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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Limpinho


Há umas semanitas atrás fizeram um trabalho limpinho ao carro da Ana. Tiraram a matricula da frente e de trás do carro dela. Nem risco fizeram, por isso não foi vandalismo gratuito.

Reportamos à polícia logo que fomos avisados pelo nosso vizinho. Até agora ainda não recebemos mais notícias sobre o sucedido, o que é bom. Uma coisa é certa, não foi com o intuito de usar matriculas falsas para evitar pagar portagens de auto-estrada.

- - - -

Já agora menciono o tema que todos esperavam após leitura do título do post. Quando pensamos que já não há mais nada de novo, que não há mais nada para conquistar, o FCP encontra forma de manter a emoção nas conquistas! Ganhar o campeonato contra o rival com golo no último minuto? Fazer o Tri em que dois dos campeonatos foram imaculados? O coração de adepto continua a vibrar, não há como não.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Criatividade

Criatividade é das coisas mais fascinantes no ser humano. Uma qualidade admirável.

Há lojas comerciais com nome fabulosos. Aqui na terrinha:

Cod Father - Um fish&chips

Fry Day Nights - Um take-away

Root 66 - Cabeleireiro

Fintastic - Peixaria

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Se o migrant_script não vai à neve...

a neve vem ao migrant_script. (chega a ser romântico).

E que saudades tinha eu da neve, muito fruto de uma última experiência cheia de boas memórias, Andorra em 2011. Desta vez não houve esquis, mas nem por isso deixei de "patinar".

Assim, há coisa de duas semanas calhou-me o turno da noite numa sexta-feira. E tal como o descrito na previsão do boletim meteorológico começou a nevar fortemente pelas 19h00. Inicialmente toda a gente suspirava o quão bonita era a neve e o quão divertido iria ser o fim de semana que vinha a caminho, e toda a brincadeira com as crianças que iria proporcionar. Ora, primeiro eu ia ter um fim de semana de trabalho, e segundo nem crianças para brincar na neve eu tenho, por isso fiquei indiferente e sem grande interesse. O facto de ninguém ter entrado na farmácia nas duas últimas horas de abertura, e de não ter parado de nevar por um minuto deixou-me com algum receio.
 (frente da farmácia bem antes da hora do fecho)
(parque de estacionamento, onde o meu carro estava sozinho)

Aqui começou um verdadeiro pagode. Há um portão que apenas abre ao detectar a presença do carro. O pior é que esse portão fica numa rampa com uma inclinação suficiente para que o carro, numa situação de nevão, não arranque uma vez parado. A mesma coisa já me tinha acontecido há três anos atrás. Mas desta vez estava mesmo sozinho. 
Depois de muito patinar e já a considerar dormir na farmácia, lá encontrei sal num contentor e espalhei-o à mão. Esperei uns 20 min para que a neve derretesse e lá consegui. Mesmo assim, foi mesmo à justa. Daí tive que fazer uma rua inteira em contra-mão e uma rotunda ao contrário (isto para evitar descidas que adivinhava não conseguir subir).

Decidi filmar algumas partes da minha saga com o telemóvel e editar no iMovie (não está grande espingarda, mas já valeu ter aprendido a trabalhar com o programa).


Depois de entrar na auto-estrada deixei de filmar, e apesar de estar ainda a mais de 15km de casa estava confiante que seria fácil chegar ao destino. Enganei-me. A auto-estrada estava fechada a partir do meio do meu percurso, e em Blackburn o nevão tinha sido bem pior! 


Lá acabei por chegar a casa pela 00:30. Houve zonas do percurso que as rodas do carro entraram nos regos cavados por outros carros e a parte da frente do carro fez de limpa neves a empurrar a neve. Isso deve explicar o facto de a tampa que fica por debaixo do motor se tenha partido e caído. Muita gente vi a deixar os carros encalhados e a andar ao longo das estradas e auto-estrada. Um cenário incrível.

Estacionei o carro e tirei umas fotos antes de entrar em casa:




Mas isso de chegar a casa, apesar da sensação de alivio, não me deixou descansar. Porquê? Porque no dia seguinte era Sábado de intenso trabalho. Era suposto trabalhar das 9:00-13:00 numa farmácia bem lá no meio do nada, na montanha, e depois 15:00-22:30 na minha farmácia do costume. Seguindo os conselhos da Anita, lá mandei email e sms ao responsável pela coordenação dos farmacêuticos locums da farmácia de Sábado de manhã a dizer que muito provavelmente no dia seguinte não conseguiria ir trabalhar devido à neve. Disse também que de qualquer modo ia meter o alarme para bem cedo, e que pelo menos ia tentar.

Assim foi. Apesar de ter deitado já depois da 1:00am às 6:00am já estava a pé. Já tinha parado de nevar e a estrada em frente à minha casa já estava melhor. Como estava frio, decidi, pela primeira vez de sempre, usar uma camisola de lã por cima da camisa e gravata, já que normalmente rapo frio na farmácia da terriola.

Já com pequeno almoço no bucho lá entro no carro, com quase duas horas no bolso para fazer os 40 km que me esperavam. O problema foi que apesar de ter estacionado pertinho da estrada principal, fi-lo na estrada secundária perpendicular à principal (exactamente no lugar oposto ao carro da foto acima, todo coberto de neve). O resultado foi o carro completamente atolado de neve. É que nem 5 cm ele mexeu apesar das altas rotações dos pneus. Lá fui à arrecadação exterior (e nem me vou alongar no trabalho de tirar neve para abrir portas) para ir buscar uma pá. E lá andei a tirar neve à pá durante uns longos minutos. Entrei e saí do carro umas seis ou sete vezes, com progressos na ordem dos 50cm de cada vez. 20 minutos depois lá consegui entrar na estrada, não sem antes ter tido a ajuda de outro portador de uma pá e de um bêbado que passava na rua naquela altura. A suar em pinga, tirei a camisola, liguei o ar condicionado no frio, abri a camisa e fiz-me ao caminho.
(auto-estrada praticamente limpa logo de manhã cedo! Grande trabalho durante a noite. Dá para ver muitos carros que foram deixados ao longo da auto-estrada na noite anterior)

E sem grandes incidentes lá cheguei à primeira farmácia, e depois à segunda farmácia. Só para terem uma ideia, a minha patroa que vive na mesma cidade da farmácia (embora na periferia) ficou num hotel de sexta-feira para Sábado e Sábado para Domingo como forma de garantir que não faltava ao trabalho, e ela tem um 4x4!

(quando estacionei antes de começar o turno 9:00-13:00)


PS: Agora digam lá que não é de valor um farmacêutico dedicado como este.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Secret Santa

O Secret Santa (ou versão portuguesa "amigo secreto") é algo bastante popular por terras britânicas. Em qualquer loja, empresa ou até grupos de amigos é organizado uma troca de prendas anónima por altura do natal. Algum tempo antes do natal cada um tira um papelinho com o nome de um colega de trabalho e fica encarregue de lhe comprar um prenda até ao natal.

