Ora viva,
Há umas semanas atrás meti aqui um post sobre a criação de um business card (cartão de visita) para a minha actividade profissional. Lancei também o apelo para o envio de sugestões por parte dos leitores e posteriormente em jeito de concurso fazermos aqui a votação!
Torna a blogosfera mais interactiva e de certa forma até é divertido :)
Ok chega então a hora da votação:
- Acontece que por falta de tempo, esquecimento ou outras razões várias, não me chegaram sugestões. Provavelmente não meti dramatismo suficiente no meu pedido de ajuda. Já pensaram que se o meu negócio vai por água abaixo por causa da falta de um business card decente, terei de fazer cortes nas despesas, e provavelmente terei de cortar o acesso à internet e consequentemente acabar com o blog? Depois quero ver os milhares de emails que vou receber e doações a choverem na minha conta paypal...
Adiante.
Lá tive de tirar o meu portátil antigo que tem o photoshop do armário e desenhar algo eu próprio. Não é bem um portátil, é apenas um teclado, uma ver que o ecrã já foi para o lixo. E mesmo teclado já não o é a 100% uma vez que já lhe faltam muitas teclas. Mas mesmo assim, ligado à televisão e com um rato, ainda dá para "brincar" com ele.
Disse que não me chegaram sugestões mas não é 100% verdade.
Sugestão da Liliana. Obrigado pela ideia, realmente tem algo a ver com a área da saúde, mas provavelmente é muito "standard".
Sugestão do Karoglan. Sem dúvida excelente, mas, e não o posso culpar por não saber, aqui no UK o português não língua oficial. As palavras "profissão" e "frase" foram o calcanhar de Aquiles desta criação genial.
Sugestão minha1. Nem sei que pense desta proposta que fiz. Talvez cative a atenção, mas talvez um pouco foleira ao mesmo tempo.
Sugestão minha2. Foi este o cartão de visita que escolhi e que mandei imprimir:
(A ideia é que pareça uma caixa de um medicamento, onde o código de barras corresponde ao meu contacto telefónico. Dá para perceber isso imediatamente, certo?)
Abraço
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
O meu patrão é que é um gajo porreiro!
é que é mesmo!
É adepto do Manchester City desde sempre e é daqueles adeptos vai a quase todos os jogos (todos em casa e muitos fora, inclusive no estrangeiro).
Mas azar dos azares as férias marcadas há algum tempo atrás coincidiram com jogo Man City - FC Porto.
Andou até à última da hora a ver se mesmo de férias conseguiria ir ao jogo. Ontem deve ter chegado à conclusão que não dava mesmo, e veio ter comigo a perguntar se eu queria dois bilhetes para o jogo! (não são bilhetes individuais, são os ""season tickets" dele e do filho para época inteira que incluem todo e qualquer jogo que o City faça em casa.)
Assim na próxima quarta-feira (meu dia de folga!) lá estaremos, eu e o meu camarada G., devidamente camuflados, na bancada dos adeptos fanáticos do City.
Um golo do FCP pode facilmente ditar o linchamento destes dois emigras.
PS: A ver como corre hoje. Não consigo meter aposta em nenhum resultado.
PS2: Na terça-feira meti 10£ no Besiktas e assim fiz 55£ de lucro! (Peço desculpa amigo Karoglan)
PS3: Ontem meti 5£ no Benfica e bem me lixei. Será que dá mais lucro apostas contra equipas tugas?
É adepto do Manchester City desde sempre e é daqueles adeptos vai a quase todos os jogos (todos em casa e muitos fora, inclusive no estrangeiro).
Mas azar dos azares as férias marcadas há algum tempo atrás coincidiram com jogo Man City - FC Porto.
Andou até à última da hora a ver se mesmo de férias conseguiria ir ao jogo. Ontem deve ter chegado à conclusão que não dava mesmo, e veio ter comigo a perguntar se eu queria dois bilhetes para o jogo! (não são bilhetes individuais, são os ""season tickets" dele e do filho para época inteira que incluem todo e qualquer jogo que o City faça em casa.)
Assim na próxima quarta-feira (meu dia de folga!) lá estaremos, eu e o meu camarada G., devidamente camuflados, na bancada dos adeptos fanáticos do City.
Um golo do FCP pode facilmente ditar o linchamento destes dois emigras.
PS: A ver como corre hoje. Não consigo meter aposta em nenhum resultado.
PS2: Na terça-feira meti 10£ no Besiktas e assim fiz 55£ de lucro! (Peço desculpa amigo Karoglan)
PS3: Ontem meti 5£ no Benfica e bem me lixei. Será que dá mais lucro apostas contra equipas tugas?
domingo, 5 de fevereiro de 2012
A brincar aos bancos
Mais uma vez o migrant_script vem aqui dar aconselhamento na área financeira.
No que toca a bancos toda a gente gosta de os rotular como criminosos e grandes responsáveis pela crise actual. Sabe bem dizer mal, mas a verdade é que a maior parte das pessoas que criticam os bancos desperdiçam boas oportunidades de "fazer" algum dinheiro às custas dos mesmos.
Os bancos adoram a atitude apática da maior parte dos seus clientes. (e apercebo-me que essa é realmente a atitude mais comum).
Vou então falar da minha experiência, um individuo que apesar de não ter fortunas, tenta espremer os bancos até ao tutano.
Desde que cheguei ao Reino Unido já abri contas bancárias com pelo menos cinco instituições bancárias. Contas bancárias então, para cima de quinze. Porquê? Porque é fácil abrir contas bancárias. Porque não acarreta custos extra e porque os bancos assim me obrigam.
Os bancos estão sedentos por dinheiro, e criam todo o tipo de estratégias, nomeadamente taxas de juro introdutórias acima da média mas que após o período inicial baixam para 0.1% (altura em que se fecha a conta e se abre outra líder do mercado) e através de bónus para abertura de conta corrente.

