Ficamos felizes da vida quando verificamos que a Alice tinha um pequenino sinal na pele, na zona da bochecha. Assim já não era difícil distingui-la da Olivia.
Ao sexto dia esse "sinal" já não estava lá. (badalhocos estes ingleses que dizem que é melhor não dar banho aos bebés durante as primeiras semanas*)
* Até nem havia mal caso não continuassem a seguir este aconselhamento durante o resto da vida.
PS: Sim, agora este blog só dá disto.
PS2: http://www.aliceandolivia.com! Ficamos a saber disto já depois de termos decidido os nomes.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Double trouble
Como o título diz o migrant_script está em "double trouble".
Este post é apenas uma meia novidade, pois aos leitores mais atentos essa informação já foi chegando com o desenrolar dos acontecimentos. Vejamos:
- Não tenho futuro como vidente: onde escrevi que três grandes projectos iam acontecer em 2013. Como já plantei muita árvore no Minho, e como tenho este blog, um "livro" da era digital, seguramente que ter um filho seria um dos grandes acontecimentos de 2013.
- De vez enquando lá acontece: quando um ovo se divide em dois dá nisto! choque!
- the XX - Angels: Não é preciso ser um sábio da genética para saber o que significa quando o par do cromossoma 23 é XX.
- E hoje, 18.01.13: O carvalho, meu sobrenome e também uma árvore, neste caso genealógica, ganhou duas ramificações.
Estamos todos em boa forma e muito contentes! Eu e a Ana porque vamos ter infinitas possibilidades de fazer pequenos testes e observações do tipo nature vs nurture e as garotas porque não podiam ter tido mais sorte com os pais que lhes calharam. As próprias enfermeiras confidenciaram-nos que as apanharam a fazer comentários dessa índole.
Algumas observações sobre esta notícia, mas sem me alongar que em meia hora tenho que ir mudar umas fraldas e usar um aparelho semelhante a uma autoclave em pequena escala:
Já não é a primeira nem a segunda vez que aqui desabafo o quão dura é a vida de um farmacêutico emigrante. O dia da primeira ecografia foi outro exemplo disso, pois falhei-a devido a trabalho. Através da recomendação de um farmacêutico amigo consegui dois dias a trabalhar numa farmácia onde nunca antes tinha estado. Isto foi marcado com bastante antecedência, bem antes de sabermos qual seria a data da primeira ecografia. Como se tratava de uma farmácia independente e numa terrinha com muito bom aspecto e que até pagava bem acima da média, não desmarquei e convenci a Anita que não era apropriado desmarcar-me, isto com a perspectiva de usar o meu charme e de ficar na lista de farmacêuticos a contactar em situações futuras. (detesto chegar atrasado ou cancelar marcações, mas obviamente caso tivesse sido para uma grande companhia tipo Boots ou Lloydspharmacy tê-lo-ia feito).
Nesse dia, as 15h00 chegaram sem que a Anita, que tinha ido para a ecografia das 10h30, tivesse dado notícias. Eu estava a entrar em parafuso e com a certeza de que algo "anormal" teria acontecido. E quando se vai para a primeira ecografia vai-se com receio de muitas coisas. (não da possibilidade de gémeos, isso não passa pela cabeça de ninguém)
Quando a Anita teve oportunidade de usar o telemóvel lá trocamos estas mensagens depois de eu ter recebido uma foto onde conseguia ver dois embriões:
Agora até acho piada, mas naquele dia, e porque temos esta coisa de pregar partidas um ao outro, só acreditei quando cheguei a casa e olhei a Ana olhos nos olhos.
Outro facto feliz é que dentro do nosso grupo de bons amigos Portugueses (e nesta definição englobo um número pequeno de pessoas) a viver no Northwest da Inglaterra há um autêntico baby-boom. Cinco (!) bebés a nascer num espaço de 14 meses. Isto contraria as recentes notícias de uma forte descida da taxa de natalidade em Portugal. O jovem Português, tal como o panda ou o rinoceronte que apenas procria em cativeiro quando atinge altos níveis de conforto e baixos níveis de stress, parece atingir a zona de conforto mais facilmente fora do seu país.
Facto curioso é que desses cinco bebés, cinco são meninas! Seguramente que este facto improvável é estatisticamente relevante para se tentar fazer uma análise Darwinista do sucedido. Qual será a vantagem evolutiva da espécie humana em gerar fêmeas quando tenta invadir um território alheio?
Quanto à gravidez em si correu tudo bem. É sempre considerada uma gravidez de risco, sobretudo pelo facto de terem partilhado a mesma placenta. Uma bebé foi (e continua) sempre mais pequenina durante toda a gravidez, um verdadeiro "palitinho", enquanto que a outra, que foi sempre mais crescida, esteve no país das maravilhas dentro do útero da mamã.
Ora bem, e com as pistas do último parágrafo resta-me terminar o post falando dos nomes das meninas. Lembram-se do post de novembro de 2010 sobre que nomes dar a filhos portugueses nascidos no Reino Unido? Não antecipei que viesse a ser tão útil. Obrigado aos que nele contribuíram de forma tão interactiva para a construção dessa lista.
Alguém adivinha os nomes? (não vale a participação de quem já o sabe por outras vias)
PS: Só agora dei esta notícia porque tinha que ter a certeza que eu era o pai. Já as vi. Sou. (isto porque houve muitos momentos que não me lembro à volta da altura estimada da concepção)
PS2: Pensei que ia chegar a rico. Not
PS3: Pensava eu que a nossa maior aventura seria deixar Portugal e trabalhar no estrangeiro. Not
PS4: Eu que sempre fui contra as armas, que sempre identifico a sociedade americana como o expoênte máximo da estupidez humana (em muito devido às armas) vejo-me agora obrigado a adquirir duas caçadeiras. No mercado ilegal, claro. Seria tão mais fácil na América.
PS5: Com todo este trabalho que envolve lidar com dois recém-nascidos já praticamente perdi o peso que ganhei durante a gravidez. Qualquer dia já começo a vestir outras cores que não preto :)
Este post é apenas uma meia novidade, pois aos leitores mais atentos essa informação já foi chegando com o desenrolar dos acontecimentos. Vejamos:
- Não tenho futuro como vidente: onde escrevi que três grandes projectos iam acontecer em 2013. Como já plantei muita árvore no Minho, e como tenho este blog, um "livro" da era digital, seguramente que ter um filho seria um dos grandes acontecimentos de 2013.
- De vez enquando lá acontece: quando um ovo se divide em dois dá nisto! choque!
- the XX - Angels: Não é preciso ser um sábio da genética para saber o que significa quando o par do cromossoma 23 é XX.
- E hoje, 18.01.13: O carvalho, meu sobrenome e também uma árvore, neste caso genealógica, ganhou duas ramificações.
Estamos todos em boa forma e muito contentes! Eu e a Ana porque vamos ter infinitas possibilidades de fazer pequenos testes e observações do tipo nature vs nurture e as garotas porque não podiam ter tido mais sorte com os pais que lhes calharam. As próprias enfermeiras confidenciaram-nos que as apanharam a fazer comentários dessa índole.
Algumas observações sobre esta notícia, mas sem me alongar que em meia hora tenho que ir mudar umas fraldas e usar um aparelho semelhante a uma autoclave em pequena escala:
Já não é a primeira nem a segunda vez que aqui desabafo o quão dura é a vida de um farmacêutico emigrante. O dia da primeira ecografia foi outro exemplo disso, pois falhei-a devido a trabalho. Através da recomendação de um farmacêutico amigo consegui dois dias a trabalhar numa farmácia onde nunca antes tinha estado. Isto foi marcado com bastante antecedência, bem antes de sabermos qual seria a data da primeira ecografia. Como se tratava de uma farmácia independente e numa terrinha com muito bom aspecto e que até pagava bem acima da média, não desmarquei e convenci a Anita que não era apropriado desmarcar-me, isto com a perspectiva de usar o meu charme e de ficar na lista de farmacêuticos a contactar em situações futuras. (detesto chegar atrasado ou cancelar marcações, mas obviamente caso tivesse sido para uma grande companhia tipo Boots ou Lloydspharmacy tê-lo-ia feito).
Nesse dia, as 15h00 chegaram sem que a Anita, que tinha ido para a ecografia das 10h30, tivesse dado notícias. Eu estava a entrar em parafuso e com a certeza de que algo "anormal" teria acontecido. E quando se vai para a primeira ecografia vai-se com receio de muitas coisas. (não da possibilidade de gémeos, isso não passa pela cabeça de ninguém)
Agora até acho piada, mas naquele dia, e porque temos esta coisa de pregar partidas um ao outro, só acreditei quando cheguei a casa e olhei a Ana olhos nos olhos.
