domingo, 4 de dezembro de 2011

Feed the Yak...

and he will score.

Assim diz a musica, e assim foi. Enguiço quebrado com um poker do Yakubu.

Uns valentes meses depois finalmente vejo o Blackburn Rovers vencer uma partida ao vivo.
Desta vez foi ao contrário do que aconteceu muitas vezes, não jogamos nada (praí 40% posse de bola em casa), e acabamos por marcar quatro golos. Grande baile de bola que levamos de uma das equipas que melhor joga na premier league, o Swansea.

Independentemente do resultado uma coisa é certinha após o jogo, o ficarmos no bar dos sócios a beber uma ou duas cervejas antes de ir a pé para casa. Isto demora aí uns 30-45 minutos, e parece que é a melhor estratégia para apanhar as celebs (!) que vão ao estádio, senão vejamos:

No jogo do Chelsea ia a caminho de casa dando a volta ao estádio e apanho o AVB (Vilas-Boas) rodeado de fãs e jornalistas. Cá do fundo mando um "Ó Bilas Bouas" o que imediatamente cativa a sua atenção. Fui ter com ele, dar-lhe um bacalhau e agradecer-lhe pelos resultados da época passada no FCP. Eu com a t-shirt do Blackburn, a falar com sotaque português do norte, deixei-o um pouco perplexo, foi visível.

Ontem mais uma vez a caminho de casa e ainda dentro do recinto do estádio dou de caras com este personagem:
David Gest. O gajo estava a andar praí um metro à nossa frente com um ar confuso a olhar para todos os lados. Eu viro-me pró meu vizinho a dizer "olha-me este gajo com uma t-shirt do Rovers vestida", mas nem o meu vizinho nem o outro farmacêutico tuga daqui que também foi ao jogo, o conheciam.
Pelos vistos foi casado com a Liza Minnelli e era o "best mate" do Michael Jackson. Mais à frente entrou para um Mercedes de vidros escuros. Ainda estive para ir lá perguntar-lhe o que é que ele fazia ali com a t-shirt do Rovers vestida (o que depois de umas pints não custa nada), mas depois tive medo, dass, o gajo parece feito de cera.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dizem que Portugal segue o destino da Grécia

eu estive lá e não vejo mal nenhum nisso:






Mas que ricas férias de verão que passamos na ilha grega de Corfu.

Na rifa calhou-nos um bungalow (foto1) a dois ou três metros da água. Uma semana a ler, comer, dormir, apanhar sol, snokeling, beber uns copos e pouco mais.

Nota: Quando há meia duzia de anos pensava numa futura visita a países como Egipto (2010) e Grécia (2011) vinham-me à cabeça imagens como pirâmides, faraós, templos, Acrópole, anfiteatros e outros temas com algum contexto histórico e intelectualmente estimulantes. Acontece que se tratou de uma visão errada do que veio a acontecer. Isto constitui a prova de que trabalhar faz mal, pois este tipo de férias revelam uma necessidade do cérebro de passar uns dias de molho.


Já em vários outros post falei do meu fascínio sobre a forma como as pessoas se encontram, se conhecem e como o seu percurso (vida) se cruza. No caso da Grécia houve um casal que teve umas férias idênticas às nossas!
Apanharam o mesmo avião que nós a partir de Manchester para Corfu. Lá, apanharam o mesmo autocarro que distribuiu os turistas pelos hotéis da costa este da ilha. Saíram na mesma paragem para ficarem alojados no mesmo hotel. No dia em que decidimos fazer o passeio de barco pelo Adriático já lá estavam sentados no barco quando lá chegamos (soubemos depois que inicialmente tinham comprado bilhete para o dia anterior mas tinham adormecido). De regresso a casa apanhamos o mesmo autocarro para o aeroporto e o mesmo voo para Manchester para posteriormente termos descoberto que tínhamos o carro no mesmo parque de estacionamento. Acho curioso. São um casal porreiro, que por sinal já tinham ido muitas vezes a Portugal ao festival Boom e com quem tivemos um curto, mas interessante contacto.

sábado, 12 de novembro de 2011

To Hitchens

“If Christopher Hitchens didn't exist, we wouldn't be able to invent him.” —Ian McEwan




Comecei a procurar no youtube videos sobre o este pensador nascido na Inglaterra e quase três horas depois decido não meter nenhum.

PS: Para quem quiser ver mais, que procure o debate com o Tony Blair, ou The inteligence squared ou as suas entrevistas mais recentes.

sábado, 5 de novembro de 2011

A polémica do supositório!

Ora viva,

Já há bastante tempo que este blog não se debruça sobre qualquer tema relacionado com a área da farmácia. Acontece que só vale a pena fazê-lo caso o tema cause controvérsia, ou no mínimo, algum debate (exemplo1, exemplo2).

Desta vez a temática recai sobre o uso do supositório.

