é um animal especial.
As minhas bebés nasceram com 1,5 - 1,7 kg e agora que completaram 6 meses pesam 6 - 7kg. Já começam a tentar virar-se de barriga para baixo para barriga para cima e vice versa. Ainda não conseguem segurar no biberão sozinhas de forma a alimentarem-se.
O porco, um mamífero evoluído (ie não é um marsupial), e que é não muito distante do ser humano em termos evolutivos, sendo omnívoro, nasce com 1kg e logo consegue procurar alimento e andar sem qualquer tipo de ajuda. Aos 6 meses um porco normal pesa certa de 100kg. (multiplica por 100x o seu peso em 6 meses).
Dá que pensar.
domingo, 4 de agosto de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
Laranjas
Há coisa de uma semana tivemos visitas vindas de Portugal.
E naquelas malas cheias de bacalhau, presunto, chouriço, cerejas, azeite, folar, doce de abóbora, uns doces da sogra e muita roupa de criança vinham também laranjas. E não há palavras para descrever essas laranjas, mas vou tentar: "Cá f%"&# &% #"#$% de marabilha".
Obviamente que a saudade e ausência muda a percepção das coisas, mas após seis anos a comer a porcaria da laranja espanhola do supermercado, estas souberam às melhores laranjas de sempre.
Mas se não acreditarem em mim, perguntem ao puto que trabalha na minha farmácia com o qual partilhei uma dessas laranjas na hora de almoço e que sobre as quais disse: "this is what dreams are made of".
E já que falamos sobre laranjas cá fica uma curiosidade com que me deparei aquando das férias que fizemos na Grécia. Junto ao sopé de uma laranjeira era possível ler numa placa o nome da árvore em grego: "Portokália" (além da palavra com o alfabeto grego). Portugal em grego é "Portogália".
Somos um país de laranjas, aliás, de boas laranjas.
E naquelas malas cheias de bacalhau, presunto, chouriço, cerejas, azeite, folar, doce de abóbora, uns doces da sogra e muita roupa de criança vinham também laranjas. E não há palavras para descrever essas laranjas, mas vou tentar: "Cá f%"&# &% #"#$% de marabilha".
Obviamente que a saudade e ausência muda a percepção das coisas, mas após seis anos a comer a porcaria da laranja espanhola do supermercado, estas souberam às melhores laranjas de sempre.
Mas se não acreditarem em mim, perguntem ao puto que trabalha na minha farmácia com o qual partilhei uma dessas laranjas na hora de almoço e que sobre as quais disse: "this is what dreams are made of".
E já que falamos sobre laranjas cá fica uma curiosidade com que me deparei aquando das férias que fizemos na Grécia. Junto ao sopé de uma laranjeira era possível ler numa placa o nome da árvore em grego: "Portokália" (além da palavra com o alfabeto grego). Portugal em grego é "Portogália".
Somos um país de laranjas, aliás, de boas laranjas.
domingo, 2 de junho de 2013
Tunguska
Ora aqui deixo um documentário que achei super interessante sobre o misterioso acontecimento de Tunguska em 1908.
Acho que espelha bem o que é a comunidade científica em diversos aspectos. A enorme curiosidade, a criatividade, o desenvolvimento de novas hipóteses, de novas teorias, o tentar refutar teorias estabelecidas. O uso de novos meios, novos métodos e novas tecnologias à medica que vão surgindo.
Também a busca de fama e reconhecimento por parte de alguns cientistas, mas em todos os casos uma enorme paixão pela descoberta.
Naqueles dias em que chove lá fora, em que a TV não dá nada de jeito, o facebook continua a mesma treta pode-se sempre contar com a blogosfera. É ou não é?
Abraço
Acho que espelha bem o que é a comunidade científica em diversos aspectos. A enorme curiosidade, a criatividade, o desenvolvimento de novas hipóteses, de novas teorias, o tentar refutar teorias estabelecidas. O uso de novos meios, novos métodos e novas tecnologias à medica que vão surgindo.
Também a busca de fama e reconhecimento por parte de alguns cientistas, mas em todos os casos uma enorme paixão pela descoberta.
Naqueles dias em que chove lá fora, em que a TV não dá nada de jeito, o facebook continua a mesma treta pode-se sempre contar com a blogosfera. É ou não é?
Abraço
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Pressupostos
Conversa na minha aldeia:
A minha avó encontra uma tia afastada e dá-lhe a notícia do nascimento das miúdas, ao que a minha tia afastada responde: "Então já vão estar boas para baptizar em Agosto"*
A minha avó responde: "Ai a mulher dele é do Porto e vão baptizar lá."**
- - - -
*Pressuposto 1 - Bebés serão baptizados. Pressuposto 2 - Emigrante vai à terra em Agosto.
** Uma mentirinha evita uma vergonha maior.
PS: Os nossos filhos (obviamente) não serão baptizados nem terão inscrição automática em outras seitas que tais, e, por muito que lhes tenha custado, já deixamos isso bem claro com a família mais próxima.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Já há muito tempo que
não gostava tanto de um álbum inteiro.
Two Door Cinema Club - Turist History
Two Door Cinema Club - Turist History
Tema
Music
quarta-feira, 29 de maio de 2013
O passar do tempo em modo emigrante
Deixo aqui um texto muito bem escrito pelo meu amigo Alexandre Rodrigues, camarada de emigração no Reino Unido.
Seguramente que qualquer um de vós que ande neste modo de vida de emigrante vai parar para reflectir na sua própria vida ao ler este texto.
Texto originalmente publicado em: "Retrospectiva - Crónica de Emigração"
"Navego à vista neste limbo inevitável em que acorda todo o emigrante um dia, quando se apercebe dos anos a passar e está, há talvez demasiado tempo, fora do país que o viu nascer e crescer. A firme consciencialização de não ter uma pátria, de não se ser de lado nenhum. Já não sou o mesmo que partiu, que disse adeus à família, que se despediu dos amigos. Essa personagem é hoje uma velha memória. O país que me acolhe vai lentamente moldando a minha consciência, e no entanto sou suficientemente estranho nele e dele para manter uma certa distância, penso que lúcida, sobre esta sociedade em que me insiro, a qual não consigo, eu próprio, acolher totalmente. Disse-me um colega de trabalho, que já estou a ficar demasiado britânico porque não me queixei da bica queimada e fria que me serviram num dos cafés do aeroporto. Estou a ficar demasiado estoico, demasiado diplomata, demasiado calado, demasiado... britânico. No entanto bebo uma bica. Como o faria se estivesse em Portugal, depois do almoço. Uma bica. Esse pedaço imprescindível e imorredouro de todo o português que se preza. E por dentro sinto que o português em mim morre a cada dia que passa. cada vez menos português, cada vez menos ruidoso, cada vez menos refilão, cada vez menos deprimido por causa da situação económica. De cada vez que vou a Portugal, sinto-me como um turista, um visitante (sou um visitante) que se sente cada vez mais distante do passado, que vê inevitavelmente a vida dos seus familiares e amigos continuar sem ele. Sou como um morto. Quando alguém morre, sente-se saudade e tristeza, mas a vida continua, prova disso é que passados estes milhares de anos de civilização e milhares de milhões de mortos, a vida continuou, mesmo quando já nada resta desses mortos, nem o pó. Sinto-me como uma espécie de morto, que de vez em quando se levanta do seu túmulo frio e visita os familiares e amigos, em sonhos ou em visões. E quando acordam, a vida deles continua e dizem uns para os outros: sabes, esta noite sonhei com fulano. Veio-me visitar. E pronto, fica-se cheio de saudades, mas mais nada. Depois a vida encarrega-se de os distrair e o morto lá volta para o seu túmulo, lá para esse país onde vive, essa espécie de paraíso ou inferno, conforme os olhos de cada um. Para mim, é um limbo. Estou na fase do limbo. Nunca foi verdadeiramente um inferno, na minha perspetiva, também não é o paraíso que às vezes muitos emigrantes proclamam quando voltam a Portugal e se gabam das excelentes condições. E é neste limbo de distanciamento em que vivo, como se pairasse por cima de uma e de outra sociedade, que vejo com clareza ambas, o quão diferentes são e o quão parecidas também. Ou talvez seja eu que já nem as distinga. E no entanto sinto falta das pessoas que deixei para trás, imagino-as de uma determinadas maneira, talvez idealizada, são as saudades, essa espécie de estupefaciente que nos turva a realidade, que a faz mais bonita do que ela verdadeiramente é. Porque quando voltamos e estamos com os amigos e familiares, eles não são nada daquilo que as saudades nos impingiram, que nós impingimos a nós próprios. Não são a imagem ideal ou idealizada. São eles, mais velhos, mais preocupados, os filhos mais crescidos, a viver no mundo sem nós, e nós saímos do nosso outro-mundo, do túmulo, para estar com eles talvez uma ou duas horas e depois já queremos é voltar para o país de acolhimento, sete palmos debaixo de terra, ou sete mil léguas de distância, tanto faz. Aquilo diz-nos pouco, nós já lhes dizemos pouco, e estamos para ali, uma ou duas horas a olhar uns para os outros sem saber o que dizer. Acaba-se por fazer conversa de circunstância, porque as dores da Idalina, e o Tomé desempregado não nos dizem nada, assim como o repasse que tenho na janela do meu apartamento, ou o preço exorbitante que pago pela creche do meu filho não lhes diz nada. Concorda-se que a vida está difícil. E depois despedimo-nos uns dos outros e dizemos que temos pena de não poder ficar mais tempo. E eles já mortinhos que eu me vá embora e eu mortinho por me ir embora, de volta para o túmulo.