Outro facto feliz é que dentro do nosso grupo de bons amigos Portugueses (e nesta definição englobo um número pequeno de pessoas) a viver no Northwest da Inglaterra há um autêntico baby-boom. Cinco (!) bebés a nascer num espaço de 14 meses. Isto contraria as recentes notícias de uma forte descida da taxa de natalidade em Portugal. O jovem Português, tal como o panda ou o rinoceronte que apenas procria em cativeiro quando atinge altos níveis de conforto e baixos níveis de stress, parece atingir a zona de conforto mais facilmente fora do seu país.
Facto curioso é que desses cinco bebés, cinco são meninas! Seguramente que este facto improvável é estatisticamente relevante para se tentar fazer uma análise Darwinista do sucedido. Qual será a vantagem evolutiva da espécie humana em gerar fêmeas quando tenta invadir um território alheio?
Quanto à gravidez em si correu tudo bem. É sempre considerada uma gravidez de risco, sobretudo pelo facto de terem partilhado a mesma placenta. Uma bebé foi (e continua) sempre mais pequenina durante toda a gravidez, um verdadeiro "palitinho", enquanto que a outra, que foi sempre mais crescida, esteve no país das maravilhas dentro do útero da mamã.
Ora bem, e com as pistas do último parágrafo resta-me terminar o post falando dos nomes das meninas. Lembram-se do post de novembro de 2010 sobre que nomes dar a filhos portugueses nascidos no Reino Unido? Não antecipei que viesse a ser tão útil. Obrigado aos que nele contribuíram de forma tão interactiva para a construção dessa lista.
Alguém adivinha os nomes? (não vale a participação de quem já o sabe por outras vias)
PS: Só agora dei esta notícia porque tinha que ter a certeza que eu era o pai. Já as vi. Sou. (isto porque houve muitos momentos que não me lembro à volta da altura estimada da concepção)
PS2: Pensei que ia chegar a rico. Not
PS3: Pensava eu que a nossa maior aventura seria deixar Portugal e trabalhar no estrangeiro. Not
PS4: Eu que sempre fui contra as armas, que sempre identifico a sociedade americana como o expoênte máximo da estupidez humana (em muito devido às armas) vejo-me agora obrigado a adquirir duas caçadeiras. No mercado ilegal, claro. Seria tão mais fácil na América.
PS5: Com todo este trabalho que envolve lidar com dois recém-nascidos já praticamente perdi o peso que ganhei durante a gravidez. Qualquer dia já começo a vestir outras cores que não preto :)
Tema
Twins
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Criatividade
Criatividade é das coisas mais fascinantes no ser humano. Uma qualidade admirável.
Há lojas comerciais com nome fabulosos. Aqui na terrinha:
Cod Father - Um fish&chips
Fry Day Nights - Um take-away
Root 66 - Cabeleireiro
Fintastic - Peixaria
Tema
Living in the UK
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Se o migrant_script não vai à neve...
a neve vem ao migrant_script. (chega a ser romântico).
E que saudades tinha eu da neve, muito fruto de uma última experiência cheia de boas memórias, Andorra em 2011. Desta vez não houve esquis, mas nem por isso deixei de "patinar".
Assim, há coisa de duas semanas calhou-me o turno da noite numa sexta-feira. E tal como o descrito na previsão do boletim meteorológico começou a nevar fortemente pelas 19h00. Inicialmente toda a gente suspirava o quão bonita era a neve e o quão divertido iria ser o fim de semana que vinha a caminho, e toda a brincadeira com as crianças que iria proporcionar. Ora, primeiro eu ia ter um fim de semana de trabalho, e segundo nem crianças para brincar na neve eu tenho, por isso fiquei indiferente e sem grande interesse. O facto de ninguém ter entrado na farmácia nas duas últimas horas de abertura, e de não ter parado de nevar por um minuto deixou-me com algum receio.
E que saudades tinha eu da neve, muito fruto de uma última experiência cheia de boas memórias, Andorra em 2011. Desta vez não houve esquis, mas nem por isso deixei de "patinar".
Assim, há coisa de duas semanas calhou-me o turno da noite numa sexta-feira. E tal como o descrito na previsão do boletim meteorológico começou a nevar fortemente pelas 19h00. Inicialmente toda a gente suspirava o quão bonita era a neve e o quão divertido iria ser o fim de semana que vinha a caminho, e toda a brincadeira com as crianças que iria proporcionar. Ora, primeiro eu ia ter um fim de semana de trabalho, e segundo nem crianças para brincar na neve eu tenho, por isso fiquei indiferente e sem grande interesse. O facto de ninguém ter entrado na farmácia nas duas últimas horas de abertura, e de não ter parado de nevar por um minuto deixou-me com algum receio.
(frente da farmácia bem antes da hora do fecho)
(parque de estacionamento, onde o meu carro estava sozinho)
Aqui começou um verdadeiro pagode. Há um portão que apenas abre ao detectar a presença do carro. O pior é que esse portão fica numa rampa com uma inclinação suficiente para que o carro, numa situação de nevão, não arranque uma vez parado. A mesma coisa já me tinha acontecido há três anos atrás. Mas desta vez estava mesmo sozinho.
Depois de muito patinar e já a considerar dormir na farmácia, lá encontrei sal num contentor e espalhei-o à mão. Esperei uns 20 min para que a neve derretesse e lá consegui. Mesmo assim, foi mesmo à justa. Daí tive que fazer uma rua inteira em contra-mão e uma rotunda ao contrário (isto para evitar descidas que adivinhava não conseguir subir).
Decidi filmar algumas partes da minha saga com o telemóvel e editar no iMovie (não está grande espingarda, mas já valeu ter aprendido a trabalhar com o programa).
Depois de entrar na auto-estrada deixei de filmar, e apesar de estar ainda a mais de 15km de casa estava confiante que seria fácil chegar ao destino. Enganei-me. A auto-estrada estava fechada a partir do meio do meu percurso, e em Blackburn o nevão tinha sido bem pior!
Lá acabei por chegar a casa pela 00:30. Houve zonas do percurso que as rodas do carro entraram nos regos cavados por outros carros e a parte da frente do carro fez de limpa neves a empurrar a neve. Isso deve explicar o facto de a tampa que fica por debaixo do motor se tenha partido e caído. Muita gente vi a deixar os carros encalhados e a andar ao longo das estradas e auto-estrada. Um cenário incrível.
Estacionei o carro e tirei umas fotos antes de entrar em casa:
Mas isso de chegar a casa, apesar da sensação de alivio, não me deixou descansar. Porquê? Porque no dia seguinte era Sábado de intenso trabalho. Era suposto trabalhar das 9:00-13:00 numa farmácia bem lá no meio do nada, na montanha, e depois 15:00-22:30 na minha farmácia do costume. Seguindo os conselhos da Anita, lá mandei email e sms ao responsável pela coordenação dos farmacêuticos locums da farmácia de Sábado de manhã a dizer que muito provavelmente no dia seguinte não conseguiria ir trabalhar devido à neve. Disse também que de qualquer modo ia meter o alarme para bem cedo, e que pelo menos ia tentar.
Assim foi. Apesar de ter deitado já depois da 1:00am às 6:00am já estava a pé. Já tinha parado de nevar e a estrada em frente à minha casa já estava melhor. Como estava frio, decidi, pela primeira vez de sempre, usar uma camisola de lã por cima da camisa e gravata, já que normalmente rapo frio na farmácia da terriola.
Já com pequeno almoço no bucho lá entro no carro, com quase duas horas no bolso para fazer os 40 km que me esperavam. O problema foi que apesar de ter estacionado pertinho da estrada principal, fi-lo na estrada secundária perpendicular à principal (exactamente no lugar oposto ao carro da foto acima, todo coberto de neve). O resultado foi o carro completamente atolado de neve. É que nem 5 cm ele mexeu apesar das altas rotações dos pneus. Lá fui à arrecadação exterior (e nem me vou alongar no trabalho de tirar neve para abrir portas) para ir buscar uma pá. E lá andei a tirar neve à pá durante uns longos minutos. Entrei e saí do carro umas seis ou sete vezes, com progressos na ordem dos 50cm de cada vez. 20 minutos depois lá consegui entrar na estrada, não sem antes ter tido a ajuda de outro portador de uma pá e de um bêbado que passava na rua naquela altura. A suar em pinga, tirei a camisola, liguei o ar condicionado no frio, abri a camisa e fiz-me ao caminho.