Tinha mais piada se todos alinhassem em prendas "malandras" e para gozar com o prendado respectivo, mas a maior parte dos meus colegas querem é dar uma prenda que seja "lovely" tal como eles dizem.
(Pensei que era assim que todos alinhavam, e no meu primeiro ano comprei a uma técnica de farmácia uma lingerie feita de doces (rebuçados e afins). Foi uma galhofa por causa disso, mas ela nem a chegou a levar para casa. Pelos vistos o marido é diabético. Temos pena que a minha prenda não tenha sido "lovely".)

Este ano e provavelmente devido à minha fama de um gosto requintado e de quem come comida estranha (polvo, lulas, peixe inteiro, cabidela etc) recebi isto:
Uns "Thai green curry crickets". Portanto uns grilos à moda da Tailândia. Não comi nada semelhante quando lá fui no ano passado (sim, já estamos em 2013), e vou agora comê-los no Reino Unido. Gostei, é este o tipo de prendas que defendo para os Secret Santas. (Obviamente que vou comê-los. Planeio ter uma cervejola à mão.

Também recebi:
Flores de camomila para fazer infusão. Também sou olhado de canto na farmácia por beber infusões. Já não bastava beber chá sem leite, como também bebo infusões de camomila, cidreira, limão e outras que tais, dos quais os inlgeses nem querem saber.

E ainda:

Uns saquinhos para fazer o "mulled wine". Que cheirinho agradável que têm. Irei usá-los com certeza.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Second Bedroom - Job finished!

Ora viva caros seguidores,

Com este post metemos um ponto final na transformação dos dois quartos da nossa casa.
Há dois anitos fizemos o quarto1, numa empreitada que durou uns sete meses. Foi um processo de aprendizagem no qual demos algumas turras, mas que ficou tal como idealizamos. Demoramos sete meses, mas não havia pressa!

Desta vez foi diferente. Estávamos no inicio de Novembro e os sogros já com viagens compradas para vir cá passar o natal. Eu e a Ana no centro do quarto, comigo a argumentar que não daria tempo para acabar, ela a dizer que sim, eu a dizer que não ia deixar a minha cama caso não terminássemos a tempo, que seria então melhor fazer apenas uma redecoração mais ligeira.... Pouco tempo depois já estávamos a rasgar papel da parede, a levantar carpetes e a deitar as paredes abaixo.
E assim no final do dia olhamos para o quarto completamente destruído, e sabendo que estávamos num ponto sem retorno, engolimos em seco e fomos dormir com a cabeça a fervilhar de ideias.  (ao ponto de acordar um ao outro a meio do sono só para dizer "ah já sei como vamos fazer isto ou aquilo"...

Aqui está o post que fiz nesse primeiro dia em decidimos remodelar o segundo quarto.

Hoje, poucos dias depois de termos terminado o quarto (no mesmo dia em que chegaram os sogros!!) cá fica o post que completa o primeiro:






A foto-saga desde o primeiro dia pode ser vista aqui


No final do post das obras do primeiro quarto disse que não me voltaria a meter noutra. Desta vez não volto a dizê-lo. A verdade é que para quem trabalha full time pode ser um pouco exigente, mas não deixam de ser "exciting".

PS: Nas obras deste quarto eu fui claramente o engenheiro e a Ana o arquitecto.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Tesco's Olive Oil episode

Se há coisa que uso todos os dias na cozinha, é o azeite. Gosto de usar o azeite em quase tudo, e gosto que o mesmo seja bom. Nem é pelo sabor que fico fã ou não de um azeite, mas mais pela sua espessura e consistência.

Esta semana acabamos com o azeite cá em casa e a anita no fim do trabalho lá passou pelo Tesco e trouxe uma garrafita "à experiência". O azeite virgem extra lá mostrou ter as propriedades desejadas, mas quando a anita me disse que o preço que tinha pago tinha sido £2,69 por litro eu reagi de forma um pouco abrupta ao dizer que ela estaria errada, que tal não era possível (ou que a garrafa não seria de litro, ou que ela teria visto mal). Como em qualquer casal, cada um tem a area of expertise, e na mesma proporção em que não sei o preço médio do amaciador da roupa, percebo do azeite, e portanto nunca tinha visto um azeite abaixo dos £3,30 por litro e mesmo esses são os azeites a dar a óleo.

Hoje, dia de folga, e após uma caminhada matinal lá passamos pelo Tesco:

Ou seja, a garrafa de azeite de 1 litro do azeite virgem extra do Tesco a £2,69 enquanto que na prateleira de cima, a garrafa de 0,75l do mesmo azeite a £3,53! Só pode ter sido um erro na atribuição dos preços por parte desta cadeia de supermercados. Isto significa que de alguma forma ambos tínhamos razão, o preço era realmente esse tal como a Ana disse, mas era um preço impossível tal como eu argumentei.

Ora bem, e assim lá metemos no carrinho todas as garrafas de azeite de litro (10 no total). Aliás, como estávamos um  pouco perplexos com a situação, ficamos algum tempo a olhar para as prateleiras e eu até peguei no telemóvel para tirar a foto acima antes de meter as duas últimas garrafas de azeite no carrinho. Enquanto me preparava para tirar uma foto uma senhora aproximou-se da prateleira, olhou de relance para as garrafas de azeite em questão, e achou por bem levar a garrafinha mais pequena de 0,75L pelos £3.53!


Duas situações a reflectir sobre este post aborrecido:
1) Não senti qualquer culpa em tirar partido de um claro erro do hipermercado. Uma companhia que faz milhões, e ainda por cima a que pior paga aos farmacêuticos na farmácias que tem. Se se tratasse do comércio local seria outra história.

2) Quando vi a senhora a pegar na garrafa de 0.75L (preço por litro = £4,70) fiquei pasmado e ainda dei  um passo atrás dela para a chamar à atenção, mas depois parei, primeiro porque era menos uma garrafa que eu levaria e depois porque que acho que cada um deve pagar as consequências da própria "burrice".

Fazem compras desta forma sem olhar a preços e depois queixam-se da crise! Não há pachorra.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

the coolest eva

debit card,

Não contente com o facto de já ter mostrado o meu cartão multibanco a todos os amigos, venho para aqui procurar paz interior ao mostrá-lo a todo o mundo.

O meu banco, Halifax, dá a oportunidade a que todos os seus clientes com mais de 1 milhão de libras na conta tenham um cartão personalizado.

Assim fiz:

Estejam preparados para todo o tipo de reacções por parte do staff dos locais onde paguem com o cartão.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Viver no UK: Gastos obrigatórios

Boas noites,

Visto que a maior parte das visitas que por aqui passam continuam a ser de Portugal, vou aqui de forma resumida responder a uma das perguntas mais comuns que recebo: Quanto é que se gasta em média para viver no UK?

Os valores apresentados, são os da minha própria experiência, pelo que outras pessoas terão gastos relativamente diferentes dos nossos.

Electricidade: £30/mês (Média do nosso último ano. A maior parte gasta mais)
Gás: £30/mês (Média do nosso último ano. A maior parte gasta mais)
Água: £22/mês (No nosso caso é um valor fixo independentemente da água consumida. andará na média)

Council Tax: £100/mês durante 10 meses por ano. (Isto é o imposto municipal pago à câmara municipal pelas despesas de polícia, bombeiros, recolha de lixo etc etc. Este valor varia de região para região e em função do valor da casa. £100/mês é mesmo o mínimo que alguém pagará. Quem viver sozinho numa casa tem direito a desconto de 25% no nosso council.)