Os meus irmãos há pouco tempo fizeram quarenta e oito anos. Foi nesse dia que eu me apercebi de como o tempo passou, de há quanto tempo eu morri. De há quanto tempo estou fora, longe de tudo. Eu que me lembro deles com vinte, vinte e cinco anos. Eu que estou com trinta e sete anos e meio. Quando eles tinham vinte cinco eu era um adolescente. E isso já foi há mais de vinte anos. Bolas, quase meio século. Não consigo imaginar aqueles dois com meio século de vida. Terão sempre vinte e cinco anos. Só quando saio do túmulo e os visito em sonhos é que me apercebo o quão envelheceram, O meu irmão com os cabelos a ficarem mais grisalhos, a minha irmã a usar mais maquilhagem para disfarçar as rugas. E não, não têm quase cinquenta anos, têm vinte e cinco. E depois olho-me ao espelho e não me reconheço. Quem és tu? Para onde foi o teu cabelo, que rugas são essas a nascer na testa e debaixo dos olhos? Tinhas quinze anos da última vez que me lembro. Andavas apaixonado por uma miúda que não queria saber de ti. Tinhas amigos da tua idade com quem saías à noite. Onde estão? Que fazes aqui na minha casa? E depois a memória aviva-se por instantes, como aos velhinhos senis, que por momentos se lembram dos nomes do filhos. Sou eu, do outro lado do espelho. Com trinta e sete anos e meio. A miúda de quem eu gostava, perdi-lhe o rasto durante dezassete anos. Estava grávida do namorado quando a reencontrei numa dessas redes sociais há uns poucos anos atrás. Os amigos com quem saía há noite casaram-se, separaram-se, tiveram filhos, envelheceram. E tudo isto me parece irreal. À distância não me parece que seja verdade. Só quando o morto sai do seu túmulo frio e por momentos assombra a vida dos amigos, dos familiares, da miúda de quem gostou, é que se apercebe que também ele envelheceu. Que os pais estão velhinhos, que são da idade dos seus avós quando ele era criança e brincava com um carrinho a pedais na rampa do quintal da casa, empurrado pelos dois irmãos adolescentes, que para ele terão para sempre vinte e cinco anos. "
O Alexandre tem um blog, o "Blog de um homem só", e lançou recentemente o seu primeiro livro, sobre o qual podem ler no seu blog.
Seguramente que qualquer um de vós que ande neste modo de vida de emigrante vai parar para reflectir na sua própria vida ao ler este texto.
Texto originalmente publicado em: "Retrospectiva - Crónica de Emigração"
"Navego à vista neste limbo inevitável em que acorda todo o emigrante um dia, quando se apercebe dos anos a passar e está, há talvez demasiado tempo, fora do país que o viu nascer e crescer. A firme consciencialização de não ter uma pátria, de não se ser de lado nenhum. Já não sou o mesmo que partiu, que disse adeus à família, que se despediu dos amigos. Essa personagem é hoje uma velha memória. O país que me acolhe vai lentamente moldando a minha consciência, e no entanto sou suficientemente estranho nele e dele para manter uma certa distância, penso que lúcida, sobre esta sociedade em que me insiro, a qual não consigo, eu próprio, acolher totalmente. Disse-me um colega de trabalho, que já estou a ficar demasiado britânico porque não me queixei da bica queimada e fria que me serviram num dos cafés do aeroporto. Estou a ficar demasiado estoico, demasiado diplomata, demasiado calado, demasiado... britânico. No entanto bebo uma bica. Como o faria se estivesse em Portugal, depois do almoço. Uma bica. Esse pedaço imprescindível e imorredouro de todo o português que se preza. E por dentro sinto que o português em mim morre a cada dia que passa. cada vez menos português, cada vez menos ruidoso, cada vez menos refilão, cada vez menos deprimido por causa da situação económica. De cada vez que vou a Portugal, sinto-me como um turista, um visitante (sou um visitante) que se sente cada vez mais distante do passado, que vê inevitavelmente a vida dos seus familiares e amigos continuar sem ele. Sou como um morto. Quando alguém morre, sente-se saudade e tristeza, mas a vida continua, prova disso é que passados estes milhares de anos de civilização e milhares de milhões de mortos, a vida continuou, mesmo quando já nada resta desses mortos, nem o pó. Sinto-me como uma espécie de morto, que de vez em quando se levanta do seu túmulo frio e visita os familiares e amigos, em sonhos ou em visões. E quando acordam, a vida deles continua e dizem uns para os outros: sabes, esta noite sonhei com fulano. Veio-me visitar. E pronto, fica-se cheio de saudades, mas mais nada. Depois a vida encarrega-se de os distrair e o morto lá volta para o seu túmulo, lá para esse país onde vive, essa espécie de paraíso ou inferno, conforme os olhos de cada um. Para mim, é um limbo. Estou na fase do limbo. Nunca foi verdadeiramente um inferno, na minha perspetiva, também não é o paraíso que às vezes muitos emigrantes proclamam quando voltam a Portugal e se gabam das excelentes condições. E é neste limbo de distanciamento em que vivo, como se pairasse por cima de uma e de outra sociedade, que vejo com clareza ambas, o quão diferentes são e o quão parecidas também. Ou talvez seja eu que já nem as distinga. E no entanto sinto falta das pessoas que deixei para trás, imagino-as de uma determinadas maneira, talvez idealizada, são as saudades, essa espécie de estupefaciente que nos turva a realidade, que a faz mais bonita do que ela verdadeiramente é. Porque quando voltamos e estamos com os amigos e familiares, eles não são nada daquilo que as saudades nos impingiram, que nós impingimos a nós próprios. Não são a imagem ideal ou idealizada. São eles, mais velhos, mais preocupados, os filhos mais crescidos, a viver no mundo sem nós, e nós saímos do nosso outro-mundo, do túmulo, para estar com eles talvez uma ou duas horas e depois já queremos é voltar para o país de acolhimento, sete palmos debaixo de terra, ou sete mil léguas de distância, tanto faz. Aquilo diz-nos pouco, nós já lhes dizemos pouco, e estamos para ali, uma ou duas horas a olhar uns para os outros sem saber o que dizer. Acaba-se por fazer conversa de circunstância, porque as dores da Idalina, e o Tomé desempregado não nos dizem nada, assim como o repasse que tenho na janela do meu apartamento, ou o preço exorbitante que pago pela creche do meu filho não lhes diz nada. Concorda-se que a vida está difícil. E depois despedimo-nos uns dos outros e dizemos que temos pena de não poder ficar mais tempo. E eles já mortinhos que eu me vá embora e eu mortinho por me ir embora, de volta para o túmulo.