Confesso que nunca tinha perdido um segundo da minha actividade cerebral sobre a temática do uso correcto de um supositório. Nunca me tinha passado pela cabeça que houvesse alguma dúvida ou alguma ciência sobre este tema. Nunca, até recentemente.
Acontece que no facebook há um grupo muito interessante da área da farmácia, onde farmacêuticos relatam, sobretudo, histórias caricatas sobre o dia-a-dia da farmácia. Neste grupo sou um mero espectador e para dizer a verdade, pouco assíduo e nada participativo. Foi até a Ana, que também perplexa, me chamou a atenção para uma pergunta lançada neste grupo:
"Qual é a forma correcta de administração de um supositório"? A resposta dos meus colegas farmacêuticos foi unânime, no sentido em que um supositório deve ser inserido com a extremidade recta e não com a cónica!

Todos argumentaram que foi assim que aprenderam durante as aulas e que até constará nos manuais de tecnologia farmacêutica. Eu não me recordo, mas isso não serve minimamente de argumento. Confesso que me senti inferiorizado como um qualquer membro do público a ver argumentação de especialistas da área sobre determinado tema, uma vez que (na minha cabecinha) inserir um supositório "ao contrário" faz tanto sentido como uma mulher usar um vibrador ao contrário ou como um submarino lançar um míssil ao contrário.


Bom, o que é certo é que não fiquei, nem estou convencido. 
Cá ficam os meus argumentos:
Como ninguém consegue negar, é menos doloroso a inserção de um supositório pela parte cónica. É ainda mais fácil empurrar o supositório com o dedo contra a base recta e plana do mesmo.


Pesquisei em sites de referência e nos folhetos informativos de vários medicamentos e a informação obtida foi sempre a mesma: O supositório deve ser inserido com a extremidade cónica: (dulcolax, voltarol, netdoctor, patient.co.uk). Empresas como a Novartis e Boehringer Ingelheim iriam ter instruções erradas nos seus folhetos informativos? As entidades reguladoras (EMEA, FDA) permitiriam e aprovariam folhetos informativos com instruções erradas?

Mais importante do que qualquer opinião é este facto: Se a Novartis, companhia farmacêutica que desenvolveu o Diclofenac (Voltaren, Voltarol) coloca nos seus folhetos informativos que o supositórios devem ser inseridos através da parte cónica, é porque acredita que é essa a forma correcta. Isso implica que tenha sido essa a forma de administração durante todos os ensaios clínicos de desenvolvimento do medicamento. Todos os resultados de farmacodinâmica, farmacocinética e consequentemente doses e posologias recomendadas têm em conta esse facto. Uma administração de forma diferente não respeita o licenciamento do medicamento. (Por exemplo, um medicamento que seja esmagado e dissolvido em água é realmente mais fácil de engolir, mas isso não respeita o processo de desenvolvimento do medicamento nem o respectivo licenciamento do medicamento).

Não quero parecer um velho do restelo, mas acho que deve haver espírito critico parente qualquer estudo que nos seja apresentado, e sobretudo enquadrar isso na realidade.

Até ver, continuo a dar o aconselhamento que sempre dei.

Agora crucifiquem-me aqui na praça pública.

PS1: Se eu estivesse seguro de que alguma informação contida num folheto informativo de um medicamento estivesse errada, imediatamente exerceria o meu dever de farmacêutico e contactaria as entidades responsáveis a alertar para tal facto.

PS2: Creio piamente que qualquer que seja o sentido em que seja inserido um supositório, o efeito clínico será o mesmo, ou na pior das hipóteses muito semelhante.

PS3: O youtube nunca permitiria a publicação de uma falácia:

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Tesco's Olive Oil episode

Se há coisa que uso todos os dias na cozinha, é o azeite. Gosto de usar o azeite em quase tudo, e gosto que o mesmo seja bom. Nem é pelo sabor que fico fã ou não de um azeite, mas mais pela sua espessura e consistência.

Esta semana acabamos com o azeite cá em casa e a anita no fim do trabalho lá passou pelo Tesco e trouxe uma garrafita "à experiência". O azeite virgem extra lá mostrou ter as propriedades desejadas, mas quando a anita me disse que o preço que tinha pago tinha sido £2,69 por litro eu reagi de forma um pouco abrupta ao dizer que ela estaria errada, que tal não era possível (ou que a garrafa não seria de litro, ou que ela teria visto mal). Como em qualquer casal, cada um tem a area of expertise, e na mesma proporção em que não sei o preço médio do amaciador da roupa, percebo do azeite, e portanto nunca tinha visto um azeite abaixo dos £3,30 por litro e mesmo esses são os azeites a dar a óleo.

Hoje, dia de folga, e após uma caminhada matinal lá passamos pelo Tesco:

Ou seja, a garrafa de azeite de 1 litro do azeite virgem extra do Tesco a £2,69 enquanto que na prateleira de cima, a garrafa de 0,75l do mesmo azeite a £3,53! Só pode ter sido um erro na atribuição dos preços por parte desta cadeia de supermercados. Isto significa que de alguma forma ambos tínhamos razão, o preço era realmente esse tal como a Ana disse, mas era um preço impossível tal como eu argumentei.