Telefone + Internet: Acabamos por pagar em média £20-£22 mês. (No nosso caso tem o bónus de chamadas ilimitadas para Portugal)

TV Licence: £145/ano (Taxa única, mais barata apenas para quem comprar TV licence para TV a preto e branco!Isto não é nenhum serviço de tv cabo, é apenas para podermos ter televisão! Mesmo quem apenas tem computador ou portátil deve pagar este montante uma vez que pode aceder a conteúdos televisivos pela internet. A vantagem é que a televisão capta em canal aberto uma porrada de canais sem necessidade de subscrição que qualquer pacote de canais.)

Telemóvel: £10 - £15/mês (£10 eu que tenho 100min, 100sms, net ilimitada e 60min para Portugal, £15 no caso da Ana que tem mais minutos e sms fruto da vida social muito mais agitada :p. Neste campo a maior parte das pessoas gasta bem mais).

Carro: (Quem vive e trabalha numa grande cidade normalmente opta por não ter carro)
1) Inspecção: £35-£50. Feita anualmente.
2) Selo de circulação. £30/ano. (isto no meu caso e da Ana pois temos carros com baixas emissões de CO2. Custo médio será pelas £95 e £190)
3) Seguro automóvel: Este é que é a verdadeira dor de cabeça! No meu caso foi cerca de £800, no da Ana £500. Qualquer um acabado de chegar cá, sobretudo se tiver menos de 25 anos deverá contar com £1500-£2000 por ano.

Aluguer de casa: Diria que acima de Birmingham devem esperar pagar entre £450-£550/mês por uma casa com dois quartos, ou com um quarto apenas se se tratar de um apartamento xpto. Abaixo de Birmingham é outra história, mas perguntem a quem lá vive.


Este post não tem por objectivo funcionar como dissuasor ou promotor da vinda para o UK, apenas tem um objectivo informativo.

domingo, 9 de outubro de 2011

New series of "DIY for beginners" are back

Ora viva,

Quem é seguidor do blog há mais de um ano já conhece a missão que eu e a Ana abraçamos depois de termos comprado a casa onde vivemos: Acabar com alcatifas e papel de parede.

A prioridade absoluta recaiu no quarto principal onde dormimos, e que por sinal era o que estava em pior estado. A saga dessa primeira experiência que durou uns penosos sete meses ficou relatada aqui. Várias vezes comentamos entre nós que não nos voltaríamos a meter noutra semelhante. Acontece que a memória é curta!






A verdade é que este segundo quarto não tem servido apenas de quarto de arrumações, e com visitas regulares de tão ilustres personalidades, chegou a hora de dar um facelift ao quarto.

Com a experiência adquirida no primeiro quarto, não deverá ser muito difícil. A única coisa que me deixa um pouco desassossegado é saber que tenho visita dos sogros para o natal e que no último projecto demoramos sete meses!

Foi assim que este fim de semana quebramos a rotina de trabalhar numa farmácia.


PS: Pelas fotos até pode parecer que não havia necessidade e que o quarto estaria bem, mas um quarto com uma tomada eléctrica apenas, com uma carpete roxa e paredes pouco lisas com várias camadas de papel de parede já não se usa, e além disso não há mesmo nada para fazer nos dias curtos de inverno.

Se isto não é uma partida do belzebu...

...então não sei explicar.

Já em posts anteriores (post1post2) tinha falado das demasiadas coincidências à volta do 666, mas até agora o belzebu nunca tinha pregado partidas.

Ora bem, acontece que, tal como já referi algumas vezes, sendo empregado por conta própria (self-employed) tenho que manter um registo detalhado da minha actividade profissional. Isto é simples e envolve registar os detalhes da farmácia onde prestei os meus serviços, detalhes do total viajado, e detalhes do pagamento. Até agora mantive sempre um registo bastante organizado no portátil, fazendo regularmente cópias de segurança.
Com a chegada do verão e uma agenda social mais preenchida, ou talvez devido a uma maior dependência do meu smartphone, desleixei-me um pouco, e desde Maio que apenas fazia um cuidadoso registo da minha actividade profissional numa das apps do meu smartphone.
Desde Maio que em ocasiões esporádicas o meu subconsciente me ia murmurando que não se sentia confortável com o facto de ter toda a informação num objecto apenas, objecto esse sujeito e perda, roubo, estrago e sabe-se lá mais o que.

Ora bem, chegou Outubro, e lá tive que ceder aos apelos dos subconsciente.
2h00am, no conforto da minha sala, lá me sentei no sofá com o portátil no colo e o telemóvel na mão pronto a transferir toda a informação para uma folha exel onde organizo toda a informação necessária, da qual posteriormente faço cópia de segurança. Pronto para começar, e antecipando um par de horas de trabalho, decido ir buscar uma chávena de chá verde.
Provo o chá, pouso a chávena, pego no telemóvel, escorrega-me o telemóvel que cai dentro do chá. Escusado será dizer que apesar de uma rápida intervenção o telemóvel deixou de funcionar.



PS1: Desde Maio, e durante este meses todos em que pouco me preocupei com a segurança da informação guardada no telemóvel, o telemóvel andou comigo todos os dias, deu grandes caminhadas, subiu penhascos, andou de avião, foi à Grécia, e até andou de kayak e nada. No dia em que me preocupo e que decido fazer algo, o telemóvel afunda-se numa chávena de chá...Como disse no início, se isto não é obra do Belzebu, então não sei.

PS2: Durante duas horitas devo ter disparado palavrões à velocidade de uma metralhadora até que desisti e fui prá cama acordar a Ana e relatar o meu drama. Após uma noite todo desmontado a secar, o telemóvel acordou a funcionar a meio gás, e durante o dia teve alta do acidente da noite anterior.
Fiquei aliviado,mas irritado com as horas de irritação que passei.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

mingrant_script top saving tips 2

1 - Cinema - Orange Wednesdays


Ora bem, desde que cá cheguei ao UK só fui praí umas 3 ou 4 vezes ao cinema, muito pela simples razão de achar que é demasiado caro. Não sou forreta, só acho que tudo tem um preço, e detesto pagar mais do que é merecido por qualquer coisa, sobretudo quando a experiência oferecida pelo cinema é pouco melhor que aquela que podemos ter em casa com as fabulosas televisões que hoje em dia temos em casa e sem o desconforto de pipocas a voar por todo o lado e alguém e empurrar a nossa cadeira com os joelhos.