Contas correntes:
Do site moneysavingexpert:
New switching bribes mean for the first time five major providers have hardcore promotions vying for the coveted best-buy crown
(este artigo compara as condições oferecidas pelos principais bancos britânicos. Todos oferecem condições especiais por receberem o nosso salário todos os meses)
Ora bem, eu tinha uma conta corrente com a Halifax. Recebia £5 por mês com a condição de colocar lá o meu salário todos os meses. Depois vi que a First Direct oferecia £100 a quem transferisse a conta corrente principal de outro banco para eles. Para novos clientes que transferissem a conta corrente para eles, permitiam também a abertura de uma conta poupança com juros de 8% (isto é mais do dobro das taxas de juro actuais das contas poupança) sendo que esta conta permite o depósito máximo de £300/mês durante 12 meses. Com condições destas lá tive que o fazer.
O melhor de tudo é que agora recebo o meu salário na nova conta first direct (na qual já recebi as £100 de bónus) e após transferir £300 para a conta poupança a 8%, transfiro o resto do salário (standing order) para a minha antiga conta halifax, que desta forma continua a dar-me os £5 de bónus (!)
No final dos doze meses quando a super taxa de juro de 8% terminar lá terei que mudar a conta que recebe o salário para outro banco e assim receber outras £100 ou outras ofertas que estejam em vigor na altura.
Cartões de crédito:
Esta é outra guerra que anda ao rubro. Depois de durante muito tempo ter sequer recusado comparar cartões de crédito, tive que dar o braço a torcer e adquirir um. Afinal de contas eles até pagam para que tenhamos um cartão de crédito.
Também com a Halifax solicitei um cartão de crédito que me dá £5 em cada mês que gaste pelo menos £300. O que facilmente acontece. Ao fim de 60 dias todo o valor em crédito é automaticamente transferido a partir da minha conta corrente, e desta forma não pago qualquer juro. Pagar com 60 dias em atraso sem penalização e ainda receber £5 de volta parece-me muito bem.
Há muitos outros tipos de promoções com cartões de crédito, sendo que alguns dão até 5% do valor gasto!
Obviamente que o objectivo dos bancos é que os clientes percam o controlo sobre as suas finanças e que assim entrem em incumprimento e passem a pagar as taxas de juro ridículas de 19% para cima.
Agora o resumo:
Transferir conta ordenado para a First Direct = £100 bónus.
Continuar a receber £5 por transferir dinheiro da First Direct para Halifax = £5 x 12 = £60
Gastar £300 todos os meses com o cartão de crédito (gasolina, comida, etc) dá £5 = £5 x 12 = £60
Meter £300 por mês numa conta poupança com super juro de 8% dá ao fim de 12 meses = £170
Total: £390 num ano (Portanto umas belas férias patrocinadas pelo banco todos os anos. Já fui a Maiorca, Tenerife, Grécia, Egipto por valores semelhantes a isto.)
Beneficiando da maravilha que são as apps dos smartphones ainda é possível fazer muito melhor. Tenho uma conta poupança com a Halifax que rende 2.8% que permite depósitos e levantamentos ilimitados. Estão a ver o que dá para fazer?
Pois, lá mantenho a minha conta corrente (a do cartão de débito) sempre nas lonas, com até £200, e tudo o resto entra logo na conta poupança. Qualquer pagamento maior que tenha de fazer lá pego no telemóvel e em um minuto transfiro para a conta corrente e fico pronto a usar o cartão de débito (isto apenas se tiver penalizações para usar o cartão de crédito). Isto ainda dá umas dezenas de euros extra ao fim do ano.
*
Não estou cheio de dinheiro nem fiz este post para me exibir. A única razão pela qual abri tantas contas a longo dos anos é porque que quando compramos a casa, fizemos um empréstimo com taxa fixa que não permite a amortização do valor em dívida sem penalização. Caso contrário não andava a abrir contas no banco com juros de 4% ao mesmo tempo que pagava 6% ao banco do empréstimo da casa. Por outro lado os bancos normalmente só oferecem condições realmente acima da média a novos clientes, e como é tão fácil abrir uma conta (nem é preciso ir ao banco, faz-se tudo online) simplesmente não me resisto.
PS: Não querendo dizer muito mal de Portugal, tenho que dizer que o sistema bancário britânico é mil vezes superior. A concorrência entre os bancos é enorme e é tudo feito de forma mais transparente, o sistema de online e mobile banking também fabulosos, e as contas não têm as dispendiosas anuidades e impostos de selo.
PS2: Não tenham piedade dos bancos.
No que toca a bancos toda a gente gosta de os rotular como criminosos e grandes responsáveis pela crise actual. Sabe bem dizer mal, mas a verdade é que a maior parte das pessoas que criticam os bancos desperdiçam boas oportunidades de "fazer" algum dinheiro às custas dos mesmos.
Os bancos adoram a atitude apática da maior parte dos seus clientes. (e apercebo-me que essa é realmente a atitude mais comum).
Vou então falar da minha experiência, um individuo que apesar de não ter fortunas, tenta espremer os bancos até ao tutano.
Desde que cheguei ao Reino Unido já abri contas bancárias com pelo menos cinco instituições bancárias. Contas bancárias então, para cima de quinze. Porquê? Porque é fácil abrir contas bancárias. Porque não acarreta custos extra e porque os bancos assim me obrigam.
Os bancos estão sedentos por dinheiro, e criam todo o tipo de estratégias, nomeadamente taxas de juro introdutórias acima da média mas que após o período inicial baixam para 0.1% (altura em que se fecha a conta e se abre outra líder do mercado) e através de bónus para abertura de conta corrente.