©Alexandre Rodrigues 2013
O Alexandre tem um blog, o "Blog de um homem só", e lançou recentemente o seu primeiro livro, sobre o qual podem ler no seu blog.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Mangalhão +
Mangalhão +:
É a verdadeira revolução na área da saúde. Faz bem à queda de cabelo, evita o envelhecimento permitindo vida eterna e trata todo o tipo de cancro. Eficácia cientificamente comprovada, mas apesar disso não queremos nenhum profissional de saúde envolvido no aconselhamento do mesmo, daí que não se encontre à venda em farmácias nem possa ser receitado pelo seu médico.
Parece demasiado bom para ser verdade, mas é mesmo verdade ó patego.
- - - - - - - - - - - - - - -
(A única coisa que vejo de TV Portuguesa é o noticiário da RTP online, e todos os dias tenho que levar com isto!)
É a verdadeira revolução na área da saúde. Faz bem à queda de cabelo, evita o envelhecimento permitindo vida eterna e trata todo o tipo de cancro. Eficácia cientificamente comprovada, mas apesar disso não queremos nenhum profissional de saúde envolvido no aconselhamento do mesmo, daí que não se encontre à venda em farmácias nem possa ser receitado pelo seu médico.
Parece demasiado bom para ser verdade, mas é mesmo verdade ó patego.
- - - - - - - - - - - - - - -
(A única coisa que vejo de TV Portuguesa é o noticiário da RTP online, e todos os dias tenho que levar com isto!)
domingo, 26 de maio de 2013
Our Bees
Há por aí pais que acham que os serviços de fotógrafos profissionais são muito caros (se bem que muitos merecem, pois realmente são artistas) e depois sai disto:
Alice&Olívia
Alice&Olívia
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Limpinho
Há umas semanitas atrás fizeram um trabalho limpinho ao carro da Ana. Tiraram a matricula da frente e de trás do carro dela. Nem risco fizeram, por isso não foi vandalismo gratuito.
Reportamos à polícia logo que fomos avisados pelo nosso vizinho. Até agora ainda não recebemos mais notícias sobre o sucedido, o que é bom. Uma coisa é certa, não foi com o intuito de usar matriculas falsas para evitar pagar portagens de auto-estrada.
- - - -
Já agora menciono o tema que todos esperavam após leitura do título do post. Quando pensamos que já não há mais nada de novo, que não há mais nada para conquistar, o FCP encontra forma de manter a emoção nas conquistas! Ganhar o campeonato contra o rival com golo no último minuto? Fazer o Tri em que dois dos campeonatos foram imaculados? O coração de adepto continua a vibrar, não há como não.
Tema
Living in the UK,
Sports
terça-feira, 21 de maio de 2013
e-Bolas
Ora bem já por aqui falei no ebay. É realmente fabuloso e até já me aventurei a vender umas coisitas também.
Tudo que se possa imaginar seguramente está à venda no ebay. E corre sempre tudo bem, as encomendas chegam todas direitinhas a casa passado pouco tempo. Bem este "sempre" era verdade até há pouco tempo atrás.
Decidi licitar em algo que parecia bom demais para ser verdade, e como sempre acontece, o que parecia foi. Vi um gift-card (um desses cartões "carregados" com dinheiro que podem ser usados em compras nas lojas respectivas.) para o hipermercado Tesco que tendo um valor de 25 libras apenas custava 22 libras no ebay. E eu, gajo esperto, não resisti. Comprar 25 libras por 22 libras é um bom negócio, e a fazer compras no supermercado ninguém pode fugir.
Como o vendedor tinha 100% de feedback lá decidi fazer a compra e finalizar o pagamento.
Passado uns dias, como a encomenda tardava em chegar, lá voltei a inspeccionar a conta do ebay e percebi que mais gente tinha sido aldrabada. A conta do utilizador terá sido vitima de ataque por "hackers".
Pela primeira vez vi-me envolvido com o pedido de reembolso relativamente a uma compra no ebay, mas devo dizer que funcionou lindamente,e que poucos dias depois tive o meu dinheiro de volta. A forma como foi processado dá segurança ao comprador.
Gostei
Tudo que se possa imaginar seguramente está à venda no ebay. E corre sempre tudo bem, as encomendas chegam todas direitinhas a casa passado pouco tempo. Bem este "sempre" era verdade até há pouco tempo atrás.
Decidi licitar em algo que parecia bom demais para ser verdade, e como sempre acontece, o que parecia foi. Vi um gift-card (um desses cartões "carregados" com dinheiro que podem ser usados em compras nas lojas respectivas.) para o hipermercado Tesco que tendo um valor de 25 libras apenas custava 22 libras no ebay. E eu, gajo esperto, não resisti. Comprar 25 libras por 22 libras é um bom negócio, e a fazer compras no supermercado ninguém pode fugir.
Como o vendedor tinha 100% de feedback lá decidi fazer a compra e finalizar o pagamento.
Passado uns dias, como a encomenda tardava em chegar, lá voltei a inspeccionar a conta do ebay e percebi que mais gente tinha sido aldrabada. A conta do utilizador terá sido vitima de ataque por "hackers".
Pela primeira vez vi-me envolvido com o pedido de reembolso relativamente a uma compra no ebay, mas devo dizer que funcionou lindamente,e que poucos dias depois tive o meu dinheiro de volta. A forma como foi processado dá segurança ao comprador.
Gostei
terça-feira, 26 de março de 2013
DVD playlist - 1
Ora viva,
Um post curtinho a propósito das três caixas de DVDs que estão ao serviço junto à PS3:
Big Bang Theory:
Absolutamente genial: 5.0/5.0
Sinto que sou exactamente o público alvo da série, ou seja quem nasceu entre 1975-1985, com formação na área científica, e talvez por isso goste tanto da mesma.
Este box set com as séries 1 - 5 tem durado bastante. É a série que acompanha as refeições das miúdas.
Call Of Duty Modern Warfare 3:
Fabuloso: 5.0/5.0
Este jogo é tão incrivelmente bom que não consigo jogar outro jogo dentro da mesma categoria (e isso inclui Medal of Honor, Battlefield etc). (Outros jogos bons são o Call of Duty MW2, e CoD Black Ops).
O vício aqui é mesmo jogar online, e melhor ainda com malta conhecida.
O meu nick da PS3 Network é "yev2031". Se algum de vós andar na mesma onda é mandar-me uma mensagem e convite de amizade.
