as duas farmácias independentes, onde fica o centro de saúde da vila.
Pensei mais um pouco e reparo que segundo critério de localização geográfica das farmácias britânicas, há 3 tipos de farmácias:
Tipo 1: Farmácia comunitaria típica: O caso das que aparecem na foto, normalmente com um horário de abertura das 9:00-18:00 e que se distribuem pelo país não em função da concentração da população, mas em função da localização dos centros de saúde ("Doctor's surgeries"). A guerra é acesa pela proximidade com os centros de saúde, e quanto mais perto melhor. Muitas vezes até ficam dentro dos próprios centros de saúde, tal como a farmácias onde eu trabalho mais regularmente e a farmácia da Ana.
A vantagem deste tipo de farmácias consiste exactamente na proximidade com o centro de saúde e pelo facto de ser o modelo de farmácia que sempre existiu, o qual os pacientes sempre conheceram.
Este tipo de farmácias são ou independentes (privadas, não pertencentes a cadeias de farmácias) ou de cadeias tipo Lloydspharmacy, Cooperative Pharmacy, Rowlands, Cohens, Day Lewis, etc.
Tipo2: Farmácia de Hipermercado: Este é um modelo mais recente de farmácias. Ficam localizadas dentro de hipermercados (equivalentes ao Jumbo, Continente etc). Neste campo existem a Tesco Pharmacy, Asda Pharmacy, Sainsbury Pharmacy e Morrisons Pharmacy.
Este modelo resultou naturalmente da diversificação da oferta de produtos por parte dos hipermercados. Se já vamos ao hipermercado em vez de ir ao talho, à peixaria, à frutaria, à drogaria, etc, porque não também ter os medicamentos dispensados num hipermercado? Acompanha a tendência.
Apesar da desvantagem de não se situarem perto dos centros de saúde têm como vantagem a comodidade para os pacientes de poderem fazer tudo num local apenas. Fazer compras, meter gasolina e receber os medicamentos. Além disso têm a enorme vantagem de serem quase sempre "100hours pharmacies" (abertas 100 horas por semana), e que portanto estão abertas sete dias por semana, com horários das 7:00-23:00 ou muito equivalentes a isto.
Tipo3: Farmácia de centro comercial/"high street": Este tipo de farmácias ficam localizadas nos centros comerciais ou nas principais ruas de comércio. É a típica Boots Pharmacy, ou até a Superdrug Pharmacy. Neste tipo de farmácia, o volume de receitas e MSRM dispensados têm uma relevância menor que noutro tipo de farmácias. A secção de cosméticos, cremes, MNSRM e muitas outras áreas é enorme, em contraste com uma área muito pequena para a "dispensary" (onde estão os MSRM e onde se aviam receitas). Algumas Boots Pharmacy têm áreas do tamanho de um Lidl ou até maiores.
De certa forma esta realidade Britânica têm bastantes diferenças com a distribuição das farmácias em Portugal, e por isso achei por bem escrever isto. Para os poucos a quem este tema diga respeito, podem achar interessante.
Abraço
Tema
Pharmacy World
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Realmente a vida está cara!
Ontem depois de fechar a farmácia às 22h30 ainda passei no hipermercado Tesco para comprar meia dúzia de coisas que faziam falta. Uma delas era frango para acompanhar uma massa que me tinha sobrado.
Lá, fui directo ao "free range corn fed" (frango do campo alimentado a milho, que é sempre a nossa opção) e vejo as seguintes opções:
Tesco finest free range cornfed whole chicken: Frango inteiro: £3.32/kg que foi a opção (aliás compramos sempre o frango inteiro). Ou seja trouxe um frango do campo inteiro por £5.60
Tesco finest free range cornfed chicken breast fillets: peitos de frango: £9.99/kg. Só os peitos do frango custavam £5.59, o mesmo que o frango inteiro que comprei, que por sinal também tinha dois peitos!
A 3a opção para gente mais fina é surreal:
Tesco finest free range skinless chicken breast fillets: peitos de frango sem pele!: £14.99/kg. Ou seja, só os dois peitos de frango sem a pele custavam £8.39
A perícia, própria de um cirurgião, que necessária para tirar a pele a dois peitos de frango, vale mais 5 libras por kg!!