Contas correntes:
Do site moneysavingexpert:
New switching bribes mean for the first time five major providers have hardcore promotions vying for the coveted best-buy crown
(este artigo compara as condições oferecidas pelos principais bancos britânicos. Todos oferecem condições especiais por receberem o nosso salário todos os meses)
Ora bem, eu tinha uma conta corrente com a Halifax. Recebia £5 por mês com a condição de colocar lá o meu salário todos os meses. Depois vi que a First Direct oferecia £100 a quem transferisse a conta corrente principal de outro banco para eles. Para novos clientes que transferissem a conta corrente para eles, permitiam também a abertura de uma conta poupança com juros de 8% (isto é mais do dobro das taxas de juro actuais das contas poupança) sendo que esta conta permite o depósito máximo de £300/mês durante 12 meses. Com condições destas lá tive que o fazer.
O melhor de tudo é que agora recebo o meu salário na nova conta first direct (na qual já recebi as £100 de bónus) e após transferir £300 para a conta poupança a 8%, transfiro o resto do salário (standing order) para a minha antiga conta halifax, que desta forma continua a dar-me os £5 de bónus (!)
No final dos doze meses quando a super taxa de juro de 8% terminar lá terei que mudar a conta que recebe o salário para outro banco e assim receber outras £100 ou outras ofertas que estejam em vigor na altura.
Cartões de crédito:
Esta é outra guerra que anda ao rubro. Depois de durante muito tempo ter sequer recusado comparar cartões de crédito, tive que dar o braço a torcer e adquirir um. Afinal de contas eles até pagam para que tenhamos um cartão de crédito.
Também com a Halifax solicitei um cartão de crédito que me dá £5 em cada mês que gaste pelo menos £300. O que facilmente acontece. Ao fim de 60 dias todo o valor em crédito é automaticamente transferido a partir da minha conta corrente, e desta forma não pago qualquer juro. Pagar com 60 dias em atraso sem penalização e ainda receber £5 de volta parece-me muito bem.
Há muitos outros tipos de promoções com cartões de crédito, sendo que alguns dão até 5% do valor gasto!
Obviamente que o objectivo dos bancos é que os clientes percam o controlo sobre as suas finanças e que assim entrem em incumprimento e passem a pagar as taxas de juro ridículas de 19% para cima.
Agora o resumo:
Transferir conta ordenado para a First Direct = £100 bónus.
Continuar a receber £5 por transferir dinheiro da First Direct para Halifax = £5 x 12 = £60
Gastar £300 todos os meses com o cartão de crédito (gasolina, comida, etc) dá £5 = £5 x 12 = £60
Meter £300 por mês numa conta poupança com super juro de 8% dá ao fim de 12 meses = £170
Total: £390 num ano (Portanto umas belas férias patrocinadas pelo banco todos os anos. Já fui a Maiorca, Tenerife, Grécia, Egipto por valores semelhantes a isto.)
Beneficiando da maravilha que são as apps dos smartphones ainda é possível fazer muito melhor. Tenho uma conta poupança com a Halifax que rende 2.8% que permite depósitos e levantamentos ilimitados. Estão a ver o que dá para fazer?
Pois, lá mantenho a minha conta corrente (a do cartão de débito) sempre nas lonas, com até £200, e tudo o resto entra logo na conta poupança. Qualquer pagamento maior que tenha de fazer lá pego no telemóvel e em um minuto transfiro para a conta corrente e fico pronto a usar o cartão de débito (isto apenas se tiver penalizações para usar o cartão de crédito). Isto ainda dá umas dezenas de euros extra ao fim do ano.
*
Não estou cheio de dinheiro nem fiz este post para me exibir. A única razão pela qual abri tantas contas a longo dos anos é porque que quando compramos a casa, fizemos um empréstimo com taxa fixa que não permite a amortização do valor em dívida sem penalização. Caso contrário não andava a abrir contas no banco com juros de 4% ao mesmo tempo que pagava 6% ao banco do empréstimo da casa. Por outro lado os bancos normalmente só oferecem condições realmente acima da média a novos clientes, e como é tão fácil abrir uma conta (nem é preciso ir ao banco, faz-se tudo online) simplesmente não me resisto.
PS: Não querendo dizer muito mal de Portugal, tenho que dizer que o sistema bancário britânico é mil vezes superior. A concorrência entre os bancos é enorme e é tudo feito de forma mais transparente, o sistema de online e mobile banking também fabulosos, e as contas não têm as dispendiosas anuidades e impostos de selo.
PS2: Não tenham piedade dos bancos.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
on the go...
Aqui o vosso menino da aldeia continua maravilhado com o avanço dos smartphones e o quanto tornam a nossa vida tão mais simples, tão melhor!
Ainda há poucos anos isto não teria sido possível (não com a mesma rapidez):
Esta semana fomos à agência de viagens para finalmente marcar as próximas férias. Nem estávamos a contar que ficasse tudo marcado nesse dia, mas depois de muito ver online, achamos que era melhor visitar uma agência de viagens pessoalmente. E assim fizemos.
Praí uma hora depois, já com tudo marcado (os 6 voos, transfers, e 3 hotéis onde vamos ficar) ficamos a saber que teríamos de fazer o pagamento do valor total, e que isso teria de ser feito em x minutos (não sei se de 30 min - 1 hora) para que todas as marcações fossem asseguradas.
Ora bem, estava claramente desprevenido. Os cartões de débito que tinha na carteira são de contas correntes onde não tinha dinheiro suficiente. Tinha cartão de crédito, mas implicaria pagar praí 70£ de taxas adicionais!
É aqui que entram as maravilhas do mobile banking. Pego no telemóvel, abro a app do online banking e em poucos segundos transfiro o dinheiro de uma conta poupança para a conta corrente. Passado um minuto já estava o pagamento das férias finalizado através do cartão multibanco.
(maravilhas do mobile banking e do sistema bancário com transferências instantâneas)
Após esta fase o funcionário da agência de viagens disse que apenas precisava de 10 minutos para organizar e imprimir toda a papelada relativa às nossas férias.