(auto-estrada praticamente limpa logo de manhã cedo! Grande trabalho durante a noite. Dá para ver muitos carros que foram deixados ao longo da auto-estrada na noite anterior)
E sem grandes incidentes lá cheguei à primeira farmácia, e depois à segunda farmácia. Só para terem uma ideia, a minha patroa que vive na mesma cidade da farmácia (embora na periferia) ficou num hotel de sexta-feira para Sábado e Sábado para Domingo como forma de garantir que não faltava ao trabalho, e ela tem um 4x4!
(quando estacionei antes de começar o turno 9:00-13:00)
PS: Agora digam lá que não é de valor um farmacêutico dedicado como este.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
28 days later
Por acaso este post é mesmo sobre os filmes 28 days later / 28 weeks later.
Quanto a filmes, sou capaz de ver qualquer tipo de filme, mas o que realmente me entusiasma é ficção científica. Si-fi daquela que nos deixa a pensar que um dia até poderia ser real, e então se meter manipulação/selecção genética, ainda mais de encontro ao meu agrado é.
Filmes tipo Incrível Hulk, Homem Aranha, X-Man, zoombies e vampirada, que são rotulados de ficção científica, já não me entusiasmam, e normalmente nem oportunidade lhes dou. Isto muito por culpa da forma "fantástica" de os americanos fazerem filmes. (Se não conseguir pensar "isto poderia ser real", já não presta, e os americanos são peritos em estragar essa magia).
Há uns meses atrás acabei por comprar no ebay o "28 days later" e o "28 weeks later". £1,49 cada já com entrega! Já os tinha visto, mas senti que tinha de os rever, e de os ter na prateleira.
São filmes britânicos, filmados no UK, o que dá um sentimento extra de familiaridade.
Aconselho, apesar de haver uma opinião bastante dispar sobre estes filmes, para mim são sem dúvida os melhores filmes sobre o tema "zoombie" (embora na realidade nem sejam realmente zoombies).
Acho que é a simplicidade das cenas e dos diálogos, que o torna mais autêntico. (Ao invés dos filmes americanos onde a acção está sempre no limite, onde os diálogos são sempre no imperativo).
E a banda sonora? Essa é inquestionavelmente a melhor de sempre:
Alguém partilha da opinião?
Quanto a filmes, sou capaz de ver qualquer tipo de filme, mas o que realmente me entusiasma é ficção científica. Si-fi daquela que nos deixa a pensar que um dia até poderia ser real, e então se meter manipulação/selecção genética, ainda mais de encontro ao meu agrado é.
Filmes tipo Incrível Hulk, Homem Aranha, X-Man, zoombies e vampirada, que são rotulados de ficção científica, já não me entusiasmam, e normalmente nem oportunidade lhes dou. Isto muito por culpa da forma "fantástica" de os americanos fazerem filmes. (Se não conseguir pensar "isto poderia ser real", já não presta, e os americanos são peritos em estragar essa magia).
Há uns meses atrás acabei por comprar no ebay o "28 days later" e o "28 weeks later". £1,49 cada já com entrega! Já os tinha visto, mas senti que tinha de os rever, e de os ter na prateleira.
São filmes britânicos, filmados no UK, o que dá um sentimento extra de familiaridade.
Aconselho, apesar de haver uma opinião bastante dispar sobre estes filmes, para mim são sem dúvida os melhores filmes sobre o tema "zoombie" (embora na realidade nem sejam realmente zoombies).
Acho que é a simplicidade das cenas e dos diálogos, que o torna mais autêntico. (Ao invés dos filmes americanos onde a acção está sempre no limite, onde os diálogos são sempre no imperativo).
E a banda sonora? Essa é inquestionavelmente a melhor de sempre:
Alguém partilha da opinião?
Tema
TV
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Isto causa-me espécie
torneiras à inglesa! Digno da etiqueta "oh my goodness me".
Não consigo perceber este revivalismo inglês das torneiras de água quente e fria à moda antiga, ou seja, torneiras separadas para a água quente e água fria.
Costumo espreitar em sites como o rightmove casas para venda (quem sabe não mudaremos daqui a uns anitos), e genuinamente fico intrigado em ver que mesmo casas recentes têm esta modalidade de torneiras! Esta semana até nas novas instalações do hospital encontrei torneiras separadas.
Um gajo quer lavar a louça e anda ali a fazer figuras tristes dignas da coreografia do "Asereje" das Las ketchup só para misturar as águas.
Haja pachorra.
Não consigo perceber este revivalismo inglês das torneiras de água quente e fria à moda antiga, ou seja, torneiras separadas para a água quente e água fria.
Costumo espreitar em sites como o rightmove casas para venda (quem sabe não mudaremos daqui a uns anitos), e genuinamente fico intrigado em ver que mesmo casas recentes têm esta modalidade de torneiras! Esta semana até nas novas instalações do hospital encontrei torneiras separadas.
Um gajo quer lavar a louça e anda ali a fazer figuras tristes dignas da coreografia do "Asereje" das Las ketchup só para misturar as águas.
Haja pachorra.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
This is english football
Resultados dos jogos de ontem, 27.01.13. FA Cup, o que é o equivalente à Taça de Portugal, e que portanto é uma competição que todas as equipas levam a sério. (ao contrário da Taça da Liga, onde as equipas normalmente jogam com jogadores suplentes, e que nesta época terá como final Swansea vs Bradford).
E das equipas pequenas dos jogos acima só o Leeds é que joga na segunda divisão, as outra são de equipas de escalões inferiores!
É esta a magia do futebol inglês.
Tema
Sports
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Estatísticas de um ano de trabalho - 3
Ora viva,
Chegou a hora de fazer o resumo anual da minha actividade profissional! Algo que me dá bastante prazer fazer, e que já agora partilho aqui.
Ao contrário do desejei no post do ano passado, acabei por trabalhar mais dias e folgar menos. Se calhar até nem é mau que assim seja, pois em breve o trabalho começará a escassear cada vez mais.
E agora vou finalizar o meu "Tax Return" que o prazo termina a 31 Janeiro.
Inté
Chegou a hora de fazer o resumo anual da minha actividade profissional! Algo que me dá bastante prazer fazer, e que já agora partilho aqui.
Faço este "resumo" pelo terceiro ano consecutivo. A minha situação profissional continua a mesma: Locum Pharmacist ("Farmacêutico a recibos verdes"). Link para o post do 1º ano, e post do 2º ano.
Ficam aqui as estatísticas do ano 2011/2012:
(entre parêntesis o ano (2010-2011) e ((2009-2010))
Nr de companhias de farmácias onde trabalhei: 3 (4) ((5))
Nr de farmácias diferentes em que trabalhei: 5 (6) ((15))
Distância da farmácia mais próxima: 3 milhas = 4.8km (0,4 milhas) ((1,3 milhas))
Distância da farmácia mais distante: 25 milhas = 40,2km (25 milhas) ((40,5 milhas))
Mínimo nr de horas num dia: 3 horas (3 horas) ((1 hora))
Máximo nr de horas num dia: 11.5 horas (13,5 horas) ((13 horas))
Início mais cedo: 7h00 (7h00) ((7h00))
Fim mais tarde: 22h20 (23h00) ((22h30))
Dias que não trabalhei: 144 dias (151 dias) ((148 dias))
Dias em que trabalhei: 222 dias (213 dias) (217 dias)
Maior número de dias consecutivos de trabalho: 9 dias (6 dias) ((7 dias))
Maior número de dias consecutivos de folga/férias: 15 dias (15 dias) ((16 dias))
Dias da semana em que trabalhei:
Segunda-feira: 41 vezes (42 vezes) ((43 vezes))
Nr de farmácias diferentes em que trabalhei: 5 (6) ((15))
Distância da farmácia mais próxima: 3 milhas = 4.8km (0,4 milhas) ((1,3 milhas))
Distância da farmácia mais distante: 25 milhas = 40,2km (25 milhas) ((40,5 milhas))
Mínimo nr de horas num dia: 3 horas (3 horas) ((1 hora))
Máximo nr de horas num dia: 11.5 horas (13,5 horas) ((13 horas))
Início mais cedo: 7h00 (7h00) ((7h00))
Fim mais tarde: 22h20 (23h00) ((22h30))
Dias que não trabalhei: 144 dias (151 dias) ((148 dias))
Dias em que trabalhei: 222 dias (213 dias) (217 dias)
Maior número de dias consecutivos de trabalho: 9 dias (6 dias) ((7 dias))
Maior número de dias consecutivos de folga/férias: 15 dias (15 dias) ((16 dias))
Dias da semana em que trabalhei:
Segunda-feira: 41 vezes (42 vezes) ((43 vezes))
Terça-feira: 45 vezes (47 vezes) ((46 vezes))
Quarta-feira: 9 vezes (5 vezes) ((4 vezes))
Quarta-feira: 9 vezes (5 vezes) ((4 vezes))
Quinta-feira: 48 vezes (47 vezes) ((46 vezes))
Sexta-feira: 43 vezes (47 vezes) ((44 vezes))
Sábado: 29 vezes (20 vezes) ((28 vezes))
Domingo: 7 vezes (5 vezes) ((6 vezes))
Dias em que trabalhei em 2 farmácias diferentes: 3 vezes (8 vezes) ((8 vezes))
Total viajado: (casa-farmácia-casa, via michellin): 6753 milhas=10868km (6171,4 milhas) ((6062,9 milhas))
Sexta-feira: 43 vezes (47 vezes) ((44 vezes))
Sábado: 29 vezes (20 vezes) ((28 vezes))
Domingo: 7 vezes (5 vezes) ((6 vezes))
Dias em que trabalhei em 2 farmácias diferentes: 3 vezes (8 vezes) ((8 vezes))
Total viajado: (casa-farmácia-casa, via michellin): 6753 milhas=10868km (6171,4 milhas) ((6062,9 milhas))
De alguma forma já suspeitava que iria obter este cenário. Este tratamento estatístico mostra que:
- Cada vez vario menos quanto aos meus locais de trabalho. Isto por opção própria, pois prefiro repetir farmácias onde conheço o staff e onde sei como tudo funciona. (apenas trabalhei em 5 farmácias diferentes num ano inteiro!)