(quem quiser confirmar é só ir ao tesco online e perquisar "free range chicken")
Lembrei-me de escrever sobre isto porque acabei agora de dividir o frango em sacos para congelar. Além do peito de frango que comi ontem ainda consegui dividir em cinco porções individuais.
Depois queixam-se que a vida está cara. Dá que pensar.
PS: Este post fez-me lembrar o episódio do azeite do tesco, que relatei aqui
Lá, fui directo ao "free range corn fed" (frango do campo alimentado a milho, que é sempre a nossa opção) e vejo as seguintes opções:
Tesco finest free range cornfed whole chicken: Frango inteiro: £3.32/kg que foi a opção (aliás compramos sempre o frango inteiro). Ou seja trouxe um frango do campo inteiro por £5.60
Tesco finest free range cornfed chicken breast fillets: peitos de frango: £9.99/kg. Só os peitos do frango custavam £5.59, o mesmo que o frango inteiro que comprei, que por sinal também tinha dois peitos!
A 3a opção para gente mais fina é surreal:
Tesco finest free range skinless chicken breast fillets: peitos de frango sem pele!: £14.99/kg. Ou seja, só os dois peitos de frango sem a pele custavam £8.39
A perícia, própria de um cirurgião, que necessária para tirar a pele a dois peitos de frango, vale mais 5 libras por kg!!
(quem quiser confirmar é só ir ao tesco online e perquisar "free range chicken")
Lembrei-me de escrever sobre isto porque acabei agora de dividir o frango em sacos para congelar. Além do peito de frango que comi ontem ainda consegui dividir em cinco porções individuais.
Depois queixam-se que a vida está cara. Dá que pensar.
PS: Este post fez-me lembrar o episódio do azeite do tesco, que relatei aqui
Tema
Finanças
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Ganda Roy Mcllroy
Este adolescente, jogador de golf, acabou de me fazer ganhar umas coroas!
Como já tinha escrito há algum tempo atrás, as ISAs - Individual Savings Account são a forma mais inteligente de investir dinheiro de forma segura em bancos (apenas para residentes no UK). Isto porque são livres de impostos ("tax free"). Todos os anos é possível poupar até um valor máximo, que é actualizado todos os anos (£5640 em 2012-2013), neste tipo de contas. O melhor de tudo é que todos os anos é possível adicionar essa "allowance" anual a esta conta bancária especial.
Ora bem, em Março deste ano transferi a minha ISA do banco Halifax para o Santander que oferecia uma melhor taxa de juro (4%). A Taxa de 4% seria aumentada para 4.1% caso o Mcllroy ganhasse um Major. Assim foi há coisa de duas semanitas!
Não foi por esta razão que transferi a minha ISA para o Santander, mas a verdade é que com alguma imaginação os bancos conseguem criar produtos mais "interessantes".
Outro ainda mais excitante são os premium bonds que falei num post anterior. Até ver ainda não ganhei nadinha...
Como já tinha escrito há algum tempo atrás, as ISAs - Individual Savings Account são a forma mais inteligente de investir dinheiro de forma segura em bancos (apenas para residentes no UK). Isto porque são livres de impostos ("tax free"). Todos os anos é possível poupar até um valor máximo, que é actualizado todos os anos (£5640 em 2012-2013), neste tipo de contas. O melhor de tudo é que todos os anos é possível adicionar essa "allowance" anual a esta conta bancária especial.
Ora bem, em Março deste ano transferi a minha ISA do banco Halifax para o Santander que oferecia uma melhor taxa de juro (4%). A Taxa de 4% seria aumentada para 4.1% caso o Mcllroy ganhasse um Major. Assim foi há coisa de duas semanitas!
Não foi por esta razão que transferi a minha ISA para o Santander, mas a verdade é que com alguma imaginação os bancos conseguem criar produtos mais "interessantes".
Outro ainda mais excitante são os premium bonds que falei num post anterior. Até ver ainda não ganhei nadinha...
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