Aí lembrei-me que tinha pedido o sábado da partida para férias de folga. Era uma folga relativa a uma farmácia onde trabalho apenas duas vezes por mês, e que marquei há uns meses pois tinha medo que as férias que viesse a marcar me impedissem de fazer o turno das 9h00 às 13h00. Mas como vamos sair de Manchester às 20h00, decidi enviar email ao coordenador das marcações de farmacêuticos para esta companhia de farmácias inglesas (Cooperative Pharmacy). Disse-lhe que se ainda não tivesse arranjado farmacêutico para a folga que eu tinha requisitado anteriormente, que eu afinal estaria disponível para trabalhar. Respondeu-me imediatamente a dizer que já tinha tratado de me substituir para esse dia, mas que se estivesse interessado em trabalhar que tinha quatro farmácias com vaga para esse Sábado. Vi no google maps a localização das quatros opções propostas e optei por uma farmácia que abriu apenas há um mês e para a qual aceitei trabalhar das 7h00 às 15h00.
Ficou tudo tratado no momento. Saí da agência de viagens com férias tratadas, pagas e trabalho agendado.
(fabuloso a rapidez com que tudo fica tratado e a flexibilidade que a profissão ainda permite)
PS: Pela primeira vez vamos passar duas semanas inteirinhas de férias que não em Portugal.
Tema
Holidays,
Pharmacy World
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Business Card
Ora viva,
Na minha opinião o famoso "Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro" do meio profissional traduz-se em ter uma vasta colecção de gravatas que se usam diariamente, fazer chamadas telefónicas em língua estrangeira e ter um "business card" que se oferece a torto e a direito a qualquer pessoa com quem se trave contacto profissional.
Neste momento, tendo mais de 30 gravatas no armário, e fazendo diariamente dezenas de chamadas telefónicas usando uma língua que me é estrangeira, falta-me o passo final para atingir esse pico de sucesso profissional. Falta-me um business card (cartão de visita).
Alguém pode dar uma mão?
Foi neste mês de Janeiro que este blog registou o maior número de visitas mensais desde que nasceu há quase cinco anos, o que a prova viva que o facebook não conseguiu matar a blogosfera, e além disso se a pindérica da pipoca mais doce pode criar este tipo de "passatempos", eu também posso.
Dados a aparecer:
Profissão "Locum Pharmacist"
Eugénio Carvalho
GPhC: 123456 (isto é o nr de registo na ordem dos farmacêuticos de cá)
Mobile: 0791212121212
email: 1exemploqualquer@gmail.com
Frase:
"Providing essential, advanced and enhanced services in community pharmacy"
Qualquer obra de arte é enviar para eugenioooo@gmail.com (este email é mesmo o meu)
Nunca se sabe se tenho seguidores com talento e disposição para perder uns 20 minutos num photoshop ou paint. Se não receber nenhum modelo de business card, não fico chateado, eu próprio tratarei de tentar fazer um. Caso receba algumas propostas farei um novo post com direito a votação.
Sugestões serão aceites até às 18h00 do dia dos namorados. (Para parecer assunto sério)
Pago um café ao vencedor*.
Agora num registo mais sério, explico o porquê do cartão. A realidade da farmácia do UK está a apertar cada vez mais, com remunerações a descerem e ofertas de emprego a desaparecerem o que me deixa de certa forma apreensivo. Numa tentativa de me antecipar a uma situação ainda pior no futuro quero com este cartão alargar a minha rede de contactos. Primeiramente visitar algumas farmácias da região e deixar o meu contacto. Se possível conseguir desta forma marcações para um dia ou outro de trabalho e assim dar-me a conhecer no "terreno".
* a não ser que seja benfiquista.
Na minha opinião o famoso "Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro" do meio profissional traduz-se em ter uma vasta colecção de gravatas que se usam diariamente, fazer chamadas telefónicas em língua estrangeira e ter um "business card" que se oferece a torto e a direito a qualquer pessoa com quem se trave contacto profissional.
Neste momento, tendo mais de 30 gravatas no armário, e fazendo diariamente dezenas de chamadas telefónicas usando uma língua que me é estrangeira, falta-me o passo final para atingir esse pico de sucesso profissional. Falta-me um business card (cartão de visita).
(imagem do google)
Como o portátil onde tinha o photoshop morreu de velhice não tenho alternativa se não vir para aqui criar o passatempo "Cria o business card do Eugénio".Alguém pode dar uma mão?
Foi neste mês de Janeiro que este blog registou o maior número de visitas mensais desde que nasceu há quase cinco anos, o que a prova viva que o facebook não conseguiu matar a blogosfera, e além disso se a pindérica da pipoca mais doce pode criar este tipo de "passatempos", eu também posso.
Dados a aparecer:
Profissão "Locum Pharmacist"
Eugénio Carvalho
GPhC: 123456 (isto é o nr de registo na ordem dos farmacêuticos de cá)
Mobile: 0791212121212
email: 1exemploqualquer@gmail.com
Frase:
"Providing essential, advanced and enhanced services in community pharmacy"
Qualquer obra de arte é enviar para eugenioooo@gmail.com (este email é mesmo o meu)
Nunca se sabe se tenho seguidores com talento e disposição para perder uns 20 minutos num photoshop ou paint. Se não receber nenhum modelo de business card, não fico chateado, eu próprio tratarei de tentar fazer um. Caso receba algumas propostas farei um novo post com direito a votação.
Sugestões serão aceites até às 18h00 do dia dos namorados. (Para parecer assunto sério)
Pago um café ao vencedor*.