Ora bem, e assim lá metemos no carrinho todas as garrafas de azeite de litro (10 no total). Aliás, como estávamos um  pouco perplexos com a situação, ficamos algum tempo a olhar para as prateleiras e eu até peguei no telemóvel para tirar a foto acima antes de meter as duas últimas garrafas de azeite no carrinho. Enquanto me preparava para tirar uma foto uma senhora aproximou-se da prateleira, olhou de relance para as garrafas de azeite em questão, e achou por bem levar a garrafinha mais pequena de 0,75L pelos £3.53!


Duas situações a reflectir sobre este post aborrecido:
1) Não senti qualquer culpa em tirar partido de um claro erro do hipermercado. Uma companhia que faz milhões, e ainda por cima a que pior paga aos farmacêuticos na farmácias que tem. Se se tratasse do comércio local seria outra história.

2) Quando vi a senhora a pegar na garrafa de 0.75L (preço por litro = £4,70) fiquei pasmado e ainda dei  um passo atrás dela para a chamar à atenção, mas depois parei, primeiro porque era menos uma garrafa que eu levaria e depois porque que acho que cada um deve pagar as consequências da própria "burrice".

Fazem compras desta forma sem olhar a preços e depois queixam-se da crise! Não há pachorra.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

the coolest eva

debit card,

Não contente com o facto de já ter mostrado o meu cartão multibanco a todos os amigos, venho para aqui procurar paz interior ao mostrá-lo a todo o mundo.

O meu banco, Halifax, dá a oportunidade a que todos os seus clientes com mais de 1 milhão de libras na conta tenham um cartão personalizado.

Assim fiz:

Estejam preparados para todo o tipo de reacções por parte do staff dos locais onde paguem com o cartão.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Enguiço

Boas,


Sinto de necessidade de partilhar neste blog o enguiço que se abateu sobre mim, e ainda mais importante, de obter aconselhamento sobre o assunto.
Tal como já tinha dito anteriormente este ano sou sócio do Blackburn Rovers, clube da terra. Dá para quebrar a rotina da farmácia, dá para conviver, dá para beber uns copos. Acontece que o Blackburn tem perdido todos os jogos em casa esta época. Minto, é pior do que isso, tem perdido todos os jogos a que eu vou assistir. A 17 de Setembro estava eu em Portugal, e aí não só não perderam, como ganharam 4-3 ao Arsenal! Começo a sentir-me incomodado com o rotulo de "mascote do azar" que começo a ganhar dentro do meu grupo de malta que vai ao estádio... 

Não sei o que fazer! Está certo que os adversários Arsenal, Man City, Tottenham, e o Chelsea na próxima jornada em casa fazem uma sequência complicada.
Se fosse uma equipa da regional de Braga, sei que bastava urinar (diz-se mijar em Braga) na bola do jogo ou contra o poste de uma baliza e o enguiço passava logo, neste caso não sei.

PS: Agora que sei o quanto é duro perder com esta frequência e nunca ganhar nada vou passar a ter mais respeito por todos os meus amigos e leitores do blog que apoiam o Benfica, porque realmente é duro.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Viver no UK: Gastos obrigatórios

Boas noites,

Visto que a maior parte das visitas que por aqui passam continuam a ser de Portugal, vou aqui de forma resumida responder a uma das perguntas mais comuns que recebo: Quanto é que se gasta em média para viver no UK?

Os valores apresentados, são os da minha própria experiência, pelo que outras pessoas terão gastos relativamente diferentes dos nossos.

Electricidade: £30/mês (Média do nosso último ano. A maior parte gasta mais)
Gás: £30/mês (Média do nosso último ano. A maior parte gasta mais)
Água: £22/mês (No nosso caso é um valor fixo independentemente da água consumida. andará na média)

Council Tax: £100/mês durante 10 meses por ano. (Isto é o imposto municipal pago à câmara municipal pelas despesas de polícia, bombeiros, recolha de lixo etc etc. Este valor varia de região para região e em função do valor da casa. £100/mês é mesmo o mínimo que alguém pagará. Quem viver sozinho numa casa tem direito a desconto de 25% no nosso council.)

Telefone + Internet: Acabamos por pagar em média £20-£22 mês. (No nosso caso tem o bónus de chamadas ilimitadas para Portugal)

TV Licence: £145/ano (Taxa única, mais barata apenas para quem comprar TV licence para TV a preto e branco!Isto não é nenhum serviço de tv cabo, é apenas para podermos ter televisão! Mesmo quem apenas tem computador ou portátil deve pagar este montante uma vez que pode aceder a conteúdos televisivos pela internet. A vantagem é que a televisão capta em canal aberto uma porrada de canais sem necessidade de subscrição que qualquer pacote de canais.)

Telemóvel: £10 - £15/mês (£10 eu que tenho 100min, 100sms, net ilimitada e 60min para Portugal, £15 no caso da Ana que tem mais minutos e sms fruto da vida social muito mais agitada :p. Neste campo a maior parte das pessoas gasta bem mais).