Firefly:
Esperava mais: 2.5/5
De vez em quando lá faço pesquisas no google do género "Best si-fi series all time" para ter a certeza que não me escapam grandes obras, e foi assim que cheguei a esta série, que atrai algum culto. Como grande fã de Si-Fi e do Star Wars tive expectativas elevadas para esta série. Já vou a mais de meio da box set e não há meio de me viciar nela. Acho o nível de representação dos actores francamente má.
A desilusão talvez seja em parte pelo facto de se ter seguido a uma outra série que devoramos como se não houvesse amanhã. Mais para a frente lá surgirá um post sobre essa série.
inté
Um post curtinho a propósito das três caixas de DVDs que estão ao serviço junto à PS3:
Big Bang Theory:
Absolutamente genial: 5.0/5.0
Sinto que sou exactamente o público alvo da série, ou seja quem nasceu entre 1975-1985, com formação na área científica, e talvez por isso goste tanto da mesma.
Este box set com as séries 1 - 5 tem durado bastante. É a série que acompanha as refeições das miúdas.
Call Of Duty Modern Warfare 3:
Fabuloso: 5.0/5.0
Este jogo é tão incrivelmente bom que não consigo jogar outro jogo dentro da mesma categoria (e isso inclui Medal of Honor, Battlefield etc). (Outros jogos bons são o Call of Duty MW2, e CoD Black Ops).
O vício aqui é mesmo jogar online, e melhor ainda com malta conhecida.
O meu nick da PS3 Network é "yev2031". Se algum de vós andar na mesma onda é mandar-me uma mensagem e convite de amizade.
Firefly:
Esperava mais: 2.5/5
De vez em quando lá faço pesquisas no google do género "Best si-fi series all time" para ter a certeza que não me escapam grandes obras, e foi assim que cheguei a esta série, que atrai algum culto. Como grande fã de Si-Fi e do Star Wars tive expectativas elevadas para esta série. Já vou a mais de meio da box set e não há meio de me viciar nela. Acho o nível de representação dos actores francamente má.
A desilusão talvez seja em parte pelo facto de se ter seguido a uma outra série que devoramos como se não houvesse amanhã. Mais para a frente lá surgirá um post sobre essa série.
inté
quarta-feira, 20 de março de 2013
Dia do Pai babado
Tal como diz no título, ontem foi o meu dia.
Isto de ser pai é giro e recomendo.
Agora fazê-lo desta forma, cuidado, é o diabo! Não há descanso.
Isto sem uma avó, sem uma irmã, sem uma prima, sem uma tia para dar a mão de vez em quando, com um pai a trabalhar a tempo inteiro, sem uma empregada para arrumar a casa e sobretudo com dois recém nascidos, é complicado, muito complicado.
Eu diria que me tenho portado bem, mas isso não é nada comparado com a Anita. Chego a duvidar da sua condição humana.
Durante a gravidez foi correr os seus 5km semanais no park run até às 13 semanas, não chegou a vomitar nem a faltar um único dia ao trabalho. Então desde o nascimento das garotas tem sido incansável, e fora um ou outro momento de algum desespero tem lidado com tudo sempre com um sorriso nos lábios.
Isto de ser pai é giro e recomendo.
Agora fazê-lo desta forma, cuidado, é o diabo! Não há descanso.
Isto sem uma avó, sem uma irmã, sem uma prima, sem uma tia para dar a mão de vez em quando, com um pai a trabalhar a tempo inteiro, sem uma empregada para arrumar a casa e sobretudo com dois recém nascidos, é complicado, muito complicado.
Eu diria que me tenho portado bem, mas isso não é nada comparado com a Anita. Chego a duvidar da sua condição humana.
Durante a gravidez foi correr os seus 5km semanais no park run até às 13 semanas, não chegou a vomitar nem a faltar um único dia ao trabalho. Então desde o nascimento das garotas tem sido incansável, e fora um ou outro momento de algum desespero tem lidado com tudo sempre com um sorriso nos lábios.
Tema
Twins
sexta-feira, 15 de março de 2013
Rainha
Acordo várias vezes durante a noite amargurado por não perceber a razão do seguinte:
Se a sua Majestade é Queen Elizabeth II, e se Elisabete é um nome bem Português (por sinal bastante na moda entre os nascidos em 82) por que é que em português a sua majestade é a Rainha Isabel II.
(Além disso Isabella é um nome relativamente comum é inglês, que faria mais sentido ser a tradução de Isabel em português)
Ajudem-me a dormir melhor.
PS: Está ao nível de James em inglês corresponder a Tiago em português.
Se a sua Majestade é Queen Elizabeth II, e se Elisabete é um nome bem Português (por sinal bastante na moda entre os nascidos em 82) por que é que em português a sua majestade é a Rainha Isabel II.
(Além disso Isabella é um nome relativamente comum é inglês, que faria mais sentido ser a tradução de Isabel em português)
Ajudem-me a dormir melhor.
PS: Está ao nível de James em inglês corresponder a Tiago em português.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Dia a dia na farmácia britânica
Post com interesse apenas para farmacêuticos. Aviso logo no primeiro parágrafo, por isso não se queixem que é aborrecido.
De certa forma já aqui falei dos variados serviços prestados nas farmácias britânicas, e como nesta segunda-feira passada fui durante o percurso de regresso a casa a pensar nisso cá vou escrever este post. Talvez tenha pensado nisso porque nesse dia fiz um pouco de tudo.
Além do classico aviar de receitas médicas e aconselhamento farmacêutico que isso acarreta e da resposta as solicitações para aconselhamento de medicamentos não sujeitos a receita médica lidei com os seguintes serviços: (que cada vez mais são uma forma importante de financiamento da farmácia)
Medicines Use Review (MUR): É uma "consulta farmacêutica" entre o farmacêutico e o utente numa sala de consulta. O utente é elegível para o MUR se tiver recebido os últimos 3 meses de medicação para condições crónicas da farmácia em questão. Nesta consulta tento perceber se existem interacções entre os medicamentos tomados de forma regular, se são tomados na melhor altura, se existem efeitos secundários e como podem ser evitados, se existem problemas na administração dos mesmos etc etc. Sugestões mais simples são passadas directamente ao utente, sendo que situações mais sérias são encaminhadas para o médico de família. Este serviço é gratuito para o utente e a farmácia recebe 28 libras por cada consulta. (cada farmácia pode fazer um máximo de 400 MURs por ano).
Nessa segunda feira apenas fiz um MUR, mas na terça-feira completei quatro. Vão-se fazendo conforme disponibilidade de tempo por parte do farmacêutico e oferta de utentes com quem ter estas consultas.
New Medicine Service (NMS): Este é um serviço mais recente. Envolve duas consultas de seguimento farmacêutico com o utente a quem foi prescrita medicação nova, pertencente a determinadas categorias farmacoterapêuticas (de momento abrange medicamentos para o sistema respiratório e medicação para hipertensão). Primeira consulta (intervention consultation) cerca de duas semanas após inicio da terapia e segunda consulta (follow up consultation) após quatro semanas. Este serviço é gratuito para o utente e a farmácia recebe entre 20 e 28 libras por cada NMS completo. (o pagamento é complexo, dependendo do número total de NMS completos pela farmácia, daí 20 a 28 libras). Nessa segunda-feira fiz uma consulta (após duas semanas - intervention consultation) com um jovem a quem tinha sido prescrito um inalador de salbutamol pela primeira vez. Verifiquei que usava a técnica correcta de inalação, e dei uma explicação sobre em que situações usar o medicamento e o que esperar dele. Perguntei sobre a sua eficácia, efeitos secundários e opinião geral do paciente sobre o medicamento. Esclareci qualquer dúvida que me colocou.