- Viajo de carro cada vez mais! (isto não é bom, preferiria viajar o menos possível)
- Cada vez menos trabalho em farmácias diferentes num mesmo dia. Apenas 3 vezes neste último ano, o que é bom, pois são dias muito "pesados" quando trabalho em duas farmácias diferentes.
- Os meus típicos dias de folga são cada vez mais de trabalho. Trabalhei mais vezes à quarta-feira, ao Sábado e ao Domingo. Será uma tendência que se irá manter, sobretudo relativamente ao fim de semana, o que acompanha a tendência da maioria das profissões, pois cada vez menos empregos envolvem o típico segunda a sexta.
E agora vou finalizar o meu "Tax Return" que o prazo termina a 31 Janeiro.
Inté
Tema
Pharmacy World
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Inspector Carvalho
Viva,
Ora aqui segue um post curioso de uma situação com a qual lidei recentemente ao trabalhar na farmácia.
Não é novidade para os seguidores do blog que sou um bufo. É só relembrar o caso do carro com o selo expirado.
Fazendo um aparte, acredito bastante numa sociedade vigilante ao invés de um estado controlador. As autoridades têm que estar presentes e a postos para apoiar e dar seguimento a denúncias feitas por parte dos seus cidadãos, e pouco mais que isso, seja em matérias da criminalidade comum , de corrupção, evasão fiscal, negligência profissional, transgressão das regras do código de estrada, etc.
Voltando então à situação em questão. Há poucas semanas atrás, já depois das 22:00 recebemos uma chamada na farmácia, na qual outra farmácia dizia que iam encaminhar um cliente porque não tinham todos os medicamentos requisitados na receita médica em questão.
Ao verificar a receita que a minha colega tinha dispensado fico com algumas suspeitas sobre a legitimidade da mesma. Sobretudo relativamente a um segundo item onde era possível ler "Diazipam 10mgs 4/52".
Ora bem, quanto mais olhava para a receita, com mais certeza ficava que se tratava de uma situação fraudulenta. Desde logo, pelo facto de se tratar da dose máxima para o diazepam em comprimidos e depois porque o número 4 em "Olanzapine 10mgs 4/52" era feito de uma forma completamente diferente comparativamente à segunda linha "Diazipam 10mgs 4/52", e depois o erro ortográfico em diazepam, apesar de isso ser bastante comum em receitas manuscritas.
Mas aqui é que começa o dilema! Que fazer? Como enfrentar o cliente e como abordar a situação, sobretudo já depois das 22:15 e com mais ninguém na farmácia.
Dispensei o primeiro item após algumas questões e disse que tinha que confirmar com o médico certos detalhes quanto ao segundo item. Logo no dia seguinte o meu patrão ligou para a clinica onde confirmou que o segundo item não tinha sido prescrito pelo médico.
Na semana seguinte dei seguimento ao caso. Fiquei a saber que as autoridades levam assuntos deste tipo com bastante importância. Reportei ao PCT local (autoridade regional de saúde), e à polícia. O Drug Tariff (livro emitido com periodicidade mensal que determina o pagamento às farmácias pelos vários serviços prestados), estipula o pagamento de 70 libras para qualquer caso reportado de receita médica fraudulenta! Acho bem, há que premiar o trabalho que envolve lidar com uma situação destas.
Entretanto já enviei a papelada para receber o pagamento de 70 libras por reportar a receita médica e já fui à polícia fazer um depoimento, e em breve provavelmente terei de estar presente em tribunal relativamente a este caso.
Já não é a primeira vez que lido com uma situação de receita falsa. Há uns quatros anos atrás a minha denuncia até levou à descoberta de algo mais sério. Na altura foi o facto de ter recebido pela segunda vez uma receita de dentista para dihidrocodeina, sendo que a quantidade prescrita seria o suficiente para um mês (normalmente dentistas prescrevem quantidades para uma semanita). Após investigações descobriu-se que o cliente em questão tinha-se apoderado de um bloco de receitas do pai, dentista reformado!
PS1: Não meto aqui foto da receita por razões óbvias, sendo prova em tribunal, mas garanto que o cliente envolvido no caso fez um excelente trabalho em imitar a escrita do médico. Quase todos os meus colegas admitiram que lhes teria escapado.
PS2: Este post é obviamente em contra-corrente com o post anterior dos farmacêuticos de Londres que venderam Diazepam sem receita médica, como mostra na reportagem da BBC. A seriedade e celeridade com que a polícia tratou este caso onde alguém tentou obter 28 comprimidos de diazepam 10mgs, mostra o quão sério é o caso reportado pela BBC. Não só aqueles farmacêuticos perderão a carteira profissional como serão sujeitos a tribunal e a uma pena a condizer.
PS3: Inspector Carvalho ao seu dispor.
Ora aqui segue um post curioso de uma situação com a qual lidei recentemente ao trabalhar na farmácia.
Não é novidade para os seguidores do blog que sou um bufo. É só relembrar o caso do carro com o selo expirado.
Fazendo um aparte, acredito bastante numa sociedade vigilante ao invés de um estado controlador. As autoridades têm que estar presentes e a postos para apoiar e dar seguimento a denúncias feitas por parte dos seus cidadãos, e pouco mais que isso, seja em matérias da criminalidade comum , de corrupção, evasão fiscal, negligência profissional, transgressão das regras do código de estrada, etc.
Voltando então à situação em questão. Há poucas semanas atrás, já depois das 22:00 recebemos uma chamada na farmácia, na qual outra farmácia dizia que iam encaminhar um cliente porque não tinham todos os medicamentos requisitados na receita médica em questão.
Ao verificar a receita que a minha colega tinha dispensado fico com algumas suspeitas sobre a legitimidade da mesma. Sobretudo relativamente a um segundo item onde era possível ler "Diazipam 10mgs 4/52".
Ora bem, quanto mais olhava para a receita, com mais certeza ficava que se tratava de uma situação fraudulenta. Desde logo, pelo facto de se tratar da dose máxima para o diazepam em comprimidos e depois porque o número 4 em "Olanzapine 10mgs 4/52" era feito de uma forma completamente diferente comparativamente à segunda linha "Diazipam 10mgs 4/52", e depois o erro ortográfico em diazepam, apesar de isso ser bastante comum em receitas manuscritas.
Mas aqui é que começa o dilema! Que fazer? Como enfrentar o cliente e como abordar a situação, sobretudo já depois das 22:15 e com mais ninguém na farmácia.
Dispensei o primeiro item após algumas questões e disse que tinha que confirmar com o médico certos detalhes quanto ao segundo item. Logo no dia seguinte o meu patrão ligou para a clinica onde confirmou que o segundo item não tinha sido prescrito pelo médico.