Agora num registo mais sério, explico o porquê do cartão. A realidade da farmácia do UK está a apertar cada vez mais, com remunerações a descerem e ofertas de emprego a desaparecerem o que me deixa de certa forma apreensivo. Numa tentativa de me antecipar a uma situação ainda pior no futuro quero com este cartão alargar a minha rede de contactos. Primeiramente visitar algumas farmácias da região e deixar o meu contacto. Se possível conseguir desta forma marcações para um dia ou outro de trabalho e assim dar-me a conhecer no "terreno".
* a não ser que seja benfiquista.
Tema
Pharmacy World
domingo, 29 de janeiro de 2012
Visit to the Market
Quanto custa viver no UK?
Como escrevi em várias ocasiões, fazemos visitas regulares ao mercado de Bolton.
Hoje estava a arrumar tudo o que compramos e decidi tirar foto:
Como escrevi em várias ocasiões, fazemos visitas regulares ao mercado de Bolton.
Hoje estava a arrumar tudo o que compramos e decidi tirar foto:
2 chocos
6 solhas
9 peitos de frango
3 corações de cabrito
1 perna de cabrito
1 barriga de porco
0,5kg de coração e fígado de frango
Pimentos
Batatas
Uvas
Tomates
Tudo isto custou cerca de £35.
Agora vou ali dormir para o sofá que estes chocos à bordalesa acompanhados de tinto Rioja assim obrigam.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
My new phone contract!
Boas noites.
Já por várias ocasiões mencionei o tema do telemóvel . Aqui no Reino Unido os preços dos telemóveis são consideravelmente mais baixos, tanto dos telemóveis como dos contratos pós-pagos (contract), de tal forma que pouca gente tem tarifários pré-pagos (pay as you go).
Há quase dois anos atrás lá fiz um contrato de 24 meses com a t-mobile. Um daqueles "deals" que inclui telemóvel a um preço decente e um contrato com uma determinada mensalidade como descrevi num post da altura. Ora bem, aqui no UK, quando um contrato se aproxima do seu término é a verdadeira loucura! Chega o momento do "upgrade". Já há uns meses que comecei a padecer deste síndrome pré-upgrade, que inclui diversas conversas com outras pessoas sobre qual será o melhor contrato/smartphone, visitas a várias lojas de telemóveis para brincar com os mais recentes "gadgets" e visitas regulares à página da minha operadora móvel a ver que upgrades me propunham.
Andei de olho no Samsung Galaxy SII mas com o meu plano (£10.21 por mês) e negociando no chat do site da T-Mobile o preço mínimo que me propunham era £250 pelo telemóvel + 24 meses a £10,21.
Mas esta semana fiz log-in na minha conta da T-Mobile e apareceu-me uma proposta "Online deal" em que me tiravam £6 mês da minha mensalidade caso renovasse contrato por 24 meses. (isto sem novo telemóvel incluído). Perante esta proposta renovei imediatamente.
Ou seja:
£4.21 mês tenho direito a:
100 mins para qualquer telemóvel/fixo no UK.(não é muito)
100 sms para UK (uso chats do gtalk para a Ana, e agora o pessoal usa a app "viber")
60min chamadas internacionais (Portugal incluido)
Internet ILIMITADA! Isto sim é um bónus.
No dia seguinte ainda liguei para a linha de apoio a confirmar. E confirma-se.
Decidi que era bom demais para deixar passar, e assim sempre posso comprar um telemóvel desbloqueado separadamente.
Nesse campo tenho que confessar, que tal como a Eva, não resisti à tentação e também eu pequei.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Feriados (Bank Holidays) no UK
Como diz no título, este post falará de algo que toda a gente gosta, os feriados.
Toda a gente gosta de feriados e toda a gente tem uma opinião sobre a forma como a quantidade de feriados em Portugal se compara com outros países.
Lembro-me que desde puto quando o tema da quantidade de feriados em Portugal vinha à conversa, apareciam sempre entendidos na matéria. Mas tão frequentemente ouvi "Ui aqui em Portugal é uma miséria, por exemplo na Suiça há praí o dobro" como "Aqui em Portugal é uma festa, há feriados quase todos os meses, enquanto por exemplo na Suiça há praí três ou quatro por ano". (!) Nunca cheguei a perceber bem se em Portugal temos mais ou menos feriados que a média dos outros países.
Hoje, uns anos mais tarde, já licenciado, continuo sem o saber. Sei porém que esta história dos feriados tem algumas diferenças entre Portugal e o Reino Unido.
Ora em Portugal, um país cheio de história, temos feriados como o 25 de Abril dia da liberdade, 10 de Junho dia de Portugal (data do falecimento de Camões) 5 de Outubro dia da implantação da republica. Também em Portugal, um país beato, temos feriados como o 15 de Agosto dia da Assunção de Nossa Senhora, o 8 de Dezembro dia do Corpo de Deus e outros que tais.
Resumindo, sempre associei conceito de feriado como uma data relevante a celebrar (ou pelo menos a não esquecer). Mas aqui no Reino Unido, um país igualmente cheio de história, parece ser diferente.
Tenho para mim que os primeiros turistas ingleses a "colonizar" a costa espanhola terão tomado conhecimento desta coisa de feriados e, tendo achado piada, terão então decidido importar a ideia para o Reino Unido.
Vejamos os feriados de cá:
New Year's Day - (Como o dia 1 de Janeiro calhou no Domingo, foi feriado a 2 de Janeiro)
Good Friday (Sexta-feira santa, sempre à sexta-feira antes da Páscoa)
Easter Monday (Segunda-feira após Páscoa)
May Day Bank Holiday (Primeira segunda-feira de Maio. O que é que é suposto comemorar aqui?)
Spring Bank Holiday (Última segunda-feira de Maio. Dia da primavera?! É disto que eu falava, não têm datas históricas a assinalar?)