Supervised consumption of methadone/buprenorphine: Este serviço (também existente em Portugal, mas numa escala diferente) envolve supervisionar a toma da dose de um substituto de opioides (ie heroína). Creio que cada dose supervisionada atrai um pagamento de 1,75 libras. A supervisão da toma de comprimidos (por exemplo buprenorfina sublingual) tem um pagamento ligeiramente maior pois é um processo mais moroso. Numa farmácia como a minha, são dispensadas entre 40 e 90 doses diárias (há dias da semana mais ocupados que outros) e mais de metade são supervisionadas. (além do pagamento pela supervisão do consumo da dose, ainda há um pagamento pela dispensa de cada dose). Este serviço prestei-o várias vezes nessa segunda-feira.
Morning After Pill: Pílula do dia seguinte. Farmacêuticos com formação para tal podem fornecer a pílula do dia seguinte de forma gratuita e muitas vezes em situações que ultrapassam as indicações do medicamento (por exemplo a menores de 16 anos). Este serviço envolve uma consulta entre o farmacêutico e a utente numa sala de consulta. O serviço e pílula é gratuita para a utente e a farmácia recebe cerca de 15 libras por consulta mais os custos que esta acarretar, como a pílula do dia seguinte (que nem sempre é fornecida) e testes de gravidez (que de vez em quando são utilizados em linha com a guide-line). Nesta segunda-feira apenas fiz uma destas consultas.
Chlamydia Screening: Despiste da DST Clamídia. Este serviço pode ou não ser acoplado à consulta da pílula do dia seguinte. Envolve a colheita de uma amostra de urina e o envio da mesma para análise microbiológica. O utente recebe os resultados por SMS ou carta e tratamento em caso de presença da DST. Creio que a farmácia recebe cerca de 4 libras por cada amostra enviada para análise, sendo gratuito para os utentes. Nessa segunda-feira enviei uma amostra para análise.
Smoking Cessation: Consultas de cessação tabágica. Não fiz a formação para este serviço e como o NHS não exige que seja providenciado pelo farmacêutico, na minha farmácia foi uma técnica de farmácia que adquiriu qualificações para este serviço. Este serviço envolve consultas semanais com os utentes, com aconselhamento, monitorização dos níveis de monóxido de carbono e prescrição de medicação para efeitos de cessação tabágica. As consultas são gratuitas para o utente e aos medicamentos prescritos aplicam-se as mesmas regras dos prescritos por outros prescritores (ie médicos), onde na prática quase ninguém paga, e se o fizer nunca é muito. A farmácia recebe acima de 50 libras por cada utente bem sucedido. Nessa segunda-feira a farmácia realizou 2 ou 3 consultas de cessação tabágica.
Há ainda vários outros serviços prestados pelas farmácias britânicas com os quais não lidei nesse dia.
Em suma, o dia a dia é bastante agitado e variado. Este post mostra como a farmácia de cá está menos dependente do rendimento proveniente das fontes tradicionais (dispensa de medicamentos e venda de medicamentos não sujeitos e receita médica e outros produtos de saúde). Todos os serviços acima prestados são financiados directamente pelo sistema se saúde britânico e não de forma privada pelos utentes. Esta parceria Estado/Farmácias é algo que é praticamente inexistente em Portugal, o que é de lamentar.
De certa forma já aqui falei dos variados serviços prestados nas farmácias britânicas, e como nesta segunda-feira passada fui durante o percurso de regresso a casa a pensar nisso cá vou escrever este post. Talvez tenha pensado nisso porque nesse dia fiz um pouco de tudo.
Além do classico aviar de receitas médicas e aconselhamento farmacêutico que isso acarreta e da resposta as solicitações para aconselhamento de medicamentos não sujeitos a receita médica lidei com os seguintes serviços: (que cada vez mais são uma forma importante de financiamento da farmácia)
Medicines Use Review (MUR): É uma "consulta farmacêutica" entre o farmacêutico e o utente numa sala de consulta. O utente é elegível para o MUR se tiver recebido os últimos 3 meses de medicação para condições crónicas da farmácia em questão. Nesta consulta tento perceber se existem interacções entre os medicamentos tomados de forma regular, se são tomados na melhor altura, se existem efeitos secundários e como podem ser evitados, se existem problemas na administração dos mesmos etc etc. Sugestões mais simples são passadas directamente ao utente, sendo que situações mais sérias são encaminhadas para o médico de família. Este serviço é gratuito para o utente e a farmácia recebe 28 libras por cada consulta. (cada farmácia pode fazer um máximo de 400 MURs por ano).
Nessa segunda feira apenas fiz um MUR, mas na terça-feira completei quatro. Vão-se fazendo conforme disponibilidade de tempo por parte do farmacêutico e oferta de utentes com quem ter estas consultas.
New Medicine Service (NMS): Este é um serviço mais recente. Envolve duas consultas de seguimento farmacêutico com o utente a quem foi prescrita medicação nova, pertencente a determinadas categorias farmacoterapêuticas (de momento abrange medicamentos para o sistema respiratório e medicação para hipertensão). Primeira consulta (intervention consultation) cerca de duas semanas após inicio da terapia e segunda consulta (follow up consultation) após quatro semanas. Este serviço é gratuito para o utente e a farmácia recebe entre 20 e 28 libras por cada NMS completo. (o pagamento é complexo, dependendo do número total de NMS completos pela farmácia, daí 20 a 28 libras). Nessa segunda-feira fiz uma consulta (após duas semanas - intervention consultation) com um jovem a quem tinha sido prescrito um inalador de salbutamol pela primeira vez. Verifiquei que usava a técnica correcta de inalação, e dei uma explicação sobre em que situações usar o medicamento e o que esperar dele. Perguntei sobre a sua eficácia, efeitos secundários e opinião geral do paciente sobre o medicamento. Esclareci qualquer dúvida que me colocou.
Supervised consumption of methadone/buprenorphine: Este serviço (também existente em Portugal, mas numa escala diferente) envolve supervisionar a toma da dose de um substituto de opioides (ie heroína). Creio que cada dose supervisionada atrai um pagamento de 1,75 libras. A supervisão da toma de comprimidos (por exemplo buprenorfina sublingual) tem um pagamento ligeiramente maior pois é um processo mais moroso. Numa farmácia como a minha, são dispensadas entre 40 e 90 doses diárias (há dias da semana mais ocupados que outros) e mais de metade são supervisionadas. (além do pagamento pela supervisão do consumo da dose, ainda há um pagamento pela dispensa de cada dose). Este serviço prestei-o várias vezes nessa segunda-feira.
Morning After Pill: Pílula do dia seguinte. Farmacêuticos com formação para tal podem fornecer a pílula do dia seguinte de forma gratuita e muitas vezes em situações que ultrapassam as indicações do medicamento (por exemplo a menores de 16 anos). Este serviço envolve uma consulta entre o farmacêutico e a utente numa sala de consulta. O serviço e pílula é gratuita para a utente e a farmácia recebe cerca de 15 libras por consulta mais os custos que esta acarretar, como a pílula do dia seguinte (que nem sempre é fornecida) e testes de gravidez (que de vez em quando são utilizados em linha com a guide-line). Nesta segunda-feira apenas fiz uma destas consultas.
Chlamydia Screening: Despiste da DST Clamídia. Este serviço pode ou não ser acoplado à consulta da pílula do dia seguinte. Envolve a colheita de uma amostra de urina e o envio da mesma para análise microbiológica. O utente recebe os resultados por SMS ou carta e tratamento em caso de presença da DST. Creio que a farmácia recebe cerca de 4 libras por cada amostra enviada para análise, sendo gratuito para os utentes. Nessa segunda-feira enviei uma amostra para análise.