Convivi confortavelmente com esta atitude até ao lançamento do "Inbetweeners the film". Há coisas que não dá para adiar, e comecei a ficar angustiado, a dormir mal e ficar de mau humor com a ideia de ainda não ter visto este filme. Ora bem, decidi então ir ao google e pesquisar "cheap cinema tickets", "cinema vouchers" etc até que fui dar ao site MSE que já referi outras vezes. Aí descobri o "Orange Wednesdays". Os clientes da operadora de telemóvel Orange podem enviar uma sms com o texto "FILM" para o nr 241 e recebem um código que lhes permitem ter um bilhete grátis na compra de um bilhete de cinema às  quartas-feiras. E não é que eu e a Ana temos as quartas-feiras de folga todas as semanas?! mesmo a calhar.
Eu não era cliente da Orange, mas seguindo as instruções no site mencionado encomendei logo um cartão da Orange que prontamente me chegou a casa pelo correio. (não tem carregamentos obrigatórios nem tão pouco tenho que fazer chamadas, apenas vai viver no meu velhinho nokia e acordar nas terças-feiras antes das quartas-feiras que queira ir ao cinema! 35p a sms).


Assim lá tivemos os 2 bilhetes por £7,50 (em vez de £15)


Quanto ao filme tenho a dizer que está lá, 5 estrelas.
Esta série, que já aqui falei, atingiu uma fama que não poderia de forma alguma ser expectável. Deu para sentir por parte da audiência algum culto da série.
Trailer:



(admito que à partida, apenas vendo o trailer, possa parecer mais um "American Pie" versão inglesa)


Os Inbetweeners é uma série sobre um grupo de quatro amigos, que vivem nos arredores de Londres, e que acompanha a sua vida ao longo do percurso na Escola Secundária. O filme surge como capitulo final nas férias de verão entre escola e Universidade.


Esta série é do mais rude que pode existir mas ao mesmo tempo um retrato muito realista do UK e está classificada como para maiores de 18, apesar dos actores representarem personagens com 15 até 18 anos.
Se ficarem tentados a ver, por amor de Deus, comprem na Amazon as 3 séries (£13), e só depois comprem os bilhetes para o filme.
Mais uma vez, está 5 estrelas ao ponto de ter passado a quinta-feira a rir sozinho e com aquele aperto idêntico ao que se sente quando se vem de umas férias fabulosas... "acabou, não vai voltar, nãooooooooooooooo"


PS: Vivo em Blackburn, sou sócio do Backburn Rovers e trabalho em Burnley. A rivalidade entre Burnley e Backburn é EXTREMA (igual ou pior que Braga vs Guimarães), ultrapassando mesmo o futebol. Gostei muito quando numa determinada parte do filme, Burnley veio à baila (jovens de Burnley em férias na Grécia) e um dos personagens principais comenta "Burnley is shit anyway", e toda a plateia no cinema (Backburn) começa e celebrar como se estivesse num estádio de futebol e tivesse sido golo!
PS2: Gostei também de ver um personagem com a tattoo do Blackburn Rovers no braço!




2 - Internet Surveys


E não é que funciona? Aqui não se trata de poupar dinheiro, mas de fazer dinheiro. Já estou registado com alguns sites de "sondagens" (internet surveys) praí há 3 anos. A verdade é que raramente me dou ao trabalho de prestar atenção a estes "surveys", acabando por fazer menos do que um por mês. Lembrei-me porque enquanto esperava que a Ana chegasse do trabalho para irmos ao cinema lá recebi um email a convidar para mais um survey. 10 min e pagavam £1. Achei justo e fiz.


Em 3 anos terei feito £40 a £50, mas é possível ganhar muitíssimo mais para quem tiver disponibilidade. (ainda agora recebi convite para um survey que dura 15min e pagariam £1,5)


Os melhores sites de surveys:
http://www.panelbase.net/
http://uk.lightspeedpanel.com/


(são os melhores pois pagam em dinheiro. Não tenho paciencia para ganhar "vouchers")




Abraço

domingo, 28 de agosto de 2011

Como apanhar uma carroça num restaurante Inglês sem ficar a pedir?

Só recentemente descobri como!

Há coisa de uma semana atrás eu e a Ana fomos, com outro casal cuja rapariga trabalha com a Ana,  jantar a um restaurante ligeiramente diferente do normal.

A Ana já lá tinha ido anteriormente num jantar da farmácia, e tinha ficado com vontade de lá voltar. É um restaurante ligeiramente diferente na medida em que é em todos os aspectos um ambiente o mais familiar possível. A "casa", é verdadeiramente uma casa normal, o que por cá se chama uma terraced house (casa geminada) cuja sala da frente foi transformada em sala de jantar do "restaurante". O Restaurante é propriedade de um casal de italianos, que são a totalidade dos funcionários. Ele cozinha, e ela serve às mesas. Outro pormenor é que não têm licença para venda de bebidas alcoólicas. Curiosamente isto não significa que não se possa beber álcool no restaurante, apenas não se pode vender, daí que é aceitável que os clientes levem as suas bebidas (!)

Outro pormenor deste restaurante é que só abre alguns dias por semana, e que fecha consoante as férias do casal de proprietários. (Pelos vistos fecha aos três meses de cada vez quando o casal vai passar uns tempos a casa (Itália)).
Talvez por causa da boa comida ou pelo conceito em que os clientes levam as próprias bebidas, ou então por ambos, é um local bastante concorrido e é essencial marcação prévia para conseguir lugar.

Na sexta-feira 10 minutos antes da hora marcada estacionamos o carro na rua do restaurante. Foi fácil identificar o restaurante, bastando para tal seguir os transeuntes com garrafas de vinho e cerveja mão. Com o local identificado lá saí do carro munido de um Dão tinto e de saca-rolhas no bolso.


Ao passar a porta constatei que as dimensões da sala de jantar eram inferiores às da minha sala em casa, e que a contar com as 4 pessoas da nossa mesa éramos 22 pessoas no total! Isto significa que estava bastante cheio, ao ponto de pessoas terem que se levantar das suas mesas para que outras pudessem ir ao WC ou lá fora fumar um cigarro.

Em jeito de resumo diria que a comida estava muito boa, a um preço bastante acessível. Talvez porque permitem que os clientes levem bebidas alcoólicas, as bebidas não alcoólicas vendidas no restaurante eram super baratas, como coca-cola a 65p. O ponto negativo é que o facto de ser um espaço muito pequeno, que estando cheio de gente bastante alcoolizada é uma barulheira desgraçada... Mas não há como sair do restaurante não satisfeito, pela qualidade da comida, pelo preço acessível, porque já se sai de lá bem regado com vinho de qualidade, e pelo esforço que aquele casal não tem que fazer para conseguir servir tantos clientes daquela forma.

PS:  A minha masculinidade saiu de rastos daquele jantar. Da minha garrafa de Dão tinto que levei bebi pouco mais que meia garrafa. Já por outro lado a colega da Ana bebeu sozinha uma garrafa inteirinha de um vinho branco, e pior que tudo, ficou na mesma. Não há pedal para estes bifes no que toca a beber!

PS2: Detestei o vinho tinto Dão. Já não estou habituado a um sabor tão acre e adstringente. Prefiro tintos alentejanos ou do Sul de Espanha.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Broken Britain - 1

Ora viva,

Cá estamos de volta depois de uma ausência prolongada. Mas um blog é mesmo assim, "acontece" ao sabor da vontade e inspiração.

O título indica desde logo que vou falar da vergonha de todo tamanho que tem acontecido nos últimos dias em quase todas as cidades deste país super civilizado. No entanto não vou escrever muito sobre isso, mas apenas deixar a descrição de um episódio que vivi ontem na farmácia.