Late Summer Bank Holiday (Última segunda-feira de Agosto)
Christmas Day (Natal)
Boxing Day (Dia após o Natal que por cá serve para ir aos saldos)
Em 2011 tivemos também o feriado no dia do casamento do Príncipe William e em 2012 teremos feriado a 5 de Junho para comemorar os 60 anos da Rainha Elizabeth II no poder.
Vendo bem o número de feriados é notoriamente inferior em relação a Portugal, mas há um aspecto que faz toda a diferença, é que são sempre "comemorados" durante a semana, mesmo que no calendário indique que calham ao fim de semana.
Olhem só para o caso da Anita neste Natal:
Dia 24 Dezembro, Sábado, não trabalhou (nunca trabalha ao Sábado)
Dia 25 Dezembro, Domingo dia de Natal não trabalhou (Nunca trabalha ao Domingo, e quase tudo fechou por ser dia de Natal)
Dia 26 Dezembro, 2a-feira, não trabalhou pois como o Natal calhou ao domingo, o feriado passou para 2a-feira.
Dia 27 Dezembro, 3a-feira, não trabalhou pois foi feriado, o "Boxing Day", que se moveu de dia a seguir ao Natal (o qual foi feriado de Natal) para a 3a-feira.
Dia 28 Dezembro, 4a-feira, não trabalhou pois ambos temos as 4as-feiras de folga
Dia 29 Dezembro, 5a-feira, não trabalhou pois teve a folga do "Christmas Shopping Day*".
Dia 30 Dezembro, 6a-feira -> TRABALHOU!
Depois veio o 31 Dezembro, 1 e 2 de Janeiro que não trabalhou outra vez! Muito dura é esta vida de Pharmacy Manager.
* Christmas Shopping Day - Muitas companhias dão aos empregados um dia de folga (pago) durante o mês de Dezembro, supostamente para que possam fazer as compras de Natal. Isto faz pouco sentido nos dias de hoje em que pouca gente trabalha os cinco dias da semana, e quando todas as lojas estão abertas ao Sábado e Domingo, e quando cada vez mais gente faz compras online. Menos sentido fará ter este dia de folga após o Natal tal como conseguiu negociar a Anita!
Isto é tudo muito bonito, mas a mim os feriados não me fazem nada bem à carteira. Como sou empregado por conta própria, nos feriados, como não trabalho, não recebo.
Toda a gente gosta de feriados e toda a gente tem uma opinião sobre a forma como a quantidade de feriados em Portugal se compara com outros países.
Lembro-me que desde puto quando o tema da quantidade de feriados em Portugal vinha à conversa, apareciam sempre entendidos na matéria. Mas tão frequentemente ouvi "Ui aqui em Portugal é uma miséria, por exemplo na Suiça há praí o dobro" como "Aqui em Portugal é uma festa, há feriados quase todos os meses, enquanto por exemplo na Suiça há praí três ou quatro por ano". (!) Nunca cheguei a perceber bem se em Portugal temos mais ou menos feriados que a média dos outros países.
Hoje, uns anos mais tarde, já licenciado, continuo sem o saber. Sei porém que esta história dos feriados tem algumas diferenças entre Portugal e o Reino Unido.
Ora em Portugal, um país cheio de história, temos feriados como o 25 de Abril dia da liberdade, 10 de Junho dia de Portugal (data do falecimento de Camões) 5 de Outubro dia da implantação da republica. Também em Portugal, um país beato, temos feriados como o 15 de Agosto dia da Assunção de Nossa Senhora, o 8 de Dezembro dia do Corpo de Deus e outros que tais.
Resumindo, sempre associei conceito de feriado como uma data relevante a celebrar (ou pelo menos a não esquecer). Mas aqui no Reino Unido, um país igualmente cheio de história, parece ser diferente.
Tenho para mim que os primeiros turistas ingleses a "colonizar" a costa espanhola terão tomado conhecimento desta coisa de feriados e, tendo achado piada, terão então decidido importar a ideia para o Reino Unido.
Vejamos os feriados de cá:
New Year's Day - (Como o dia 1 de Janeiro calhou no Domingo, foi feriado a 2 de Janeiro)
Good Friday (Sexta-feira santa, sempre à sexta-feira antes da Páscoa)
Easter Monday (Segunda-feira após Páscoa)
May Day Bank Holiday (Primeira segunda-feira de Maio. O que é que é suposto comemorar aqui?)
Spring Bank Holiday (Última segunda-feira de Maio. Dia da primavera?! É disto que eu falava, não têm datas históricas a assinalar?)
Late Summer Bank Holiday (Última segunda-feira de Agosto)
Christmas Day (Natal)
Boxing Day (Dia após o Natal que por cá serve para ir aos saldos)
Em 2011 tivemos também o feriado no dia do casamento do Príncipe William e em 2012 teremos feriado a 5 de Junho para comemorar os 60 anos da Rainha Elizabeth II no poder.
Vendo bem o número de feriados é notoriamente inferior em relação a Portugal, mas há um aspecto que faz toda a diferença, é que são sempre "comemorados" durante a semana, mesmo que no calendário indique que calham ao fim de semana.
Olhem só para o caso da Anita neste Natal:
Dia 24 Dezembro, Sábado, não trabalhou (nunca trabalha ao Sábado)
Dia 25 Dezembro, Domingo dia de Natal não trabalhou (Nunca trabalha ao Domingo, e quase tudo fechou por ser dia de Natal)
Dia 26 Dezembro, 2a-feira, não trabalhou pois como o Natal calhou ao domingo, o feriado passou para 2a-feira.
Dia 27 Dezembro, 3a-feira, não trabalhou pois foi feriado, o "Boxing Day", que se moveu de dia a seguir ao Natal (o qual foi feriado de Natal) para a 3a-feira.
Dia 28 Dezembro, 4a-feira, não trabalhou pois ambos temos as 4as-feiras de folga
Dia 29 Dezembro, 5a-feira, não trabalhou pois teve a folga do "Christmas Shopping Day*".