Smoking Cessation: Consultas de cessação tabágica. Não fiz a formação para este serviço e como o NHS não exige que seja providenciado pelo farmacêutico, na minha farmácia foi uma técnica de farmácia que adquiriu qualificações para este serviço. Este serviço envolve consultas semanais com os utentes, com aconselhamento, monitorização dos níveis de monóxido de carbono e prescrição de medicação para efeitos de cessação tabágica. As consultas são gratuitas para o utente e aos medicamentos prescritos aplicam-se as mesmas regras dos prescritos por outros prescritores (ie médicos), onde na prática quase ninguém paga, e se o fizer nunca é muito. A farmácia recebe acima de 50 libras por cada utente bem sucedido. Nessa segunda-feira a farmácia realizou 2 ou 3 consultas de cessação tabágica.
Há ainda vários outros serviços prestados pelas farmácias britânicas com os quais não lidei nesse dia.
Em suma, o dia a dia é bastante agitado e variado. Este post mostra como a farmácia de cá está menos dependente do rendimento proveniente das fontes tradicionais (dispensa de medicamentos e venda de medicamentos não sujeitos e receita médica e outros produtos de saúde). Todos os serviços acima prestados são financiados directamente pelo sistema se saúde britânico e não de forma privada pelos utentes. Esta parceria Estado/Farmácias é algo que é praticamente inexistente em Portugal, o que é de lamentar.
Tema
Pharmacy World
sábado, 23 de fevereiro de 2013
O jogo das diferenças
Ficamos felizes da vida quando verificamos que a Alice tinha um pequenino sinal na pele, na zona da bochecha. Assim já não era difícil distingui-la da Olivia.
Ao sexto dia esse "sinal" já não estava lá. (badalhocos estes ingleses que dizem que é melhor não dar banho aos bebés durante as primeiras semanas*)
* Até nem havia mal caso não continuassem a seguir este aconselhamento durante o resto da vida.
PS: Sim, agora este blog só dá disto.
PS2: http://www.aliceandolivia.com! Ficamos a saber disto já depois de termos decidido os nomes.
Ao sexto dia esse "sinal" já não estava lá. (badalhocos estes ingleses que dizem que é melhor não dar banho aos bebés durante as primeiras semanas*)
* Até nem havia mal caso não continuassem a seguir este aconselhamento durante o resto da vida.
PS: Sim, agora este blog só dá disto.
PS2: http://www.aliceandolivia.com! Ficamos a saber disto já depois de termos decidido os nomes.
Tema
Twins
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Double trouble
Como o título diz o migrant_script está em "double trouble".
Este post é apenas uma meia novidade, pois aos leitores mais atentos essa informação já foi chegando com o desenrolar dos acontecimentos. Vejamos:
- Não tenho futuro como vidente: onde escrevi que três grandes projectos iam acontecer em 2013. Como já plantei muita árvore no Minho, e como tenho este blog, um "livro" da era digital, seguramente que ter um filho seria um dos grandes acontecimentos de 2013.
- De vez enquando lá acontece: quando um ovo se divide em dois dá nisto! choque!
- the XX - Angels: Não é preciso ser um sábio da genética para saber o que significa quando o par do cromossoma 23 é XX.
- E hoje, 18.01.13: O carvalho, meu sobrenome e também uma árvore, neste caso genealógica, ganhou duas ramificações.
Estamos todos em boa forma e muito contentes! Eu e a Ana porque vamos ter infinitas possibilidades de fazer pequenos testes e observações do tipo nature vs nurture e as garotas porque não podiam ter tido mais sorte com os pais que lhes calharam. As próprias enfermeiras confidenciaram-nos que as apanharam a fazer comentários dessa índole.
Algumas observações sobre esta notícia, mas sem me alongar que em meia hora tenho que ir mudar umas fraldas e usar um aparelho semelhante a uma autoclave em pequena escala:
Já não é a primeira nem a segunda vez que aqui desabafo o quão dura é a vida de um farmacêutico emigrante. O dia da primeira ecografia foi outro exemplo disso, pois falhei-a devido a trabalho. Através da recomendação de um farmacêutico amigo consegui dois dias a trabalhar numa farmácia onde nunca antes tinha estado. Isto foi marcado com bastante antecedência, bem antes de sabermos qual seria a data da primeira ecografia. Como se tratava de uma farmácia independente e numa terrinha com muito bom aspecto e que até pagava bem acima da média, não desmarquei e convenci a Anita que não era apropriado desmarcar-me, isto com a perspectiva de usar o meu charme e de ficar na lista de farmacêuticos a contactar em situações futuras. (detesto chegar atrasado ou cancelar marcações, mas obviamente caso tivesse sido para uma grande companhia tipo Boots ou Lloydspharmacy tê-lo-ia feito).
Nesse dia, as 15h00 chegaram sem que a Anita, que tinha ido para a ecografia das 10h30, tivesse dado notícias. Eu estava a entrar em parafuso e com a certeza de que algo "anormal" teria acontecido. E quando se vai para a primeira ecografia vai-se com receio de muitas coisas. (não da possibilidade de gémeos, isso não passa pela cabeça de ninguém)
Quando a Anita teve oportunidade de usar o telemóvel lá trocamos estas mensagens depois de eu ter recebido uma foto onde conseguia ver dois embriões:
Agora até acho piada, mas naquele dia, e porque temos esta coisa de pregar partidas um ao outro, só acreditei quando cheguei a casa e olhei a Ana olhos nos olhos.
Outro facto feliz é que dentro do nosso grupo de bons amigos Portugueses (e nesta definição englobo um número pequeno de pessoas) a viver no Northwest da Inglaterra há um autêntico baby-boom. Cinco (!) bebés a nascer num espaço de 14 meses. Isto contraria as recentes notícias de uma forte descida da taxa de natalidade em Portugal. O jovem Português, tal como o panda ou o rinoceronte que apenas procria em cativeiro quando atinge altos níveis de conforto e baixos níveis de stress, parece atingir a zona de conforto mais facilmente fora do seu país.
Facto curioso é que desses cinco bebés, cinco são meninas! Seguramente que este facto improvável é estatisticamente relevante para se tentar fazer uma análise Darwinista do sucedido. Qual será a vantagem evolutiva da espécie humana em gerar fêmeas quando tenta invadir um território alheio?
Quanto à gravidez em si correu tudo bem. É sempre considerada uma gravidez de risco, sobretudo pelo facto de terem partilhado a mesma placenta. Uma bebé foi (e continua) sempre mais pequenina durante toda a gravidez, um verdadeiro "palitinho", enquanto que a outra, que foi sempre mais crescida, esteve no país das maravilhas dentro do útero da mamã.
Ora bem, e com as pistas do último parágrafo resta-me terminar o post falando dos nomes das meninas. Lembram-se do post de novembro de 2010 sobre que nomes dar a filhos portugueses nascidos no Reino Unido? Não antecipei que viesse a ser tão útil. Obrigado aos que nele contribuíram de forma tão interactiva para a construção dessa lista.
Alguém adivinha os nomes? (não vale a participação de quem já o sabe por outras vias)
PS: Só agora dei esta notícia porque tinha que ter a certeza que eu era o pai. Já as vi. Sou. (isto porque houve muitos momentos que não me lembro à volta da altura estimada da concepção)
PS2: Pensei que ia chegar a rico. Not
PS3: Pensava eu que a nossa maior aventura seria deixar Portugal e trabalhar no estrangeiro. Not
PS4: Eu que sempre fui contra as armas, que sempre identifico a sociedade americana como o expoênte máximo da estupidez humana (em muito devido às armas) vejo-me agora obrigado a adquirir duas caçadeiras. No mercado ilegal, claro. Seria tão mais fácil na América.