Na semana seguinte dei seguimento ao caso. Fiquei a saber que as autoridades levam assuntos deste tipo com bastante importância. Reportei ao PCT local (autoridade regional de saúde), e à polícia. O Drug Tariff (livro emitido com periodicidade mensal que determina o pagamento às farmácias pelos vários serviços prestados), estipula o pagamento de 70 libras para qualquer caso reportado de receita médica fraudulenta! Acho bem, há que premiar o trabalho que envolve lidar com uma situação destas.
Entretanto já enviei a papelada para receber o pagamento de 70 libras por reportar a receita médica e já fui à polícia fazer um depoimento, e em breve provavelmente terei de estar presente em tribunal relativamente a este caso.
Já não é a primeira vez que lido com uma situação de receita falsa. Há uns quatros anos atrás a minha denuncia até levou à descoberta de algo mais sério. Na altura foi o facto de ter recebido pela segunda vez uma receita de dentista para dihidrocodeina, sendo que a quantidade prescrita seria o suficiente para um mês (normalmente dentistas prescrevem quantidades para uma semanita). Após investigações descobriu-se que o cliente em questão tinha-se apoderado de um bloco de receitas do pai, dentista reformado!
PS1: Não meto aqui foto da receita por razões óbvias, sendo prova em tribunal, mas garanto que o cliente envolvido no caso fez um excelente trabalho em imitar a escrita do médico. Quase todos os meus colegas admitiram que lhes teria escapado.
PS2: Este post é obviamente em contra-corrente com o post anterior dos farmacêuticos de Londres que venderam Diazepam sem receita médica, como mostra na reportagem da BBC. A seriedade e celeridade com que a polícia tratou este caso onde alguém tentou obter 28 comprimidos de diazepam 10mgs, mostra o quão sério é o caso reportado pela BBC. Não só aqueles farmacêuticos perderão a carteira profissional como serão sujeitos a tribunal e a uma pena a condizer.
PS3: Inspector Carvalho ao seu dispor.
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Secret Santa
O Secret Santa (ou versão portuguesa "amigo secreto") é algo bastante popular por terras britânicas. Em qualquer loja, empresa ou até grupos de amigos é organizado uma troca de prendas anónima por altura do natal. Algum tempo antes do natal cada um tira um papelinho com o nome de um colega de trabalho e fica encarregue de lhe comprar um prenda até ao natal.
Tinha mais piada se todos alinhassem em prendas "malandras" e para gozar com o prendado respectivo, mas a maior parte dos meus colegas querem é dar uma prenda que seja "lovely" tal como eles dizem.
(Pensei que era assim que todos alinhavam, e no meu primeiro ano comprei a uma técnica de farmácia uma lingerie feita de doces (rebuçados e afins). Foi uma galhofa por causa disso, mas ela nem a chegou a levar para casa. Pelos vistos o marido é diabético. Temos pena que a minha prenda não tenha sido "lovely".)
Este ano e provavelmente devido à minha fama de um gosto requintado e de quem come comida estranha (polvo, lulas, peixe inteiro, cabidela etc) recebi isto:
Uns "Thai green curry crickets". Portanto uns grilos à moda da Tailândia. Não comi nada semelhante quando lá fui no ano passado (sim, já estamos em 2013), e vou agora comê-los no Reino Unido. Gostei, é este o tipo de prendas que defendo para os Secret Santas. (Obviamente que vou comê-los. Planeio ter uma cervejola à mão.
Também recebi:
Flores de camomila para fazer infusão. Também sou olhado de canto na farmácia por beber infusões. Já não bastava beber chá sem leite, como também bebo infusões de camomila, cidreira, limão e outras que tais, dos quais os inlgeses nem querem saber.
E ainda:
Uns saquinhos para fazer o "mulled wine". Que cheirinho agradável que têm. Irei usá-los com certeza.
Tinha mais piada se todos alinhassem em prendas "malandras" e para gozar com o prendado respectivo, mas a maior parte dos meus colegas querem é dar uma prenda que seja "lovely" tal como eles dizem.
(Pensei que era assim que todos alinhavam, e no meu primeiro ano comprei a uma técnica de farmácia uma lingerie feita de doces (rebuçados e afins). Foi uma galhofa por causa disso, mas ela nem a chegou a levar para casa. Pelos vistos o marido é diabético. Temos pena que a minha prenda não tenha sido "lovely".)
Este ano e provavelmente devido à minha fama de um gosto requintado e de quem come comida estranha (polvo, lulas, peixe inteiro, cabidela etc) recebi isto:
Uns "Thai green curry crickets". Portanto uns grilos à moda da Tailândia. Não comi nada semelhante quando lá fui no ano passado (sim, já estamos em 2013), e vou agora comê-los no Reino Unido. Gostei, é este o tipo de prendas que defendo para os Secret Santas. (Obviamente que vou comê-los. Planeio ter uma cervejola à mão.
Também recebi:
Flores de camomila para fazer infusão. Também sou olhado de canto na farmácia por beber infusões. Já não bastava beber chá sem leite, como também bebo infusões de camomila, cidreira, limão e outras que tais, dos quais os inlgeses nem querem saber.
E ainda:
Uns saquinhos para fazer o "mulled wine". Que cheirinho agradável que têm. Irei usá-los com certeza.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Investigação BBC
Cá segue um post sobre farmácia.
Esta segunda-feira estava eu a tomar um pequeno-almoço madrugador quando me deparo com a BBC news a transmitir esta reportagem sobre farmácias a venderem MSRM (em inglês POM-Prescription Only Medicines) sem receita médica.
Notícia BBC
Reportagem no BBC iPlayer (provavelmente disponível apenas para residentes no UK, e não por muito tempo)
Confesso que me deixou estupefacto. Eu que já trabalhei em mais de 30 farmácias diferentes e que tenho uma razoável rede de contactos entre farmacêuticos que trabalham em diversos pontos do Reino Unido, nunca tive a mais ligeira sugestão que algo do género pudesse ocorrer. Obviamente que o meu estado de inocência permitia que imaginasse que, como em qualquer profissão, houvessem profissionais menos éticos, menos competentes, mas não a este ponto.
De certa forma a comunidade farmacêutica britânica está chocada, e agora quer sangue. Eu também o quero. Aliás até enviei um email à ordem dos farmacêuticos de cá (GPhC) a mostrar a minha indignação com esta situação. Disse-lhes que deles os farmacêuticos esperavam um atitude firme e rápida. E que seria bom que as acções por eles tomadas chegassem aos meios de comunicação social. Passado uma hora já tinha resposta na minha caixa de email (e não foi uma resposta automática).
Notícia no Chemist and Druggist (site muito interessante do mundo da farmácia britânico), onde vários farmacêuticos deixaram comentários.
O modelo de farmácia britânico é apresentado vezes sem conta em Portugal como um exemplo errado, onde até vendem medicamentos no supermercado. Pois bem, nesta investigação da BBC conseguiram ao longo de algumas semanas comprar 24 comprimidos de viagra, 200 e tal capsulas de amoxicilina e 200 e tal comprimidos de benzodiazepinas (diazepam e temazepam)! Isto é a realidade da grande maioria das farmácias portuguesas todos os dias (o modelo de onde tudo funciona bem), mas aqui no Reino Unido causou choque. Políticos vieram falar sobre o assunto, o GPhC já confirmou que vão tomar medidas, a comunidade farmacêutica já se mostrou indignada.
Aguardo com interesse o desenrolar deste episódio. Que o GPhC tome medidas exemplares e que sejam dissuasoras, embora tenha a certeza que esta situação nunca aconteceu de forma generalizada*.
*
- Nunca ouvi qualquer tipo de comentário sobre qualquer farmácia a vender POM sem receita médica.
- Nunca nenhum paciente me pediu que lhe vendesse um POM sem receita, ou fez qualquer comentário de poderia comprar noutro lado qualquer.
- Quem conseguir ver a reportagem vai perceber que todos os pedidos para compra de amoxicilina ou diazepam foram feitos não em inglês mas numa língua árabe (provavelmente estes farmacêuticos pensaram que estavam protegidos dentro da "sua comunidade" não inglesa.)
Esta segunda-feira estava eu a tomar um pequeno-almoço madrugador quando me deparo com a BBC news a transmitir esta reportagem sobre farmácias a venderem MSRM (em inglês POM-Prescription Only Medicines) sem receita médica.