Carro: (Quem vive e trabalha numa grande cidade normalmente opta por não ter carro)
1) Inspecção: £35-£50. Feita anualmente.
2) Selo de circulação. £30/ano. (isto no meu caso e da Ana pois temos carros com baixas emissões de CO2. Custo médio será pelas £95 e £190)
3) Seguro automóvel: Este é que é a verdadeira dor de cabeça! No meu caso foi cerca de £800, no da Ana £500. Qualquer um acabado de chegar cá, sobretudo se tiver menos de 25 anos deverá contar com £1500-£2000 por ano.

Aluguer de casa: Diria que acima de Birmingham devem esperar pagar entre £450-£550/mês por uma casa com dois quartos, ou com um quarto apenas se se tratar de um apartamento xpto. Abaixo de Birmingham é outra história, mas perguntem a quem lá vive.


Este post não tem por objectivo funcionar como dissuasor ou promotor da vinda para o UK, apenas tem um objectivo informativo.

domingo, 9 de outubro de 2011

New series of "DIY for beginners" are back

Ora viva,

Quem é seguidor do blog há mais de um ano já conhece a missão que eu e a Ana abraçamos depois de termos comprado a casa onde vivemos: Acabar com alcatifas e papel de parede.

A prioridade absoluta recaiu no quarto principal onde dormimos, e que por sinal era o que estava em pior estado. A saga dessa primeira experiência que durou uns penosos sete meses ficou relatada aqui. Várias vezes comentamos entre nós que não nos voltaríamos a meter noutra semelhante. Acontece que a memória é curta!






A verdade é que este segundo quarto não tem servido apenas de quarto de arrumações, e com visitas regulares de tão ilustres personalidades, chegou a hora de dar um facelift ao quarto.

Com a experiência adquirida no primeiro quarto, não deverá ser muito difícil. A única coisa que me deixa um pouco desassossegado é saber que tenho visita dos sogros para o natal e que no último projecto demoramos sete meses!

Foi assim que este fim de semana quebramos a rotina de trabalhar numa farmácia.


PS: Pelas fotos até pode parecer que não havia necessidade e que o quarto estaria bem, mas um quarto com uma tomada eléctrica apenas, com uma carpete roxa e paredes pouco lisas com várias camadas de papel de parede já não se usa, e além disso não há mesmo nada para fazer nos dias curtos de inverno.

Se isto não é uma partida do belzebu...

...então não sei explicar.

Já em posts anteriores (post1, post2) tinha falado das demasiadas coincidências à volta do 666, mas até agora o belzebu nunca tinha pregado partidas.

Ora bem, acontece que, tal como já referi algumas vezes, sendo empregado por conta própria (self-employed) tenho que manter um registo detalhado da minha actividade profissional. Isto é simples e envolve registar os detalhes da farmácia onde prestei os meus serviços, detalhes do total viajado, e detalhes do pagamento. Até agora mantive sempre um registo bastante organizado no portátil, fazendo regularmente cópias de segurança.
Com a chegada do verão e uma agenda social mais preenchida, ou talvez devido a uma maior dependência do meu smartphone, desleixei-me um pouco, e desde Maio que apenas fazia um cuidadoso registo da minha actividade profissional numa das apps do meu smartphone.
Desde Maio que em ocasiões esporádicas o meu subconsciente me ia murmurando que não se sentia confortável com o facto de ter toda a informação num objecto apenas, objecto esse sujeito e perda, roubo, estrago e sabe-se lá mais o que.

Ora bem, chegou Outubro, e lá tive que ceder aos apelos dos subconsciente.
2h00am, no conforto da minha sala, lá me sentei no sofá com o portátil no colo e o telemóvel na mão pronto a transferir toda a informação para uma folha exel onde organizo toda a informação necessária, da qual posteriormente faço cópia de segurança. Pronto para começar, e antecipando um par de horas de trabalho, decido ir buscar uma chávena de chá verde.
Provo o chá, pouso a chávena, pego no telemóvel, escorrega-me o telemóvel que cai dentro do chá. Escusado será dizer que apesar de uma rápida intervenção o telemóvel deixou de funcionar.



PS1: Desde Maio, e durante este meses todos em que pouco me preocupei com a segurança da informação guardada no telemóvel, o telemóvel andou comigo todos os dias, deu grandes caminhadas, subiu penhascos, andou de avião, foi à Grécia, e até andou de kayak e nada. No dia em que me preocupo e que decido fazer algo, o telemóvel afunda-se numa chávena de chá...Como disse no início, se isto não é obra do Belzebu, então não sei.

PS2: Durante duas horitas devo ter disparado palavrões à velocidade de uma metralhadora até que desisti e fui prá cama acordar a Ana e relatar o meu drama. Após uma noite todo desmontado a secar, o telemóvel acordou a funcionar a meio gás, e durante o dia teve alta do acidente da noite anterior.
Fiquei aliviado,mas irritado com as horas de irritação que passei.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Three Peak Challenge e outras caminhadas que tais

Ora viva!