PS5: Com todo este trabalho que envolve lidar com dois recém-nascidos já praticamente perdi o peso que ganhei durante a gravidez. Qualquer dia já começo a vestir outras cores que não preto :)
Este post é apenas uma meia novidade, pois aos leitores mais atentos essa informação já foi chegando com o desenrolar dos acontecimentos. Vejamos:
- Não tenho futuro como vidente: onde escrevi que três grandes projectos iam acontecer em 2013. Como já plantei muita árvore no Minho, e como tenho este blog, um "livro" da era digital, seguramente que ter um filho seria um dos grandes acontecimentos de 2013.
- De vez enquando lá acontece: quando um ovo se divide em dois dá nisto! choque!
- the XX - Angels: Não é preciso ser um sábio da genética para saber o que significa quando o par do cromossoma 23 é XX.
- E hoje, 18.01.13: O carvalho, meu sobrenome e também uma árvore, neste caso genealógica, ganhou duas ramificações.
Estamos todos em boa forma e muito contentes! Eu e a Ana porque vamos ter infinitas possibilidades de fazer pequenos testes e observações do tipo nature vs nurture e as garotas porque não podiam ter tido mais sorte com os pais que lhes calharam. As próprias enfermeiras confidenciaram-nos que as apanharam a fazer comentários dessa índole.
Algumas observações sobre esta notícia, mas sem me alongar que em meia hora tenho que ir mudar umas fraldas e usar um aparelho semelhante a uma autoclave em pequena escala:
Já não é a primeira nem a segunda vez que aqui desabafo o quão dura é a vida de um farmacêutico emigrante. O dia da primeira ecografia foi outro exemplo disso, pois falhei-a devido a trabalho. Através da recomendação de um farmacêutico amigo consegui dois dias a trabalhar numa farmácia onde nunca antes tinha estado. Isto foi marcado com bastante antecedência, bem antes de sabermos qual seria a data da primeira ecografia. Como se tratava de uma farmácia independente e numa terrinha com muito bom aspecto e que até pagava bem acima da média, não desmarquei e convenci a Anita que não era apropriado desmarcar-me, isto com a perspectiva de usar o meu charme e de ficar na lista de farmacêuticos a contactar em situações futuras. (detesto chegar atrasado ou cancelar marcações, mas obviamente caso tivesse sido para uma grande companhia tipo Boots ou Lloydspharmacy tê-lo-ia feito).
Nesse dia, as 15h00 chegaram sem que a Anita, que tinha ido para a ecografia das 10h30, tivesse dado notícias. Eu estava a entrar em parafuso e com a certeza de que algo "anormal" teria acontecido. E quando se vai para a primeira ecografia vai-se com receio de muitas coisas. (não da possibilidade de gémeos, isso não passa pela cabeça de ninguém)
Agora até acho piada, mas naquele dia, e porque temos esta coisa de pregar partidas um ao outro, só acreditei quando cheguei a casa e olhei a Ana olhos nos olhos.
Outro facto feliz é que dentro do nosso grupo de bons amigos Portugueses (e nesta definição englobo um número pequeno de pessoas) a viver no Northwest da Inglaterra há um autêntico baby-boom. Cinco (!) bebés a nascer num espaço de 14 meses. Isto contraria as recentes notícias de uma forte descida da taxa de natalidade em Portugal. O jovem Português, tal como o panda ou o rinoceronte que apenas procria em cativeiro quando atinge altos níveis de conforto e baixos níveis de stress, parece atingir a zona de conforto mais facilmente fora do seu país.
Facto curioso é que desses cinco bebés, cinco são meninas! Seguramente que este facto improvável é estatisticamente relevante para se tentar fazer uma análise Darwinista do sucedido. Qual será a vantagem evolutiva da espécie humana em gerar fêmeas quando tenta invadir um território alheio?
Quanto à gravidez em si correu tudo bem. É sempre considerada uma gravidez de risco, sobretudo pelo facto de terem partilhado a mesma placenta. Uma bebé foi (e continua) sempre mais pequenina durante toda a gravidez, um verdadeiro "palitinho", enquanto que a outra, que foi sempre mais crescida, esteve no país das maravilhas dentro do útero da mamã.
Ora bem, e com as pistas do último parágrafo resta-me terminar o post falando dos nomes das meninas. Lembram-se do post de novembro de 2010 sobre que nomes dar a filhos portugueses nascidos no Reino Unido? Não antecipei que viesse a ser tão útil. Obrigado aos que nele contribuíram de forma tão interactiva para a construção dessa lista.
Alguém adivinha os nomes? (não vale a participação de quem já o sabe por outras vias)
PS: Só agora dei esta notícia porque tinha que ter a certeza que eu era o pai. Já as vi. Sou. (isto porque houve muitos momentos que não me lembro à volta da altura estimada da concepção)
PS2: Pensei que ia chegar a rico. Not
PS3: Pensava eu que a nossa maior aventura seria deixar Portugal e trabalhar no estrangeiro. Not
PS4: Eu que sempre fui contra as armas, que sempre identifico a sociedade americana como o expoênte máximo da estupidez humana (em muito devido às armas) vejo-me agora obrigado a adquirir duas caçadeiras. No mercado ilegal, claro. Seria tão mais fácil na América.
PS5: Com todo este trabalho que envolve lidar com dois recém-nascidos já praticamente perdi o peso que ganhei durante a gravidez. Qualquer dia já começo a vestir outras cores que não preto :)
Tema
Twins
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Criatividade
Criatividade é das coisas mais fascinantes no ser humano. Uma qualidade admirável.
Há lojas comerciais com nome fabulosos. Aqui na terrinha:
Cod Father - Um fish&chips
Fry Day Nights - Um take-away
Root 66 - Cabeleireiro
Fintastic - Peixaria
Tema
Living in the UK
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Se o migrant_script não vai à neve...
a neve vem ao migrant_script. (chega a ser romântico).
E que saudades tinha eu da neve, muito fruto de uma última experiência cheia de boas memórias, Andorra em 2011. Desta vez não houve esquis, mas nem por isso deixei de "patinar".
Assim, há coisa de duas semanas calhou-me o turno da noite numa sexta-feira. E tal como o descrito na previsão do boletim meteorológico começou a nevar fortemente pelas 19h00. Inicialmente toda a gente suspirava o quão bonita era a neve e o quão divertido iria ser o fim de semana que vinha a caminho, e toda a brincadeira com as crianças que iria proporcionar. Ora, primeiro eu ia ter um fim de semana de trabalho, e segundo nem crianças para brincar na neve eu tenho, por isso fiquei indiferente e sem grande interesse. O facto de ninguém ter entrado na farmácia nas duas últimas horas de abertura, e de não ter parado de nevar por um minuto deixou-me com algum receio.
E que saudades tinha eu da neve, muito fruto de uma última experiência cheia de boas memórias, Andorra em 2011. Desta vez não houve esquis, mas nem por isso deixei de "patinar".
Assim, há coisa de duas semanas calhou-me o turno da noite numa sexta-feira. E tal como o descrito na previsão do boletim meteorológico começou a nevar fortemente pelas 19h00. Inicialmente toda a gente suspirava o quão bonita era a neve e o quão divertido iria ser o fim de semana que vinha a caminho, e toda a brincadeira com as crianças que iria proporcionar. Ora, primeiro eu ia ter um fim de semana de trabalho, e segundo nem crianças para brincar na neve eu tenho, por isso fiquei indiferente e sem grande interesse. O facto de ninguém ter entrado na farmácia nas duas últimas horas de abertura, e de não ter parado de nevar por um minuto deixou-me com algum receio.