Uma técnica da farmácia vem falar comigo informando-me que uma jovem aguardava uma consulta com o farmacêutico para o fornecimento da pílula do dia seguinte. (algo de normal, que acontece todos os dias).

Passado dois a três minutos já estávamos sentados na sala de consulta, eu, a jovem e uma amiga que a acompanhava.

Durante esta consulta o farmacêutico vai seguindo um protocolo fazendo uma série de perguntas e documentando a informação obtida ao mesmo tempo de dá aconselhamento em várias áreas (Contracepção, doenças sexualmente transmissíveis, o próprio funcionamento do ciclo menstrual etc etc).

Durante todo esse processo, que demora uns 10-15 minutos aconteceu o seguinte:

Telemóvel: "ring, ring ring"
Jovem: Deita a mão ao bolso de onde calmamente retira o telemóvel e de seguida corta a chamada, colocando o telemóvel em cima das pernas.
Eu: Deito-lhe um olhar reprovador e continuo a consulta

Telemóvel: "ring ring ring".
Eu: "Tem que desligar o telemóvel"
Jovem: "ok" e lá mexe no telemóvel.

Telemóvel: "ring, ring, ring"
Eu: "Afinal não estava desligado. Desligue o telemóvel agora"
Jovem: "Já está".
Eu: vendo o ecrã do telemóvel ligado digo: " Não está nada, o ecrã está ligado por isso ponha o telemóvel em cima da  mesa ou então não continuo esta consulta."
Jovem: "O telemóvel está bem aqui, isso é patético".
Eu: "Tem que ser para que preste atenção às minhas perguntas e para que entenda a informação que lhe estou a transmitir"
Jovem: "Eu já sei essa treta toda"
Eu: "A opção é meter o telemóvel em cima da mesa ou não continuo a consulta"
Jovem: "Não meto"
Eu: "Ok, a consulta termina aqui, get out"
Jovem: "És patético"
Eu: "Tens que aprender a mostrar respeito pelos profissionais"

*Jovem uma rapariga de 23 anos acompanhada pela amiga de uns 40.

Apenas um exemplo revelador do estado a que esta sociedade britânica chegou. Estes mais recentes incidentes em que tivemos jovens vândalos a pilhar e destruir tudo por divertimento e no dia seguinte outros jovens a voluntariamente limpar a destruição, só vêm evidenciar aquilo que está à vista de todos, ou seja, uma sociedade completamente bipolarizada, com uma fatia da sociedade com uma atitude e comportamento de uma sociedade escandinava que convive com  a outra fatia da sociedade, de comportamento terceiro-mundista e com atitudes que consideraríamos normais numa "América latina". Qualquer emigrante Português cá vive com este sentimento de amor-ódio pela sociedade britânica.

A actuação das autoridades e governo durante esta última semana deixaram-me deveras desiludido com este país. Concordo com os direitos humanos e que se tratem as pessoas com dignidade, mas quando isto interfere com a liberdade, alegria, e bem estar de pessoas de bem e ordeiras, não podemos andar a "brincar ao apanha"... Honestamente, tenho vergonha de viver num país que não defende as pessoas de bem.

E não me venham com as tretas de que isto é uma revolta contra os cortes nos apoios sociais... Qualquer um que não trabalhe no UK e receba benefícios sociais está automaticamente nos 20% mais ricos das população mundial.

* Não, apesar de tudo ainda não equaciono deixar isto.

Banda sonora deste post:

quarta-feira, 22 de junho de 2011

migrant_script top saving tips

Ora cá vai um post que eventualmente terá alguma utilidade pública.

Eu, tal como 100% das pessoas pensam sobre elas próprias, acho que tenho olho para gerir as minhas finanças. No gastar não sou agarrado nem esbanjado, sou inteligente. (mais uma vez toda a gente se revê nestas palavras). Agora num tom mais sério, diria que em muitas áreas do dia-a-dia, não olho ao custo de coisas que me dão prazer, quer a nível de comida, quer a nível de férias, quer a nível social etc etc. 
Mas nestas coisas de gastar dinheiro se há algo que me faz confusão é a quantidade de dinheiro desperdiçado por simples preguiça e falta de organização pessoal. 

Aqui menciono três exemplos de como se pode poupar dinheiro (não é preciso ser mesquinho ou agarrado, apenas organizado).

Ryanair:

Qualquer português a viver no Reino Unido, ou talvez em qualquer canto da Europa, acaba por utilizar a ryanair para voar para Portugal ou para férias pela Europa. Certamente que todos concordamos que esta companhia tem uma atitude absolutamente deplorável para com os seus clientes, com uma atitude rude, sem  linha de apoio ao cliente nem forma de receber reclamações, e inventando taxas e mais taxas para "roubar" o máximo de dinheiro dos seus clientes. A Ryanair cobra 6£ por taxa de pagamento! Se um casal for a Portugal e comprar os dois bilhetes de ida e volta de uma só vez (portanto apenas um pagamento) é cobrado £6 x 4 = £24 (26€)!! O custo do processamento de um pagamento por cartão é de pouquíssimos cêntimos, e portanto o sentimento ao pagar esta taxa é de roubo, indignação e finalmente de frustração. Ora bom, transparece que as companhias aéreas são obrigadas a oferecer uma forma de pagamento gratuita. A Ryanair  naturalmente que optou pela forma menos comum: Prepaid Mastercard. (há uns anos atrás o Cartão Visa Eletron permitia o pagamento grátis, o que continua a acontecer com a Easyjet. Este cartão pode ser facilmente obtido no banco). Na altura em que o Visa Eletron deixou de ser uma forma grátis de pagamento na Ryanair pesquisei e tratei de obter de imediato um Prepaid Mastercard.

Fica aqui a sugestão do meu: Neteller. 
Nunca paguei 1 cêntimo durante todo o processo de aquisição e utilização do cartão. É uma conta online para onde, 5 minutos antes de finalizar o pagamento do voo, transfiro o montante a pagar que fica disponível de forma instantânea. (Não sei quanto é que os caros leitores ganham em 5 minutos, mas eu não ganho £24 em cinco minutos, pelo que vale bem a pena perdê-los). Estimo que já terei poupado mais de £150 com este método. Poucas coisas me irritam tanto como "pagar para pagar".

ASDA Price Guarantee:
O ASDA é uma das principais cadeias de supermercados do Reino Unido (parte do grupo americano Wal-Mart). Pelos visto que já há mais de 10 anos consecutivos que ganha o prémio do supermarcado mais barato do UK, atribuído por fonte independente. É de facto possível sentir isso mesmo pelos compradores mais distraídos. Mas recentemente, de tão confiantes que estão quanto ao facto de serem mais baratos, lançaram o ASDA Price Guarantee, onde garantem não só serem mais baratos que toda a concorrência, mas que são 10 % mais baratos ou devolvem a diferença. (isto do ser "mais barato ou devolvemos a diferença" é normalmente uma enorme treta pelo trabalho que eventualmente envolve). Mas neste caso é apenas necessário chegar a casa e inserir alguns detalhes imprimidos no talão de compras num site independente de comparação de preços entre os vários supermercados. No final, caso o cabaz de compras não tenha sido 10% mais barato que todas as outras cadeias de supermercados, temos a possibilidade de ficar com um "voucher" de reembolso até à diferença de 10% para com o cabaz de compras efectivamente mais barato.