Notícia BBC
Reportagem no BBC iPlayer (provavelmente disponível apenas para residentes no UK, e não por muito tempo)
Confesso que me deixou estupefacto. Eu que já trabalhei em mais de 30 farmácias diferentes e que tenho uma razoável rede de contactos entre farmacêuticos que trabalham em diversos pontos do Reino Unido, nunca tive a mais ligeira sugestão que algo do género pudesse ocorrer. Obviamente que o meu estado de inocência permitia que imaginasse que, como em qualquer profissão, houvessem profissionais menos éticos, menos competentes, mas não a este ponto.
De certa forma a comunidade farmacêutica britânica está chocada, e agora quer sangue. Eu também o quero. Aliás até enviei um email à ordem dos farmacêuticos de cá (GPhC) a mostrar a minha indignação com esta situação. Disse-lhes que deles os farmacêuticos esperavam um atitude firme e rápida. E que seria bom que as acções por eles tomadas chegassem aos meios de comunicação social. Passado uma hora já tinha resposta na minha caixa de email (e não foi uma resposta automática).
Notícia no Chemist and Druggist (site muito interessante do mundo da farmácia britânico), onde vários farmacêuticos deixaram comentários.
O modelo de farmácia britânico é apresentado vezes sem conta em Portugal como um exemplo errado, onde até vendem medicamentos no supermercado. Pois bem, nesta investigação da BBC conseguiram ao longo de algumas semanas comprar 24 comprimidos de viagra, 200 e tal capsulas de amoxicilina e 200 e tal comprimidos de benzodiazepinas (diazepam e temazepam)! Isto é a realidade da grande maioria das farmácias portuguesas todos os dias (o modelo de onde tudo funciona bem), mas aqui no Reino Unido causou choque. Políticos vieram falar sobre o assunto, o GPhC já confirmou que vão tomar medidas, a comunidade farmacêutica já se mostrou indignada.
Aguardo com interesse o desenrolar deste episódio. Que o GPhC tome medidas exemplares e que sejam dissuasoras, embora tenha a certeza que esta situação nunca aconteceu de forma generalizada*.
*
- Nunca ouvi qualquer tipo de comentário sobre qualquer farmácia a vender POM sem receita médica.
- Nunca nenhum paciente me pediu que lhe vendesse um POM sem receita, ou fez qualquer comentário de poderia comprar noutro lado qualquer.
- Quem conseguir ver a reportagem vai perceber que todos os pedidos para compra de amoxicilina ou diazepam foram feitos não em inglês mas numa língua árabe (provavelmente estes farmacêuticos pensaram que estavam protegidos dentro da "sua comunidade" não inglesa.)
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Vida de emigrante é assim...
... trabalho, trabalho, trabalho.
Nesta época festiva, de paz e amor, de confraternização em família, o emigra autor deste blog vai trabalhar dia 20 e 21 (como toda a gente), mas também no Sábado dia 22, no Domingo dia 23, na véspera de Natal dia 24 e como se não bastasse também trabalhará no dia 25!
Por favor mostrem alguma compaixão por mim deixando-me mensagens de apoio. Mais compaixão terá quem conhecer a realidade da farmácia britânica nesta época natalícia, quando a população entra em modo "animal" por se terem esquecido de organizar a medicação (encomendar receitas, etc).
Pior ainda este ano, quando muitos pacientes, ao contrário do que anteciparam, acordarem no dia 22. Certamente irão direitos à farmácia causar "o fim do mundo"!!
Nesta época festiva, de paz e amor, de confraternização em família, o emigra autor deste blog vai trabalhar dia 20 e 21 (como toda a gente), mas também no Sábado dia 22, no Domingo dia 23, na véspera de Natal dia 24 e como se não bastasse também trabalhará no dia 25!
Por favor mostrem alguma compaixão por mim deixando-me mensagens de apoio. Mais compaixão terá quem conhecer a realidade da farmácia britânica nesta época natalícia, quando a população entra em modo "animal" por se terem esquecido de organizar a medicação (encomendar receitas, etc).
Pior ainda este ano, quando muitos pacientes, ao contrário do que anteciparam, acordarem no dia 22. Certamente irão direitos à farmácia causar "o fim do mundo"!!
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Christmas Do
Mais um Natal à porta significa mais uma festa de natal da farmácia ("Christmas do" como se diz por cá).
Ora bem, este era o aviso que esta semana marcou presença no placard de avisos da farmácia:
Portanto, a reter, saber a que horas é para estar lá (sempre a pontualidade britânica) e que cada um pode ir vestido como quiser (mas todos sabendo que é para ir vestido como deve ser, de fato ou equivalente para os homens e com os tacões mais altos possíveis no caso das mulheres.) Mais importante ainda, ir psicologicamente preparado para ficar bêbado e ver todos os colegas em belos preparos.
Os ingleses adoram estas ocasiões, em que independentemente da idade, todos apanham uma bela carroça. Depois é ver a técnica a agarrar-se ao patrão a dizer-lhe "I love youuuu", ou gente com idade para ter juizo a sair ao colo de dois seguranças até à porta do Taxi.
Antes das bebidas começarem a ser servidas até fazemos uma equipa com alguma pinta:
E é já amanhã!!!
PS: Foto de 2008. Entretanto já muita gente entrou e saiu dos quadros da farmácia.
Ora bem, este era o aviso que esta semana marcou presença no placard de avisos da farmácia:
Portanto, a reter, saber a que horas é para estar lá (sempre a pontualidade britânica) e que cada um pode ir vestido como quiser (mas todos sabendo que é para ir vestido como deve ser, de fato ou equivalente para os homens e com os tacões mais altos possíveis no caso das mulheres.) Mais importante ainda, ir psicologicamente preparado para ficar bêbado e ver todos os colegas em belos preparos.
Os ingleses adoram estas ocasiões, em que independentemente da idade, todos apanham uma bela carroça. Depois é ver a técnica a agarrar-se ao patrão a dizer-lhe "I love youuuu", ou gente com idade para ter juizo a sair ao colo de dois seguranças até à porta do Taxi.
Antes das bebidas começarem a ser servidas até fazemos uma equipa com alguma pinta:
E é já amanhã!!!
PS: Foto de 2008. Entretanto já muita gente entrou e saiu dos quadros da farmácia.
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Check in
Meus caros,
Este post vem na sequência de outros já publicados, onde deixo algumas dicas de como poupar uns trocos, investir algumas poupanças ou, como neste caso, ganhar uns tostões (mesmo que sejam "migalhas".)
- Vives no UK?
- Tens um smartphone?
- Quando vais pela rua e vês uma moeda de 5p,10 ou 20p no chão dás-te ao trabalho de a apanhar?
Se respondeste sim às três questões, este post é para ti.
Algo que existe há já algum tempo, fruto do fenómeno das compras online, são os sites de cashback. Compras online feitas a partir das aplicações/sites de cashback atraem um reembolso do preço total pago pelo produto.
Dois dos exemplos mais conhecidos são o Topcashback e o Quidco (cada um com termos e condições próprias).
Por exemplo, quando comprei o meu iPhone, em vez de ter ido directamente a www.apple.co.uk, fui ao site topcashback a partir do qual pesquisei o site da Apple, e uma vez no site deles tudo foi processado como se tivesse ido directamente ao site da apple sem recurso ao site de cashback (incluindo o preço a pagar). A diferença é que alguns dias depois recebi na minha conta do topcashback 18 libras de reembolso que posteriormente levantei para a minha conta bancária. Isto pode ser aplicado a qualquer tipo de compras online, até supermercado.
Mas isto pode chegar a um nível muito mais extremo do primeiro exemplo. Hoje fomos ao Currys comprar um microondas. Andamos por lá a ver todas as opções e gostamos de um que estava em promoção por 99libras. Primeira coisa a fazer foi obviamente verificar (usando o smartphone) quanto é que o mesmo modelo custava online, na amazon e em qualquer outro sitio. Comprovamos que realmente não havia mais barato em lado nenhum. Aí abri a minha app Quidco onde verifiquei que o Currys estava a oferecer 1.5% de cashback nas compras online ou reservas feitas através da net. Assim fiz, apesar de estar dentro da loja, mandei reservar o produto através do telemóvel e do Quidco e lá fui ao balcão dizer que tinha reservado um microondas com determinada referência. Dentro de dias devo receber 1.5% das 99libras, o que obviamente são migalhas (1.5libras). Mas 1.5 libras por 1 minuto no telemóvel, não está mal. (1.5libras por minuto dá 90libras por hora. Não ganho tanto.)
Os exemplos acima são típicos do uso de sites de cashback, mas o que me fez vir para aqui escrever este post, é algo mais recente que só há dias fiquei a conhecer (através do www.moneysavingexpert.com que já mencionei noutros posts).