(frente da farmácia bem antes da hora do fecho)
(parque de estacionamento, onde o meu carro estava sozinho)
Aqui começou um verdadeiro pagode. Há um portão que apenas abre ao detectar a presença do carro. O pior é que esse portão fica numa rampa com uma inclinação suficiente para que o carro, numa situação de nevão, não arranque uma vez parado. A mesma coisa já me tinha acontecido há três anos atrás. Mas desta vez estava mesmo sozinho.
Depois de muito patinar e já a considerar dormir na farmácia, lá encontrei sal num contentor e espalhei-o à mão. Esperei uns 20 min para que a neve derretesse e lá consegui. Mesmo assim, foi mesmo à justa. Daí tive que fazer uma rua inteira em contra-mão e uma rotunda ao contrário (isto para evitar descidas que adivinhava não conseguir subir).
Decidi filmar algumas partes da minha saga com o telemóvel e editar no iMovie (não está grande espingarda, mas já valeu ter aprendido a trabalhar com o programa).
Depois de entrar na auto-estrada deixei de filmar, e apesar de estar ainda a mais de 15km de casa estava confiante que seria fácil chegar ao destino. Enganei-me. A auto-estrada estava fechada a partir do meio do meu percurso, e em Blackburn o nevão tinha sido bem pior!
Lá acabei por chegar a casa pela 00:30. Houve zonas do percurso que as rodas do carro entraram nos regos cavados por outros carros e a parte da frente do carro fez de limpa neves a empurrar a neve. Isso deve explicar o facto de a tampa que fica por debaixo do motor se tenha partido e caído. Muita gente vi a deixar os carros encalhados e a andar ao longo das estradas e auto-estrada. Um cenário incrível.
Estacionei o carro e tirei umas fotos antes de entrar em casa:
Mas isso de chegar a casa, apesar da sensação de alivio, não me deixou descansar. Porquê? Porque no dia seguinte era Sábado de intenso trabalho. Era suposto trabalhar das 9:00-13:00 numa farmácia bem lá no meio do nada, na montanha, e depois 15:00-22:30 na minha farmácia do costume. Seguindo os conselhos da Anita, lá mandei email e sms ao responsável pela coordenação dos farmacêuticos locums da farmácia de Sábado de manhã a dizer que muito provavelmente no dia seguinte não conseguiria ir trabalhar devido à neve. Disse também que de qualquer modo ia meter o alarme para bem cedo, e que pelo menos ia tentar.
Assim foi. Apesar de ter deitado já depois da 1:00am às 6:00am já estava a pé. Já tinha parado de nevar e a estrada em frente à minha casa já estava melhor. Como estava frio, decidi, pela primeira vez de sempre, usar uma camisola de lã por cima da camisa e gravata, já que normalmente rapo frio na farmácia da terriola.
Já com pequeno almoço no bucho lá entro no carro, com quase duas horas no bolso para fazer os 40 km que me esperavam. O problema foi que apesar de ter estacionado pertinho da estrada principal, fi-lo na estrada secundária perpendicular à principal (exactamente no lugar oposto ao carro da foto acima, todo coberto de neve). O resultado foi o carro completamente atolado de neve. É que nem 5 cm ele mexeu apesar das altas rotações dos pneus. Lá fui à arrecadação exterior (e nem me vou alongar no trabalho de tirar neve para abrir portas) para ir buscar uma pá. E lá andei a tirar neve à pá durante uns longos minutos. Entrei e saí do carro umas seis ou sete vezes, com progressos na ordem dos 50cm de cada vez. 20 minutos depois lá consegui entrar na estrada, não sem antes ter tido a ajuda de outro portador de uma pá e de um bêbado que passava na rua naquela altura. A suar em pinga, tirei a camisola, liguei o ar condicionado no frio, abri a camisa e fiz-me ao caminho.
(auto-estrada praticamente limpa logo de manhã cedo! Grande trabalho durante a noite. Dá para ver muitos carros que foram deixados ao longo da auto-estrada na noite anterior)
E sem grandes incidentes lá cheguei à primeira farmácia, e depois à segunda farmácia. Só para terem uma ideia, a minha patroa que vive na mesma cidade da farmácia (embora na periferia) ficou num hotel de sexta-feira para Sábado e Sábado para Domingo como forma de garantir que não faltava ao trabalho, e ela tem um 4x4!
(quando estacionei antes de começar o turno 9:00-13:00)
PS: Agora digam lá que não é de valor um farmacêutico dedicado como este.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
28 days later
Por acaso este post é mesmo sobre os filmes 28 days later / 28 weeks later.
Quanto a filmes, sou capaz de ver qualquer tipo de filme, mas o que realmente me entusiasma é ficção científica. Si-fi daquela que nos deixa a pensar que um dia até poderia ser real, e então se meter manipulação/selecção genética, ainda mais de encontro ao meu agrado é.
Filmes tipo Incrível Hulk, Homem Aranha, X-Man, zoombies e vampirada, que são rotulados de ficção científica, já não me entusiasmam, e normalmente nem oportunidade lhes dou. Isto muito por culpa da forma "fantástica" de os americanos fazerem filmes. (Se não conseguir pensar "isto poderia ser real", já não presta, e os americanos são peritos em estragar essa magia).
Há uns meses atrás acabei por comprar no ebay o "28 days later" e o "28 weeks later". £1,49 cada já com entrega! Já os tinha visto, mas senti que tinha de os rever, e de os ter na prateleira.
São filmes britânicos, filmados no UK, o que dá um sentimento extra de familiaridade.
Aconselho, apesar de haver uma opinião bastante dispar sobre estes filmes, para mim são sem dúvida os melhores filmes sobre o tema "zoombie" (embora na realidade nem sejam realmente zoombies).
Acho que é a simplicidade das cenas e dos diálogos, que o torna mais autêntico. (Ao invés dos filmes americanos onde a acção está sempre no limite, onde os diálogos são sempre no imperativo).
E a banda sonora? Essa é inquestionavelmente a melhor de sempre:
Alguém partilha da opinião?
Quanto a filmes, sou capaz de ver qualquer tipo de filme, mas o que realmente me entusiasma é ficção científica. Si-fi daquela que nos deixa a pensar que um dia até poderia ser real, e então se meter manipulação/selecção genética, ainda mais de encontro ao meu agrado é.
Filmes tipo Incrível Hulk, Homem Aranha, X-Man, zoombies e vampirada, que são rotulados de ficção científica, já não me entusiasmam, e normalmente nem oportunidade lhes dou. Isto muito por culpa da forma "fantástica" de os americanos fazerem filmes. (Se não conseguir pensar "isto poderia ser real", já não presta, e os americanos são peritos em estragar essa magia).
Há uns meses atrás acabei por comprar no ebay o "28 days later" e o "28 weeks later". £1,49 cada já com entrega! Já os tinha visto, mas senti que tinha de os rever, e de os ter na prateleira.
São filmes britânicos, filmados no UK, o que dá um sentimento extra de familiaridade.
Aconselho, apesar de haver uma opinião bastante dispar sobre estes filmes, para mim são sem dúvida os melhores filmes sobre o tema "zoombie" (embora na realidade nem sejam realmente zoombies).
Acho que é a simplicidade das cenas e dos diálogos, que o torna mais autêntico. (Ao invés dos filmes americanos onde a acção está sempre no limite, onde os diálogos são sempre no imperativo).
E a banda sonora? Essa é inquestionavelmente a melhor de sempre:
Alguém partilha da opinião?
Tema
TV
Subscrever:
Mensagens (Atom)