Dia 30 Dezembro, 6a-feira -> TRABALHOU!
Depois veio o 31 Dezembro, 1 e 2 de Janeiro que não trabalhou outra vez! Muito dura é esta vida de Pharmacy Manager.
* Christmas Shopping Day - Muitas companhias dão aos empregados um dia de folga (pago) durante o mês de Dezembro, supostamente para que possam fazer as compras de Natal. Isto faz pouco sentido nos dias de hoje em que pouca gente trabalha os cinco dias da semana, e quando todas as lojas estão abertas ao Sábado e Domingo, e quando cada vez mais gente faz compras online. Menos sentido fará ter este dia de folga após o Natal tal como conseguiu negociar a Anita!
Isto é tudo muito bonito, mas a mim os feriados não me fazem nada bem à carteira. Como sou empregado por conta própria, nos feriados, como não trabalho, não recebo.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Dois Mil e Doze
Ora já cá estamos em 2012!
Apesar de antecipar um ano sem grandes acontecimentos, veio por este meio anunciar que o migrant_script renovou contrato com o blogspot por mais doze meses.
O prognóstico para 2012 é verdadeiramente um ano sem acontecimentos de maior:
A nível desportivo estou bastante apreensivo, pois o Blackburn Rovers arrisca-se a descer de divisão, e mesmo o FCP não me deixa confiante como no ano de 2011. Obviamente que más notícias a nível desportivo significa ausência de posts no blog.
A nível profissional nem eu nem a Ana perspectivamos qualquer mudança. À partida continuaremos nas mesmas farmácias a ocupar os mesmos cargos, a desempenhar as mesmas funções e a auferir os mesmos salários. Também não vamos iniciar qualquer tipo de investimento paralelo (compra de farmácia, de apartamento para alugar, ou de uma padaria)
Também em 2012 não perspectivamos mudança de carro nem mudança de casa. Nem mesmo obras em casa estão na agenda.
2012, ano de Apocalipse, será uma verdadeira seca para os seguidores do migrant_script. Têm autorização para removerem este blog dos favoritos, da lista de links dos vossos blogs, e para deixarem de fazerem comentários.
Para muitos de vós, até 2013.
migrant_script
PS: Por outro lado, 2012, será um ano de comemorações interessantes, como os 30 anos do autor, e os 10 de namoro com a sua cara metade. Pensando melhor, até poderá ter algum interesse passar por cá.
Bom ano a todos
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Farmacêutico no UK - Já foi muito mais fácil...
Ora viva.
O número crescente e constante de emails que continuo a receber sobre o tema da farmácia no Reino Unido "obriga-me" a voltar a este tema. Vou escrever este post num estado de motivação profissional perigosamente baixo.
Trabalho como farmacêutico comunitário no Reino Unido há quase cinco anos, e assisti durante esse tempo a uma transformação absolutamente incrível na realidade do papel do farmacêutico e no dia-a-dia da farmácia.
Em 2008 foi publicado o Pharmacy White Paper, e que revolucionou todo o papel do farmacêutico comunitário e todo o financiamento da farmácia.
Pharmacy White Paper
O número crescente e constante de emails que continuo a receber sobre o tema da farmácia no Reino Unido "obriga-me" a voltar a este tema. Vou escrever este post num estado de motivação profissional perigosamente baixo.
Trabalho como farmacêutico comunitário no Reino Unido há quase cinco anos, e assisti durante esse tempo a uma transformação absolutamente incrível na realidade do papel do farmacêutico e no dia-a-dia da farmácia.
Em 2008 foi publicado o Pharmacy White Paper, e que revolucionou todo o papel do farmacêutico comunitário e todo o financiamento da farmácia.
Pharmacy White Paper
The Government published its long awaited White Paper on pharmacy - Pharmacy in England - Building on Strengths, Delivering the Future on 3rd April 2008.
It contains a great many proposals to expand the role of community pharmacy. Work to implement proposals begins immediately, with NHS Employers acting on behalf of Primary Care Trusts, and PSNC discussing a number of key issues. The community pharmacy contractual framework will be refreshed over the next two years, as new services are developed.
A mudança do papel do farmacêutico de alguém cujo papel principal era aviar receitas, para um prestador de diversos serviços e cuidados de saúde é algo de louvar e cuja ideia é recebida de braços abertos por qualquer farmacêutico motivado, pois permite uma aplicação mais abrangente dos conhecimentos adquiridos e uma maior afirmação da profissão em si. Até aqui estamos todos de acordo, mas o problema é que, fruto dos tempos de crise e de contenção orçamental, o lucro obtido pelas farmácias pela dispensa de medicamentos foi drasticamente reduzido, sendo que para a farmácia consiga manter os mesmos níveis de lucro (facturação) passou a ter que oferecer um número enorme de serviços extra.
Vejamos o que mudou apenas em meia dúzia de anos:
Há meia dúzia de anos o papel principal do farmacêutico era efectivamente aviar receitas (e todo o muito conhecimento que isso implica) e o aconselhamento farmacêutico à população sempre que solicitado e apropriado. Aconselhamento e tratamento de condições médicas mais simples através de medicamentos não sujeitos a receita médica. Só estes pontos descritos já são suficientes para tornarem a profissão bastante desafiante e exigente. (é uma realidade bastante diferente da Portuguesa, que dificilmente poderia ser bem explicada e que neste post não vale a pena).
A prestação de serviços extra, era praticamente inexistente, e resumia-se apenas à dispensa e supervisão de metadona e buprenorfina usados no tratamento da dependência de opióides.
Desde há meia dúzia de anos para cá verificou-se a tal transformação do papel do farmacêutico comunitário que acima referi.