É a modalidade de Check In através da app de smartphone do Quidco:
O mundo das compras online (que no UK está a atingir um volume de negócios enorme) está a fazer com que as pessoas façam menos visitas à lojas. Para contrariar isto, praticamente todas as grandes marcas estão a oferecer alguns cêntimos para que as pessoas entrem nas lojas.
Usando a app to telemóvel (que tem que permitir à aplicação verificar a nossa posição geográfica) é só carregar num botão que nos permite fazer check in em cada loja. Usanto o exemplo do "print screen" que fiz do telemóvel, naquele momento estava a 236 "feet" da loja Carphone Warehouse que estava a oferecer 20pence para eu fazer check in. Fazer check in demora 1 segundo! É só carregar no botão quando a minha localização confirmar que estou na loja.
O lucro que resultar destes check ins é transferido para a conta bancária de duas em duas semanas.
O que me apercebi logo no primeiro dia é que a app não é muito exigente em relação à nossa posição em relação à loja. No primeiro dia tive de fazer uma caminhada de 1km para a farmácia, e fiz check in no Tesco, Staples e Wynsors sem sequer ter estado do mesmo lado da rua das respectivas lojas!
Hoje eu e a Ana que para ir ao banco tivemos de passar no shopping centre de Blackburn apanhamos um fartote de check ins! 4 libras os dois juntos.
Não vale a pena andar muito obcecado, nem ninguém fica rico com isto, mas já que hoje em dia andamos de smartphone constantemente na mão, "why not"?
PS: Não deve demorar muito tempo para que as companhias percebam que esta técnica, da forma como está desenhada, não implica forçosamente mais gente a entrar nas lojas. Ou será que até resulta?
Quem é amigo?
Este post vem na sequência de outros já publicados, onde deixo algumas dicas de como poupar uns trocos, investir algumas poupanças ou, como neste caso, ganhar uns tostões (mesmo que sejam "migalhas".)
- Vives no UK?
- Tens um smartphone?
- Quando vais pela rua e vês uma moeda de 5p,10 ou 20p no chão dás-te ao trabalho de a apanhar?
Se respondeste sim às três questões, este post é para ti.
Algo que existe há já algum tempo, fruto do fenómeno das compras online, são os sites de cashback. Compras online feitas a partir das aplicações/sites de cashback atraem um reembolso do preço total pago pelo produto.
Dois dos exemplos mais conhecidos são o Topcashback e o Quidco (cada um com termos e condições próprias).
Por exemplo, quando comprei o meu iPhone, em vez de ter ido directamente a www.apple.co.uk, fui ao site topcashback a partir do qual pesquisei o site da Apple, e uma vez no site deles tudo foi processado como se tivesse ido directamente ao site da apple sem recurso ao site de cashback (incluindo o preço a pagar). A diferença é que alguns dias depois recebi na minha conta do topcashback 18 libras de reembolso que posteriormente levantei para a minha conta bancária. Isto pode ser aplicado a qualquer tipo de compras online, até supermercado.
Mas isto pode chegar a um nível muito mais extremo do primeiro exemplo. Hoje fomos ao Currys comprar um microondas. Andamos por lá a ver todas as opções e gostamos de um que estava em promoção por 99libras. Primeira coisa a fazer foi obviamente verificar (usando o smartphone) quanto é que o mesmo modelo custava online, na amazon e em qualquer outro sitio. Comprovamos que realmente não havia mais barato em lado nenhum. Aí abri a minha app Quidco onde verifiquei que o Currys estava a oferecer 1.5% de cashback nas compras online ou reservas feitas através da net. Assim fiz, apesar de estar dentro da loja, mandei reservar o produto através do telemóvel e do Quidco e lá fui ao balcão dizer que tinha reservado um microondas com determinada referência. Dentro de dias devo receber 1.5% das 99libras, o que obviamente são migalhas (1.5libras). Mas 1.5 libras por 1 minuto no telemóvel, não está mal. (1.5libras por minuto dá 90libras por hora. Não ganho tanto.)
Os exemplos acima são típicos do uso de sites de cashback, mas o que me fez vir para aqui escrever este post, é algo mais recente que só há dias fiquei a conhecer (através do www.moneysavingexpert.com que já mencionei noutros posts).
É a modalidade de Check In através da app de smartphone do Quidco:
O mundo das compras online (que no UK está a atingir um volume de negócios enorme) está a fazer com que as pessoas façam menos visitas à lojas. Para contrariar isto, praticamente todas as grandes marcas estão a oferecer alguns cêntimos para que as pessoas entrem nas lojas.
Usando a app to telemóvel (que tem que permitir à aplicação verificar a nossa posição geográfica) é só carregar num botão que nos permite fazer check in em cada loja. Usanto o exemplo do "print screen" que fiz do telemóvel, naquele momento estava a 236 "feet" da loja Carphone Warehouse que estava a oferecer 20pence para eu fazer check in. Fazer check in demora 1 segundo! É só carregar no botão quando a minha localização confirmar que estou na loja.
O lucro que resultar destes check ins é transferido para a conta bancária de duas em duas semanas.
O que me apercebi logo no primeiro dia é que a app não é muito exigente em relação à nossa posição em relação à loja. No primeiro dia tive de fazer uma caminhada de 1km para a farmácia, e fiz check in no Tesco, Staples e Wynsors sem sequer ter estado do mesmo lado da rua das respectivas lojas!
Hoje eu e a Ana que para ir ao banco tivemos de passar no shopping centre de Blackburn apanhamos um fartote de check ins! 4 libras os dois juntos.
Não vale a pena andar muito obcecado, nem ninguém fica rico com isto, mas já que hoje em dia andamos de smartphone constantemente na mão, "why not"?
PS: Não deve demorar muito tempo para que as companhias percebam que esta técnica, da forma como está desenhada, não implica forçosamente mais gente a entrar nas lojas. Ou será que até resulta?
Quem é amigo?
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Finanças
sábado, 10 de novembro de 2012
Staff de farmácia - M/F
Vou deixar aqui outra curiosidade que me saltou à vista dentro do tema farmácia Portugal vs Reino Unido.
As profissões de técnico e ajudante de farmácia são em Portugal dominadas pelo sexo masculino (claro que há farmácias que fogem à regra) enquanto que aqui no Reino Unido são profissão praticamente exclusivas do sexo feminino.
Uma vez que por estas bandas os mecânicos continuam a ser homens e que as educadoras de infância continuam a ser mulheres, é curioso que no mundo da farmácia haja esta diferença.
Tenho dito
As profissões de técnico e ajudante de farmácia são em Portugal dominadas pelo sexo masculino (claro que há farmácias que fogem à regra) enquanto que aqui no Reino Unido são profissão praticamente exclusivas do sexo feminino.
Uma vez que por estas bandas os mecânicos continuam a ser homens e que as educadoras de infância continuam a ser mulheres, é curioso que no mundo da farmácia haja esta diferença.
Tenho dito
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Pharmacy World
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
I see faces..
Ora bem, há uns dias estava na "tea-room" (cozinha/sala) com a R. que é estagiária que está a fazer os seus 12 meses de estágio na minha farmácia.
De repente a conversa foi a seguinte:
R. "Do you know what?, I see faces everywhere"
Eu. "yeahh.. me too"
Ele mostrou-me como a carteira dela lhe fazia lembrar uma cara.
Aí lancei o desafio de fotografar o mais e melhores "caras" no local de trabalho.
Só para dizer fui o claro vencedor:
E que bem que sabem esta e outras parvalheiras para quebrar com o stress da farmácia.
Já que falei na estagiária de farmácia aqui ficam algumas curiosidades:
- Aqui no UK o estágio do curso de Ciências farmacêuticas é de 12 meses no último ano do curso (o 5º ano após 4 anos de universidade)
- No final do estágio todos os estudantes de ciências farmacêuticas têm um exame a nível nacional. (o que faz todo o sentido! Gostava de ver os resultados de algumas universidades portuguesas de reconhecida baixa exigência num exame deste tipo).
- Os estudantes que reprovarem na "primeira chamada" (o que no caso dos com quem contactei directamente é o mais comum) têm direito a uma segunda fase três meses depois. Caso falhem o segundo exame creio que têm direito a uma terceira e última oportunidade. Caso falhem essa, curso de grilo, são cinco anos que vão mesmo por água abaixo. (pois não há a possibilidade de repetirem estágio ou o último ano do curso).
- Os estagiários ao contrário do que acontece em Portugal, são remunerados. E diga-se que o salário não é apenas para dar para os gastos, pois creio que seja na ordem de 18000 libras ano.