Na cidade onde vivemos temos todas as grandes cadeias de supermercados a uma distância equidistante, e apesar do ASDA nem ser o nosso favorito (diria que é o Morrisons, onde compramos carne, peixe e vegetais), Fairy para lavar a louça ou desodorizante Sanex é igual em qualquer lado, e por isso porque não comprar onde é mais barato? Nesta comparação de preços o ASDA é geralmente mais barato, mas poucas vezes é efectivamente mais de 10%.

Por exemplo, ontem estava em casa e já tinha três vouchers em jpeg guardados no ambiente de trabalho. Como tinha que ir ao ASDA lá meti os três vouchers num documento word e imprimi. (voucher de £0.14, £0.91 e £2.89). Quando fui a altura de pagar a senhora lá disse que o total a pagar seria £8,70 que apresentando os vouchers que levei passou a £4,76. Muitos podem pensar que é uma perda de tempo, mas a única coisa que requer é alguma organização e pouquíssimo tempo.

ISAs - Individual Savings Account:
O que é uma ISA? O estado britânico permite que qualquer cidadão residente no país poupe uma determinada quantidade de dinheiro sem que tenha de pagar qualquer imposto sobre os rendimentos que dessa poupança resultem. Quando cheguei ao UK o valor anual máximo era de £3600 anuais e neste momento encontra-se nos £5340 por ano. Alguém que este ano consiga colocar £5340 nesta conta bancária especial (ISA) no próximo ano poderá voltar a adicionar o novo montante permitido ao já acumulado nos anos anterior e assim ter mais de £10000 a valorizar completamente livre de impostos (muito mais até se investir numa ISA ao longo de muitos anos). Isto poupa 20% em relação a contas de poupança normais (imposto automaticamente deduzido aquando do pagamento dos juros) e ainda mais para pessoas com rendimentos maiores (que pagariam 40% dos juros de uma conta de poupanças normal). Por isso o meu conselho é de que não faz sentido meter dinheiro de parte numa conta de poupanças quando não estamos a fazer o uso da nossa "ISA allowance". Sobretudo porque o poupado nesta conta "tax-free" vai acumulando ano após ano.

Para todos os aspectos referidos e muitos outros aconselho vivamente o site: http://www.moneysavingexpert.com


E os caros leitores? Que top saving tips têm para partilhar? Alguma menos convencional?

terça-feira, 14 de junho de 2011

Emigração pró UK - Anúncio publicitário

Viva,

Aqui há coisa de duas semanas fiquei com grande expectativa de ver na RTP1 uma reportagem Linha da Frente intitulada "Geração desenrascada"  que se debruçaria sobre esta mais recente vaga de emigração da geração portuguesa mais qualificada de sempre. Ora bem, não será necessário explicar o porquê deste interesse sobre reportagens deste género, uma vez que faço parte do tema visado. Mas além disso tenho bastante "curiosidade" em conhecer casos diferentes de sucesso e histórias de vida e aventura que a emigração proporciona, e para isso a blogosfera não encontra limites...(A minha curiosidade não é sobre a pessoa individual, mas sim por exemplo, de saber "como é" que um farmacêutico Português trabalha nas caraíbas, ou como é que um engenheiro trabalha em Singapura).

Mas voltando à reportagem, devo dizer que fiquei decepcionado. Após uma apresentação inicial da reportagem em que falam da vaga de emigração da geração mais qualificada um pouco por toda a Europa e pelo mundo, chapam-nos com um autêntico anúncio de promoção da emigração para o UK. Parece um tutorial de como emigrar para o UK desde o momento em que se contacta a agência de trabalho, passando pela viagem e terminando no alojamento. O mais decepcionante foi que apenas mostraram histórias de Portugueses a emigrarem para o UK.




Nem sei que outros comentários tecer, mas assim realmente fica baratinho fazer reportagens, e com uma viagem apenas pela Ryanair "conseguimos" mostrar o recente fenómeno de emigração dos Portugueses pelo "mundo fora".


Quanto ao fenómeno recente de emigração de jovens qualificados de Portugal tenho a dizer que é o inevitável e que na minha opinião só tenderá a aumentar.
Isto resulta directamente de meia dúzia de factores (em relação a apenas uma década atrás):
 Primeiro: Total falta de controlo sobre o ensino superior em Portugal, com uma inexistente relação entre as necessidades reais do mercado de trabalho e as universidades formadoras de profissionais qualificados. Selva será uma palavra acertada para descrever o ensino superior em Portugal.
 Segundo: É cada vez mais fácil emigrar. Dentro na união europeia, e burocracia é inexistente. As novas tecnologias permitem "encurtar a distância" e assim acabar com o "monstro" da saudade.
Terceiro: O preço das viagens é muito mais acessível e a oferta cada vez maior. (qualquer um pode com facilidade voltar a casa 3 vezes por ano)
Quarto: Não é possível educar o jovens e fazer dos mesmos seres pensantes, inteligentes e cultos e esperar que estes se satisfaçam com um salário de 500-700€ mensais... Sobretudo numa fase em que todos nos vamos pavonear para as redes sociais com as muitas e exóticas viagens que fazemos, fotos do carro novo, do iphone novo, etc... É de facto uma situação castrante e depressiva. Os mesmos 500€-700€ que fazem uma pessoa de um meio rural com menos estudos muito feliz, vão inevitavelmente ser insuficientes para um licenciado com uma vida social  mais agitada e diferentes ambições/sonhos na vida. (sem qualquer desrespeito para nenhuma das partes, isto não deixa de ser muito verdade). Esta situação aliada e uma falta de perspectivas de progressão profissional, com um mercado de trabalho marcado por favores, cunhas e falta de transparência leva obviamente a este estado de insatisfação, que a meu ver é a grande razão para esta Diáspora

Haverá muitas mais razões com certeza, até porque emigrar para uma perspectiva de vida semelhante ou apenas ligeiramente melhor à actual, ninguém o faria... (digo eu)


#Espero que não venhamos a ser os polacos do UK, ou os Ucranianos de Portugal, pois as sociedades tendem a ser bastante cruéis e injustas a estigmatizar emigrantes sem respeitarem a sua individualidade.

Cumprimentos

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O bufo que há em mim..

Ora viva,

Aqui no UK poucas casas têm garagem e a maior parte dos carros acabam por dormir na berma da estrada. O meu caso é esse mesmo e o espaço mesmo na rua é precioso! Aqui há uns meses houve um morador do outro lado da estrada que decidiu estacionar o seu calhambeque no espaço usado por mim e pelos meus vizinhos. O carro, todo cheio de lixo, velho, sujo e ainda por cima com um pneu furado já lá estava há 2 meses exactamente no mesmo sitio, mas não havia nada que pudesse fazer, pois aquele espaço é realmente público e não está reservado às casas adjacentes.  Não havia nada a fazer até que reparei que o selo tinha expirado o mês passado!