Fiel à tradição de relatar aventuras com uns meses de atraso cá vou falar do nosso desporto favorito de Verão. Bem, isto  para quem já foi atleta de "altíssimo" nível, descrever meras caminhadas como desporto é um pouco embaraçoso, mas é algo que tenho que aceitar com este avançar da idade.

Aqui pelo UK há a forte tradição de fazer caminhadas, não só pela actividade física em si, mas muito pelo acto de contemplação da natureza. É também muito comum a existência de rotas e percursos já definidos, sendo que muitos dos quais estão associados a desafios, o que de certa forma provoca algum fascínio em mim. (Equivalente ao fascínio que muita gente tem em fazer o Caminho de Santiago, por exemplo).

O Three Peak Challenge of Yorkshire foi algo que já tinha tentado combinar há mais de um ano, mas por várias razões nunca tinha acontecido. Desta vez lá acertei datas, inicialmente com uma "amiga do facebook" (uma farmacêutica Checa) que até à data ainda nem tinha conhecido pessoalmente, e mais tarde com outros amigos e lá ficou marcado para 19 de Junho (Não foi ao acaso o facto de termos planeado esta caminhada para um dos dias mais longos do ano).

O Site (http://www.3peakswalks.co.uk/ ou http://www.threepeakschallenge.com ) sobre este desafio diz: There are two walks in the UK that are generally known as the "Three Peaks Walk". The first is the National Three Peaks Walk, which takes in the summits of Ben Nevis, Scafell Pike and Snowden within 24 hours, and the second is the Three Peaks of Yorkshire, which takes in Pen-y-ghent, Whernside and Ingleborough within 12 hours. Of course you do not need to do the walks in these times, but they are the traditional times set to make both the ventures a challenge.
This site at present concentrates solely on the Yorkshire Three Peaks Walk, but at some future point in time will be extended to cover the National Three Peaks Walk as well.
The Yorkshire Three Peaks Walk is a very demanding but rewarding walk, which takes in the summits of Pen-y-ghent (694 metres - 2,276 feet), Whernside (736 metres - 2,415 feet) and Ingleborough (723 metres  2,372 feet) all in one circular route. There is no set starting point, but the vast majority of walkers start at Horton-in-Ribblesdale, taking in the summits in the order shown above.

Portanto, não se trata do National Three Peak Challenge que consiste em subir os pontos mais altos da Escócia, Inglaterra e Gales em 24 horas. Parece aliciante, mas envolve alguma logística e muita viagem de carro. Um dia talvez.

Quanto ao Three Peak Challange of Yorkshire, consiste numa caminhada que envolve três cumes em Yorkshire. O desafio é fazer em menos de 12 horas.
Reza a tradição que há um café que faz a cronometragem da caminhada, ou seja, onde se faz um check-in e um check-out, e que até informa as autoridades no caso de algum dos participantes não aparecer no final do dia (pelos vistos já não fazem este serviço nos dias de hoje).

Percurso:
Bem, com tudo planeado lá marcamos encontro no café oficial da caminhada pelas 6h00 da manhã. Nós, três amigos Portugueses aqui da zona, e uma casal de amigos virtuais que passariam a reais após este dia. (Uma farmacêutica Checa e o namorado Inglês que é optometrista.)

Marcamos cedo mas totalmente confiantes que a marca das 12 horas seria para que os velhotes terminassem dentro do tempo limite e que em 7 a 8 horas já estaríamos de volta aos carros. E não é que estavamos bem enganados?

Logo de manhã apanhamos pela frente um dia de muito nevoeiro e com aquela chuva molha-tolos. Ao fim de menos de duas horas já estávamos no topo do primeiro pico, completamente encharcados e o grupo reduzido a quatro pessoas das sete iniciais (Por ingenuidade um dos participantes com um problema num joelho pensou que seria mais fácil, e os outros dois do "carro dele" tiveram que desistir).

Não vou descrever ao pormenor toda a caminhada, mas diria em jeito de resumo que foi bastante duro mesmo. Basta imaginar o que é caminhar durante 12 horas ora a descer ora a subir por vezes por "caminhos de cabras". Realmente dá cabo das pernas e dos pés. O pior mesmo foi a chuva e o nevoeiro, pois caminhar uma ou duas horas à chuva ainda se tolera, mas quando isso acontece durante quase 12 horas e sem tempo para secar a roupa entre os chuviscos, aí já é outra história!  No final lá completamos a caminhada em 11h15! Nós e muita gente com quem nos cruzamos durante todo o percurso. (o que foi surpresa tendo em conta o estado do tempo).

Apesar de tudo, o dia valeu muito a pena pelas belas paisagens que contemplamos quando o nevoeiro abriu, a pela excelente conversa que sempre fluiu.

Algumas fotos: 
(topo do 3º pico. Depois daqui foi sempre a descer para chegada)

Mas para mostrar que no UK também há dias de sol, que tornam estas caminhadas em momentos agradáveis cá fica outra caminhada que fizemos este Verão no Lake District.