De repente a conversa foi a seguinte:
R. "Do you know what?, I see faces everywhere"
Eu. "yeahh.. me too"
Ele mostrou-me como a carteira dela lhe fazia lembrar uma cara.
Aí lancei o desafio de fotografar o mais e melhores "caras" no local de trabalho.
Só para dizer fui o claro vencedor:
(micro-ondas da cozinha)
(batente para uma porta)
(Peça metálica do Robot da farmácia)
E que bem que sabem esta e outras parvalheiras para quebrar com o stress da farmácia.
Já que falei na estagiária de farmácia aqui ficam algumas curiosidades:
- Aqui no UK o estágio do curso de Ciências farmacêuticas é de 12 meses no último ano do curso (o 5º ano após 4 anos de universidade)
- No final do estágio todos os estudantes de ciências farmacêuticas têm um exame a nível nacional. (o que faz todo o sentido! Gostava de ver os resultados de algumas universidades portuguesas de reconhecida baixa exigência num exame deste tipo).
- Os estudantes que reprovarem na "primeira chamada" (o que no caso dos com quem contactei directamente é o mais comum) têm direito a uma segunda fase três meses depois. Caso falhem o segundo exame creio que têm direito a uma terceira e última oportunidade. Caso falhem essa, curso de grilo, são cinco anos que vão mesmo por água abaixo. (pois não há a possibilidade de repetirem estágio ou o último ano do curso).
- Os estagiários ao contrário do que acontece em Portugal, são remunerados. E diga-se que o salário não é apenas para dar para os gastos, pois creio que seja na ordem de 18000 libras ano.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Aflige-me
a quantidade de lixo que nós, seres humanos, produzimos.
A palavra "evolução" costuma ter uma conotação positiva associada, mas termos "evoluido" para estas máquinas de gerar lixo não tem nada de positivo certamente.
Aflige-me a alma tratar da reciclagem cá de casa. A quantidade de plásticos, vidro, metal, cartão gerada não pode de forma alguma ser sustentável. Aflige-me mais ainda pensar que nós, que cozinhamos praticamente todas as refeições a partir de produtos frescos, façamos tanto lixo. E aqueles (muitos no Reino Unido) cujas refeições variam entre take-aways (sacos plásticos, embalagens de alumínio/plástico/poliestireno) ou refeições pré-cozinhadas de aquecer no micro-ondas? Aflige-me pensar.
E quando vou ao centro de reciclagem aqui da terrinha? Fico transtornado com a quantidade de lixo produzido. Vai tudo para lá, torradeiras novas, televisões, mobília, brinquedos, e um número infinito de outros objectos, que aparentam ter sido rejeitados não por questões de funcionalidade ou operacionalidade, mas apenas porque sim! Um "já estava farto de olhar para este modelo" basta.
100 anos como período de tempo não têm qualquer relevância quando comparado com os muitos milhões de anos de existência do nosso planeta, nem quando comparando toda a cronologia da evolução natural que nos trouxe aos dias de hoje. Mas a verdade é que os últimos 100 anos causaram mais mudança no planeta que muitos períodos de milhões de anos anteriores. Nos últimos 100 anos, e muito em sentido contrário à maior parte das espécies de mamíferos (e obviamente há ligação causa-efeito nisto) a população humana aumentou de uma forma louca. Mudou tudo. Mudou a forma como comunicamos, como nos deslocamos, nos alimentamos, nos divertimos. Tudo com uma produção de poluição e lixo associada absolutamente incrível.
Onde é que isto vai parar?
É universalmente aceite que o crescimento é bom, que as economias têm de crescer. Como é que esta imbecilidade pode ser universalmente aceite? Frases como "estimular o crescimento", "aumentar o consumo", "aumentar a produção" estão sempre presentes. Há trinta anos era "normal" manter um carro por dez anos, hoje já se troca a cada quatro anos. Telemóveis são trocados todos os anos. Para onde vai este entulho todo?
E não me venham com a farça que é a reciclagem. Não parece haver interesse em que os processos de reciclagem acompanhem a eficiência dos processos de produção.
Também é recorrente dizer-se que é um problema o envelhecimento da população de vários países. Como é possível pensar-se assim? Quantas áreas não modificadas pelo homem, onde a vida selvagem se desenrola de forma natural é que existem na Europa?
Somos muitos, deveríamos ser não mais do que 20% do que somos. A razão para para tamanha preocupação com o envelhecimento das populações é apenas uma: Económica. Alguém tem que trabalhar para sustentar todo o sistema, o estado social, pagar reformas,
Enfim. Parece que estou aqui a corroborar "os dias finais" apregoados de forma entusiástica por várias religiões. A dar razão a quem não se rege por ela de facto.
Mas aflige-me que para bebermos água tenhamos desenvolvido a genialidade que é a garrafa de plástico que como todos sabemos não desaparece de um dia para o outro depois de usada. Água, um bem não processado, que até cai do céu. Feijões e favas já não se compram doutra forma que não seja numa lata metálica. Até fruta compramos em sacos de plástico com uma base plástica.
Gostava de poder ver como será o planeta daqui a outros 100 anos.
A palavra "evolução" costuma ter uma conotação positiva associada, mas termos "evoluido" para estas máquinas de gerar lixo não tem nada de positivo certamente.
Aflige-me a alma tratar da reciclagem cá de casa. A quantidade de plásticos, vidro, metal, cartão gerada não pode de forma alguma ser sustentável. Aflige-me mais ainda pensar que nós, que cozinhamos praticamente todas as refeições a partir de produtos frescos, façamos tanto lixo. E aqueles (muitos no Reino Unido) cujas refeições variam entre take-aways (sacos plásticos, embalagens de alumínio/plástico/poliestireno) ou refeições pré-cozinhadas de aquecer no micro-ondas? Aflige-me pensar.
E quando vou ao centro de reciclagem aqui da terrinha? Fico transtornado com a quantidade de lixo produzido. Vai tudo para lá, torradeiras novas, televisões, mobília, brinquedos, e um número infinito de outros objectos, que aparentam ter sido rejeitados não por questões de funcionalidade ou operacionalidade, mas apenas porque sim! Um "já estava farto de olhar para este modelo" basta.
100 anos como período de tempo não têm qualquer relevância quando comparado com os muitos milhões de anos de existência do nosso planeta, nem quando comparando toda a cronologia da evolução natural que nos trouxe aos dias de hoje. Mas a verdade é que os últimos 100 anos causaram mais mudança no planeta que muitos períodos de milhões de anos anteriores. Nos últimos 100 anos, e muito em sentido contrário à maior parte das espécies de mamíferos (e obviamente há ligação causa-efeito nisto) a população humana aumentou de uma forma louca. Mudou tudo. Mudou a forma como comunicamos, como nos deslocamos, nos alimentamos, nos divertimos. Tudo com uma produção de poluição e lixo associada absolutamente incrível.
Onde é que isto vai parar?
É universalmente aceite que o crescimento é bom, que as economias têm de crescer. Como é que esta imbecilidade pode ser universalmente aceite? Frases como "estimular o crescimento", "aumentar o consumo", "aumentar a produção" estão sempre presentes. Há trinta anos era "normal" manter um carro por dez anos, hoje já se troca a cada quatro anos. Telemóveis são trocados todos os anos. Para onde vai este entulho todo?
E não me venham com a farça que é a reciclagem. Não parece haver interesse em que os processos de reciclagem acompanhem a eficiência dos processos de produção.
Também é recorrente dizer-se que é um problema o envelhecimento da população de vários países. Como é possível pensar-se assim? Quantas áreas não modificadas pelo homem, onde a vida selvagem se desenrola de forma natural é que existem na Europa?
Somos muitos, deveríamos ser não mais do que 20% do que somos. A razão para para tamanha preocupação com o envelhecimento das populações é apenas uma: Económica. Alguém tem que trabalhar para sustentar todo o sistema, o estado social, pagar reformas,
Enfim. Parece que estou aqui a corroborar "os dias finais" apregoados de forma entusiástica por várias religiões. A dar razão a quem não se rege por ela de facto.
Mas aflige-me que para bebermos água tenhamos desenvolvido a genialidade que é a garrafa de plástico que como todos sabemos não desaparece de um dia para o outro depois de usada. Água, um bem não processado, que até cai do céu. Feijões e favas já não se compram doutra forma que não seja numa lata metálica. Até fruta compramos em sacos de plástico com uma base plástica.
Gostava de poder ver como será o planeta daqui a outros 100 anos.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
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