Partilhei esta informação com a Ana e ambos exclamamos de imediato que certamente iria ser fácil "tratar do carro" pois seguramente haveria uma forma fácil de fazer a denuncia.

Sábado à noite "googlei" "report untaxed vehicle uk" e logo encontrei forma de o fazer no site da DVLA (equivalente à direcção geral de viação): Bastou submeter de forma anónima a matricula do carro, marca e código postal de onde normalmente se encontra estacionado.

Aqui fica o link: Report Untaxed Veihcle

Sabendo como tudo funciona cá tinha a certeza que o caso iria ser tratado com prontidão, mas não esperava tanto! Ora bem, submeti esta denuncia Sábado à noite, dia seguinte foi Domingo, e na Segunda-feira que foi feriado nacional no UK já lá estava o carro com as rodas bloqueadas e com um autocolante a dizer "untaxed vehicle"!! Terça-feira o carro tinha desaparecido. Simples e eficaz!



Os cidadãos com uma conduta integra na sociedade têm o dever de ajudar as entidades reguladoras a fiscalizar os demais e têm o direito que essa tarefa lhes seja facilitada. Isto foi apenas um exemplo sintomático de como os serviços funcionam de forma super eficaz por estas bandas. É também por estas e por outras que quando fazem reportagens sobre os emigrantes eles não ponham apenas os salários como razões primordiais de continuarem a viver num país estrangeiro.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Eleições 5 de Junho - já votei, foi assim:

Boas tardes,
Ora aí estão à porta as eleições legislativas. Se há coisa que me irrita é a atitude indiferente da maior parte da população em relação às eleições, revelada em taxas de abstenção de mais de 60%. Considero uma atitude deste tipo uma enorme falta de respeito para com aqueles que ainda há poucas décadas sofreram e morreram para que hoje tenhamos este direito básico da vida em sociedade. Obviamente que tenho estado fisicamente impedido de votar nas eleições dos últimos anos, por isso desta vez decidi recensear-me no consulado de Manchester com a devida antecedência.

Também cá no Reino Unido estamos recenseados para votar nas eleições locais, o que fazemos sempre. Como trabalhamos a tempo inteiro aquando do recenseamento optamos pelo voto por correspondência e desde então nunca falhamos um acto eleitoral. Eis como se processa: Com algumas semanas de antecedência recebemos um envelope com tudo o que é necessário para votar, ou seja, um boletim de voto e um envelope que se coloca dentro de um segundo envelope com franquia pré-paga. Resumindo, consigo votar em dois minutos e meter o envelope no marco do correio sem gastar um tostão. Se por acaso me atrasar e deixar para o último dia posso passar numa das assembleias de voto no dia das eleições e deixar lá o meu boletim de voto.

Continuando o primeiro paragrafo, lá tratamos do recenseamento no consulado de Manchester com a devida antecedência necessária de 60 dias e onde ficamos a saber que a votação iria ser efectuada por correspondência. Recentemente lá fiquei todo excitado quando recebi por correio todo o material necessário para votar!
Tinha uma ideia em quem votar e por isso quis tratar logo de tudo. Assim a acompanhar o boletim de voto tinha a necessária folha de instruções que seria só seguir:

1) No boletim de voto marque com uma cruz o quadrado da força politica que escolheu - "fácil"

2) Dobre o boletim de voto em quatro e introduza-o no sobrescrito verde - "fácil"

3) ...pegue no sobrescrito branco - onde já está impresso o seu nome, morada, consulado e país e preencha o espaço destinado ao seu nr de eleitor .... - "Que raio, se sabem todos os outros detalhes certamente que poderiam ter metido também o meu número de eleitor! Deixa-me ler o resto e depois vou à capa dos documentos procurar o número de leitor"

4) ... Introduza, também, dentro do sobrescrito branco uma fotocópia do seu cartão de leitor, se o tiver ou certidão comprovativa da inscrição no recenseamento eleitoral... - "Sim, vou já ter uma fotocopiadora em casa... já vi que já não consigo votar hoje.. Tenho que procurar essa papelada e ainda ir ao post-office tirar uma fotocópia.

5) Está tudo pronto para seguir para o correio. Mas, antes disso, não se esqueça de pôr selos de correio necessários e, se possível, registe. - "#%"&"?* ... é isto que é o simplex?? "

mais abaixo diz:

Tenha atenção que o seu voto será considerado válido se, além das condições atrás referidas, a correspondência respeitar os seguintes requisitos:
- Ter saído do país de origem o mais tardar no dia da eleição (5 de Junho)
- Ter chegado ao centro de apuramento em Lisboa, até o mais tardar, no dia 15 de Junho.

"Ganhaste Sócrates, fica com o c@ra%l&; do poleiro... ah e muito obrigado pela carta que me enviaste e explicar porque deveria votar em ti"

Peguei na papelada e zás direitinho no lixo.. aliás na reciclagem. "Votação feita", dever cumprido.
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Fiquei perfeitamente revoltado... Sei que esta atitude contradiz tudo o que disse acima, mas sinceramente, quatro anos depois de ter mudado para um país civilizado já não tenho paciência para isto. A gota de água foi o facto de ser absolutamente aceitável que o meu voto chegue a 15 de Junho!! Se calhar vai ser nessa data que vão verificar as cartas que receberem. Certamente não vão ficar às espera dessa contagem para anunciar o novo primeiro ministro e tão pouco vão mostrar nos noticiários qual a votação dos emigrantes uns 10 dias depois do acto eleitoral.

Gostaria também de saber qual a necessidade de enviar cartas registadas para Lisboa quando temos consulados por toda a Europa que poderiam comunicar os resultados tão rapidamente como qualquer assembleia de voto no dia das eleições.

Aceito comentários que digam que já que estou emigrado nem direito ao voto deveria ter. Se calhar também outrora me questionei sobre isso, mas a verdade é que agora vejo os emigrantes como pessoas tão interessadas ou provavelmente mais ainda com os destinos do nosso Portugal. Além disso numa balança económica tão fraca como a nossa, com exportações muito atrás das importações, é preponderante o dinheiro que entra em Portugal fruto das remessas dos emigrantes.. E com esta vaga de emigração cada vez mais o será.

domingo, 29 de maio de 2011

Afinal sou Portista ferrenho!

Não consigo deixar de assinalar esta época do grande FCP aqui no blog.

Pensava eu, inocentemente, que já tinha celebrado ao vivo e a cores o meu FCP a vencer tudo que há para conquistar e que portanto nunca  voltaria a sentir aquela excitação que senti durante os anos de faculdade em que celebrei nas ruas do Porto coisas como um pentacampeonato e uma liga dos campeões entre muitas outras coisas... pensava isso até esta época de 2010-2011!  Eis que se formou novamente uma equipa capaz de "apaixonar" novamente os adeptos, de não apenas vencer mas de convencer batendo todos os records e ainda acabar a época a ganhar a Taça com goleada e vencer e Taça Uefa com percurso de goleadas...

Melhor que uma época assim só mesmo ter o prazer de ver um Barça a jogar um futebol como o que jogou na final e ver o SC Braga a fazer algo de inimaginável.