Esta caminhada foi em Wasdale no Lake District. No Sábado ficamos em Lancaster, uma cidade bem porreira, e no Domingo de manhã lá iniciamos esta caminhada bem cedinho.

E que bem que sabe chegar ao fim de uma dia inteiro de caminhada e alapar num Pub a comer qualquer coisa típica, no meu caso "Bangers and Mash" ,ou seja, Salsichas com Puré e com uma Pint a acompanhar. Estes prazeres da vida não têm preço!

Mais fotos

Como já tinha escrito num post anterior a propósito de outro caso, gosto muito quando provamos que este mundo é realmente pequeno ao conhecermos pessoas de tão longe com quem afinal já tivemos algum ponto em comum. Desta vez falo desta farmacêutica Checa, a L.
Há uns anos atrás, a um Sábado de manhã fui trabalhar numa farmácia já perto do lake district (praí 50 km de casa). Ao falar com o membro do staff que me acompanhava fiquei a saber que a farmacêutica regular era  da República Checa, Como eu tinha "estudado" na República Checa durante 4 meses lá  lhe deixei uma mensagem a relatar este facto. Ela achou curioso e conseguiu a arranjar o meu número de telemóvel, e desde aí lá mantivemos contacto. Curioso é o facto de termos estudado na mesma universidade durante 4 meses, vivido na mesma residência universitária e até termos identificado noites em que ambos estivemos presentes na Disco local! Acho estes encontros e histórias resultantes na mobilidade humana uma verdadeira delícia.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

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1 - Cinema - Orange Wednesdays


Ora bem, desde que cá cheguei ao UK só fui praí umas 3 ou 4 vezes ao cinema, muito pela simples razão de achar que é demasiado caro. Não sou forreta, só acho que tudo tem um preço, e detesto pagar mais do que é merecido por qualquer coisa, sobretudo quando a experiência oferecida pelo cinema é pouco melhor que aquela que podemos ter em casa com as fabulosas televisões que hoje em dia temos em casa e sem o desconforto de pipocas a voar por todo o lado e alguém e empurrar a nossa cadeira com os joelhos.


Convivi confortavelmente com esta atitude até ao lançamento do "Inbetweeners the film". Há coisas que não dá para adiar, e comecei a ficar angustiado, a dormir mal e ficar de mau humor com a ideia de ainda não ter visto este filme. Ora bem, decidi então ir ao google e pesquisar "cheap cinema tickets", "cinema vouchers" etc até que fui dar ao site MSE que já referi outras vezes. Aí descobri o "Orange Wednesdays". Os clientes da operadora de telemóvel Orange podem enviar uma sms com o texto "FILM" para o nr 241 e recebem um código que lhes permitem ter um bilhete grátis na compra de um bilhete de cinema às  quartas-feiras. E não é que eu e a Ana temos as quartas-feiras de folga todas as semanas?! mesmo a calhar.
Eu não era cliente da Orange, mas seguindo as instruções no site mencionado encomendei logo um cartão da Orange que prontamente me chegou a casa pelo correio. (não tem carregamentos obrigatórios nem tão pouco tenho que fazer chamadas, apenas vai viver no meu velhinho nokia e acordar nas terças-feiras antes das quartas-feiras que queira ir ao cinema! 35p a sms).


Assim lá tivemos os 2 bilhetes por £7,50 (em vez de £15)


Quanto ao filme tenho a dizer que está lá, 5 estrelas.
Esta série, que já aqui falei, atingiu uma fama que não poderia de forma alguma ser expectável. Deu para sentir por parte da audiência algum culto da série.
Trailer:



(admito que à partida, apenas vendo o trailer, possa parecer mais um "American Pie" versão inglesa)


Os Inbetweeners é uma série sobre um grupo de quatro amigos, que vivem nos arredores de Londres, e que acompanha a sua vida ao longo do percurso na Escola Secundária. O filme surge como capitulo final nas férias de verão entre escola e Universidade.


Esta série é do mais rude que pode existir mas ao mesmo tempo um retrato muito realista do UK e está classificada como para maiores de 18, apesar dos actores representarem personagens com 15 até 18 anos.
Se ficarem tentados a ver, por amor de Deus, comprem na Amazon as 3 séries (£13), e só depois comprem os bilhetes para o filme.
Mais uma vez, está 5 estrelas ao ponto de ter passado a quinta-feira a rir sozinho e com aquele aperto idêntico ao que se sente quando se vem de umas férias fabulosas... "acabou, não vai voltar, nãooooooooooooooo"


PS: Vivo em Blackburn, sou sócio do Backburn Rovers e trabalho em Burnley. A rivalidade entre Burnley e Backburn é EXTREMA (igual ou pior que Braga vs Guimarães), ultrapassando mesmo o futebol. Gostei muito quando numa determinada parte do filme, Burnley veio à baila (jovens de Burnley em férias na Grécia) e um dos personagens principais comenta "Burnley is shit anyway", e toda a plateia no cinema (Backburn) começa e celebrar como se estivesse num estádio de futebol e tivesse sido golo!
PS2: Gostei também de ver um personagem com a tattoo do Blackburn Rovers no braço!




2 - Internet Surveys


E não é que funciona? Aqui não se trata de poupar dinheiro, mas de fazer dinheiro. Já estou registado com alguns sites de "sondagens" (internet surveys) praí há 3 anos. A verdade é que raramente me dou ao trabalho de prestar atenção a estes "surveys", acabando por fazer menos do que um por mês. Lembrei-me porque enquanto esperava que a Ana chegasse do trabalho para irmos ao cinema lá recebi um email a convidar para mais um survey. 10 min e pagavam £1. Achei justo e fiz.


Em 3 anos terei feito £40 a £50, mas é possível ganhar muitíssimo mais para quem tiver disponibilidade. (ainda agora recebi convite para um survey que dura 15min e pagariam £1,5)


Os melhores sites de surveys:
http://www.panelbase.net/
http://uk.lightspeedpanel.com/


(são os melhores pois pagam em dinheiro. Não tenho paciencia para ganhar "vouchers")




Abraço

domingo, 28 de agosto de 2011

Como apanhar uma carroça num restaurante Inglês sem ficar a pedir?

Só recentemente descobri como!

Há coisa de uma semana atrás eu e a Ana fomos, com outro casal cuja rapariga trabalha com a Ana,  jantar a um restaurante ligeiramente diferente do normal.

A Ana já lá tinha ido anteriormente num jantar da farmácia, e tinha ficado com vontade de lá voltar. É um restaurante ligeiramente diferente na medida em que é em todos os aspectos um ambiente o mais familiar possível. A "casa", é verdadeiramente uma casa normal, o que por cá se chama uma terraced house (casa geminada) cuja sala da frente foi transformada em sala de jantar do "restaurante". O Restaurante é propriedade de um casal de italianos, que são a totalidade dos funcionários. Ele cozinha, e ela serve às mesas. Outro pormenor é que não têm licença para venda de bebidas alcoólicas. Curiosamente isto não significa que não se possa beber álcool no restaurante, apenas não se pode vender, daí que é aceitável que os clientes levem as suas bebidas (!)

Outro pormenor deste restaurante é que só abre alguns dias por semana, e que fecha consoante as férias do casal de proprietários. (Pelos vistos fecha aos três meses de cada vez quando o casal vai passar uns tempos a casa (Itália)).
Talvez por causa da boa comida ou pelo conceito em que os clientes levam as próprias bebidas, ou então por ambos, é um local bastante concorrido e é essencial marcação prévia para conseguir lugar.

Na sexta-feira 10 minutos antes da hora marcada estacionamos o carro na rua do restaurante. Foi fácil identificar o restaurante, bastando para tal seguir os transeuntes com garrafas de vinho e cerveja mão. Com o local identificado lá saí do carro munido de um Dão tinto e de saca-rolhas no bolso.


Ao passar a porta constatei que as dimensões da sala de jantar eram inferiores às da minha sala em casa, e que a contar com as 4 pessoas da nossa mesa éramos 22 pessoas no total! Isto significa que estava bastante cheio, ao ponto de pessoas terem que se levantar das suas mesas para que outras pudessem ir ao WC ou lá fora fumar um cigarro.

Em jeito de resumo diria que a comida estava muito boa, a um preço bastante acessível. Talvez porque permitem que os clientes levem bebidas alcoólicas, as bebidas não alcoólicas vendidas no restaurante eram super baratas, como coca-cola a 65p. O ponto negativo é que o facto de ser um espaço muito pequeno, que estando cheio de gente bastante alcoolizada é uma barulheira desgraçada... Mas não há como sair do restaurante não satisfeito, pela qualidade da comida, pelo preço acessível, porque já se sai de lá bem regado com vinho de qualidade, e pelo esforço que aquele casal não tem que fazer para conseguir servir tantos clientes daquela forma.

PS:  A minha masculinidade saiu de rastos daquele jantar. Da minha garrafa de Dão tinto que levei bebi pouco mais que meia garrafa. Já por outro lado a colega da Ana bebeu sozinha uma garrafa inteirinha de um vinho branco, e pior que tudo, ficou na mesma. Não há pedal para estes bifes no que toca a beber!

PS2: Detestei o vinho tinto Dão. Já não estou habituado a um sabor tão acre e adstringente. Prefiro tintos alentejanos ou do Sul de Espanha.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O meu coração continua a ter apenas uma cor: azul e branco

Aí está à porta o início da Premier League:


Se vamos emigrar e deixar o nosso país do coração então há que fazê-lo como deve ser*

Isto digo eu parafraseando (embora num contexto diferente) um toxicodependente que recentemente foi à minha farmácia para fazer troca de seringas, e que à pergunta: "what drug do you use with these needles?" respondeu: "Heroin... and Cocaine... If you do it at least you do it properly..."