A Taça Uefa é uma grande conquista, que fica realmente bem no palmarés, mas que a meu ver é algo de muito mais fácil do que por exemplo uma meia-final de uma liga dos campeões... Como já tinha visto o FCP a ganhar este troféu até comecei a escrever aqui um post a dizer que apoiava o Braga para vencer a Taça Uefa. Acabei por não publicar o post e até foi melhor assim. Pensava eu (e continuo a pensar agora a frio) que teria sido muito melhor e algo de fantástico a vitória do Braguinha na Uefa, mas assim que o árbitro apitou para o início da partida o adepto do FCP que há em mim apareceu e mais ferrenho que nunca... (shame on me).

Enfim, isto de ser apoiar um clube de futebol tem muito pouco de racional e muito mais de emocional. Podemos de mudar de mulher, de país, de profissão, de orientação sexual ou até de perfume mas de clube nunca!!
Engraçado também é o facto de termos sempre muito "orgulho" nas nossas cores clubísticas, sendo que nos raros casos em que essa preferência não nos foi imposta por influência familiar, foi uma decisão tomada de forma inconsciente numa altura em que achávamos normal urinar contra qualquer parede, roubar rebuçados na mercearia ou ir ao confesso à Igreja contar ao padre quantas meninas tínhamos apalpado e quantos pneus das bicicletas doutros meninos tínhamos furado. Muito mais raro é ver manifestações de "orgulho" próprio por boa conduta na sociedade ou acções de solidariedade... Dá que pensar.

É verdade que o Vilas-Boas fez um excelente trabalho esta época e que o trio de ataque Hulk-Falcao-Varela é genial, mas o grande responsável é sempre o mesmo: Pinto da Costa.


Discurso épico! Um carisma e sentido de humor únicos, um sotaque nortenho cerrado, uma pinta de mafioso ainda mais abrilhantada pela nova namorada (Brasileira de vinte e tal anos) fazem dele a personagem mais amada/odiada de Portugal. Um verdadeiro case-study de gestão e administração de uma instituição.

PS1: Foto acima de um encontro Portugal vs Blackpool há umas semanas atrás
PS2: Ferrenho é muito diferente de fanático
PS3: Agora só quero saber do FCP na Champions League. Para o campeonato vou seguir (de perto) outro clube.
PS4: Tenho medo do jogo da supertaça europeia... muito medo :/

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Piri Piri

Piri piri é muito bom, com certeza, mas este post não falará de malaguetas e condimentos que tais.

Como já tinha dito antes a malta emigra aqui do Northwest senta-se à mesa com bastante frequência (a famosa "confraria dos almoços").
Desde a última vez que reportei aqui no blog, já nos juntamos na Cumbria, para um fim de semana absolutamente fabuloso que envolveu mais do que um simples almoço, e agora mais recentemente em Ormskirk.

Ora bem, não era justo deixar de fazer publicidade a este restaurante de Ormskirk. Depois de um test-drive por parte de alguns confrades lá ficou marcado o ajuntamento dos emigras tugas para inícios de Abril no Restaurante Piri Piri em Ormskirk.
Com algumas ausências de peso e algumas estreias (como acontece sempre) lá nos sentamos à mesa pelas 13h00 de onde apenas saímos quase pelas 17h00... Foi a verdadeira definição de banquete... Só para terem uma ideia, no final sobraram natas (pasteis de nata) absolutamente deliciosas, o que foi a prova viva de que o estômago humano tem capacidade limitada.

No final ainda fomos a um Pub beber uma pint. Foi um dia do melhor, com um tempo anormalmente bom. Acrescento ainda que houve gente com idade para ter juízo que foi para casa com uma "carroça" que valha-me Deus...

A reter deste post fica o facto de que realmente este restaurante é um sitio a visitar. Aliás, praticamente todos os confrades já lá voltaram em outras ocasiões, onde somos realmente bem tratados, com um serviço e comida de alto nível.

Mais importante ainda será falar do próximo ajuntamento de emigras tugas. Acontece que um dos participantes deste almoço se mudou para a "posh" cidade de Oxford lá para o sul da Inglaterra. Consequentemente ficou combinado que por 5 de Junho, dia de eleições em Portugal, o pessoal se irá sentar novamente à mesa algures em Oxford. Ora bem, como tem acontecido sempre, há sempre elementos novos em qualquer destes almoços, e para que isso continue a acontecer aproveito esta oportunidade para deixar o convite aos "blogs amigos" que queiram aparecer. No mínimo (caso a restaurante não esteja ao melhor nível), será uma bela tarde de convívio a partilhar histórias de vida e a falar em bom Português.

PS1: Pelos vistos não há restaurante tuga em Oxford, pelo que será outra cozinha qualquer.
PS2: É deixar comentário ou enviar-me email a manifestar interesse no almoço.
PS3: Reparo agora que o facto de ter aumentado de peso no último ano talvez possa estar associado a esta temática predominante dos meus últimos posts sobre comida e bebida

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Embifamento status

Após 3 anos e meio de emigração:


Já:

Dispenso a colher no copo de café/leite/chá. Reparei que temos (os portugueses) o hábito de manter a colher no copo de galão ou de leite com chocolate, coisa que por aqui não acontece. Aqui prepara-se tudo, mexe-se até dissolver o açúcar e toca a levar a bebida pró sofá/secretária/banco do jardim etc. Esta mudança ocorre dentro dos primeiros 2-3 meses.

Envio postais de natal/aniversário sem escrever nada. Aqui os bifes mandam postais por tudo e por nada. (se alguma pessoa fica 2 dias de baixa recebe logo um cartão, se está grávida, se deixa o emprego, se lhe cresce uma unha partida, enfim). Assim no primeiro Natal qual não foi a nossa surpresa que nos começaram chover cartões de natal, quer de colegas de trabalho que nem gostamos, quer de vizinhos de quem ainda passado 3 anos não sabemos o nome. Claro está que para um tuga "naive", só faz sentido escrever um postal se for para escrever um romance.. Essa já aprendemos, agora recebem um postal com a mensagem que já lá vem e apenas assinamos.. Esta mudança ocorre após o primeiro natal cá.

Cumprimento as fêmeas com aperto de mão. Ok aqui depende um pouco do contexto, mas mesmo em situações não profissionais de natureza apenas social as bifas estendem logo a mão. Caso se trate de um belo exemplar da raça o tuga que é tuga faz-se de inocente e avança para o beijo usando o aperto de mão como forma de "puxar" a bifa. Esta mudança acontece no primeiro dia.


Ainda não:


Bebo chá com leite. Só o cheiro deixa-me enjoado. Sou olhado de canto e com suspeita quando bebo um chá (infusão) à portuguesa. Beber chá dessa forma não passa pela cabeça de um bife. Jamais.

Saio no frio da noite/tarde só de t-shirt. Os naturais de cá têm necessariamente que sentir a temperatura de forma diferente. É impossivel aguentar o frio como eles. E já nem falo apenas de sair à noite. Na semana dos -5ºC durante a tarde não faltava gente às compras só em t-shirt ou vestido!!

Conjugo o verbo: "I was, you was, he was, we was, they was." Ainda não percebi a origem disto, mas até na radio e televisão é assim que se diz. O "we were" ou "they were" não existe.