*Digo isto num sentido amplo, no sentido em que qualquer emigrante deve experienciar e viver ao máximo a realidade e cultura deste novo país em que vive, e não necessariamente que só quem acompanha de perto e vibra com  algo de certa forma fútil como o desporto rei na Inglaterra é que vive essa experiência ao máximo.

PS: Antes que alguém lance boatos maliciosos, confirmo desde já que já era adepto do Blackburn Rovers desde pequenino. É uma sorte que o clube mais barato da premier league tenha o estádio bem pertinho, cerca de uma cerveja a pé da minha casa.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Broken Britain - 1

Ora viva,

Cá estamos de volta depois de uma ausência prolongada. Mas um blog é mesmo assim, "acontece" ao sabor da vontade e inspiração.

O título indica desde logo que vou falar da vergonha de todo tamanho que tem acontecido nos últimos dias em quase todas as cidades deste país super civilizado. No entanto não vou escrever muito sobre isso, mas apenas deixar a descrição de um episódio que vivi ontem na farmácia.

Uma técnica da farmácia vem falar comigo informando-me que uma jovem aguardava uma consulta com o farmacêutico para o fornecimento da pílula do dia seguinte. (algo de normal, que acontece todos os dias).

Passado dois a três minutos já estávamos sentados na sala de consulta, eu, a jovem e uma amiga que a acompanhava.

Durante esta consulta o farmacêutico vai seguindo um protocolo fazendo uma série de perguntas e documentando a informação obtida ao mesmo tempo de dá aconselhamento em várias áreas (Contracepção, doenças sexualmente transmissíveis, o próprio funcionamento do ciclo menstrual etc etc).

Durante todo esse processo, que demora uns 10-15 minutos aconteceu o seguinte:

Telemóvel: "ring, ring ring"
Jovem: Deita a mão ao bolso de onde calmamente retira o telemóvel e de seguida corta a chamada, colocando o telemóvel em cima das pernas.
Eu: Deito-lhe um olhar reprovador e continuo a consulta

Telemóvel: "ring ring ring".
Eu: "Tem que desligar o telemóvel"
Jovem: "ok" e lá mexe no telemóvel.

Telemóvel: "ring, ring, ring"
Eu: "Afinal não estava desligado. Desligue o telemóvel agora"
Jovem: "Já está".
Eu: vendo o ecrã do telemóvel ligado digo: " Não está nada, o ecrã está ligado por isso ponha o telemóvel em cima da  mesa ou então não continuo esta consulta."
Jovem: "O telemóvel está bem aqui, isso é patético".
Eu: "Tem que ser para que preste atenção às minhas perguntas e para que entenda a informação que lhe estou a transmitir"
Jovem: "Eu já sei essa treta toda"
Eu: "A opção é meter o telemóvel em cima da mesa ou não continuo a consulta"
Jovem: "Não meto"
Eu: "Ok, a consulta termina aqui, get out"
Jovem: "És patético"
Eu: "Tens que aprender a mostrar respeito pelos profissionais"

*Jovem uma rapariga de 23 anos acompanhada pela amiga de uns 40.

Apenas um exemplo revelador do estado a que esta sociedade britânica chegou. Estes mais recentes incidentes em que tivemos jovens vândalos a pilhar e destruir tudo por divertimento e no dia seguinte outros jovens a voluntariamente limpar a destruição, só vêm evidenciar aquilo que está à vista de todos, ou seja, uma sociedade completamente bipolarizada, com uma fatia da sociedade com uma atitude e comportamento de uma sociedade escandinava que convive com  a outra fatia da sociedade, de comportamento terceiro-mundista e com atitudes que consideraríamos normais numa "América latina". Qualquer emigrante Português cá vive com este sentimento de amor-ódio pela sociedade britânica.

A actuação das autoridades e governo durante esta última semana deixaram-me deveras desiludido com este país. Concordo com os direitos humanos e que se tratem as pessoas com dignidade, mas quando isto interfere com a liberdade, alegria, e bem estar de pessoas de bem e ordeiras, não podemos andar a "brincar ao apanha"... Honestamente, tenho vergonha de viver num país que não defende as pessoas de bem.

E não me venham com as tretas de que isto é uma revolta contra os cortes nos apoios sociais... Qualquer um que não trabalhe no UK e receba benefícios sociais está automaticamente nos 20% mais ricos das população mundial.

* Não, apesar de tudo ainda não equaciono deixar isto.

Banda sonora deste post:

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Considero

o nível de religiosidade de um individuo como uma das caracteristicas que mais acertadamente se relaciona com o nível de lucidez e brilhantismo dessa mesma pessoa.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Também já

bebo mais vinho que cerveja.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Já

uso mais vezes camisa  que t-shirt.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nunca

cortei a barba fora de casa.
(ie, 2 semanas de férias = 2 semanas de pêlo  na cara)

domingo, 3 de julho de 2011

Gosto

de mulheres que sabem não usar maquilhagem.