Antes de mais, menciono o crescimento constante do número de items dispensados a nível nacional ("The number of prescription items dispensed in England rose nearly 70 per cent in the past decade while the cost to the NHS rose by 58 per cent, an NHS report showed.") Aumento de 70% nos últimos dez anos!O "Pharmacy contract" é composto por três níveis distintos de prestação de serviços:
ADVANCED SERVICES - CAN BE PROVIDED BY ALL CONTRACTORS ONCE ACCREDITATION REQUIREMENTS HAVE BEEN MET; AND
ENHANCED SERVICES - COMMISSIONED LOCALLY BY PRIMARY CARE TRUSTS (PCTS) IN RESPONSE TO THE NEEDS OF THE LOCAL POPULATION.
Dissecando um pouco diria que os Essential Services consistem no papel clássico do farmacêutico comunitário, que já descrevi acima. (aconselhamento e dispensa de medicação à população).
Os Advanced Services são protocolos a nível nacional que incluem serviços como os MUR – Medicines Use Review (The service consists of accredited pharmacists undertaking structured adherence-centred reviews with patients on multiple medicines, particularly those receiving medicines for long term conditions).
Neste serviço, para o qual o farmacêutico tem de adquirir qualificações e um diploma, o farmacêutico faz uma revisão da medicação com o utente, focando os mais diversos aspectos, como a adesão à terapêutica, adequação da forma farmacêutica, da posologia, da presença de efeitos secundários, verificação da eficácia sempre que possível, sugestão de medidas não farmacológicas para as condições apresentadas, a explicação sobre o funcionamento dos vários fármacos e sobre a importância dos mesmos. Por cada consulta destas, que poderá demorar entre 15 e 45 minutos, a farmácia recebe um pagamento de £28. O serviço é gratuito para o utente e pode ser feito a cada doze meses com um utente que tenha, no mínimo, recebido os três últimos meses de medicação da farmácia em questão.
-- > Tudo isto é muito interessante, verdade, mas durante esses 30 minutos em que o farmacêutico esteve na sua sala de consultas com o utente a fazer o tal MUR, nenhum medicamento saiu da farmácia, pois todas as caixas têm de ser verificadas e assinadas pelo farmacêutico e todas as receitas clinicamente validadas pelo mesmo. Durante esses mesmos 30 minutos, qualquer toxicodependente tem que aguardar pelo farmacêutico para que este supervisione e documente a toma da medicação.
Outro serviço bastante recente é o NMS – New Medicine Service (The new medicine service (NMS) was the fourth advanced service to be added to the NHS community pharmacy contract; It commenced on the 1st October 2011. The service provides support for people with long-term conditions newly prescribed a medicine to help improve medicines adherence; It is initially focused on particular patient groups and conditions)
Este serviço é oferecido a qualquer paciente que inicie terapêutica farmacológica em determinadas áreas (Asma, hipertensão, anticoagulantes e outras). Este serviço envolve três etapas e desenrola-se durante o primeiro mês de terapêutica. Obviamente que este processo envolve consultas entre o farmacêutico e o paciente (consultas presenciais ou pelo telefone) É uma iniciativa gratuita para o utente. O pagamento à farmácia pelo NMS é algo de bastante complexo, mas dará umas £20 por NMS completo.
-- > Tudo isto é muito interessante, verdade. Mas durante todos esses 15 a 30 minutos em que o farmacêutico esteve na sala de consultas com o utente a fazer o tal NMS ou numa consulta telefónica, nenhum medicamento saiu da farmácia, pois todas as caixas têm que ser assinadas pelo farmacêutico e todas as receitas clinicamente validadas pelo mesmo. Durante esses mesmos 30 minutos, qualquer toxicodependente tem que aguardar pelo farmacêutico para que este supervisione a toma da medicação.
Depois existem os Enhanced Services que são os mais variados serviços cujo financiamento e detalhes são acordados com os PCT's que constituem as autoridades de saúde regionais (equivalente às ARS - Administração Regional de Saúde)
Uma lista de possíveis Enhanced Services:
A minha farmácia por exemplo presta a maior parte destes serviços. Para todos é necessária formação e aquisição de qualificações específicas (por outras palavras, adquirir mais um diploma).
Por exemplo, a prestação da Pílula do dia seguinte (contracepção de emergência), envolve uma consulta entre o farmacêutico e a utente, que nunca demora menos de 15 minutos. Durante esses 15 minutos já sabem que a farmácia "pára". Numa farmácia como a minha em que todos os dias se faz a supervisão do consumo de metadona a mais de 50 toxicodependentes, fica um pouco "apertado".
Enfim, vim para aqui desabafar, mas a verdade é que o volume de trabalho está a adquirir proporções física e humanamente incomportáveis.
Durante os últimos 10 anos os salários dos farmacêuticos praticamente não variaram (o que tendo em conta a inflação, constitui uma redução significativa do salário) e a remuneração por hora dos farmacêuticos por conta própria (self-employed) teve uma redução real (isto nem considerando a inflação). Há 10 anos atrás, a vida de um farmacêutico no UK era realmente relaxada, e o financiamento da farmácia permitia o exercer de funções sem grandes pressões. Hoje tudo mudou, os farmacêuticos estão constantemente debaixo de pressões para prestação de serviços e passam o dia a "correr" de tarefa em tarefa. Quando o farmacêutico termina uma consulta de MUR com um utente e volta à "dispensary" é capaz de ter uns 10 utentes à espera da sua medicação mensal. Terá que verificar e ensacar tudo, por vezes contactar o prescritor, e responder a pedidos de aconselhamento por parte dos utentes. O entendimento da dimensão disto pode ser difícil para quem não conheça a realidade, mas a verdade é que apesar do congelamento dos salários dos farmacêuticos na última década, do aumento em 70% do número de items dispensados e da importantíssima implementação de todos os novos serviços, mais de 90% da farmácias britânicas continuam a ter apenas UM farmacêutico!! Isto num cenário de regulamentações apertadas sem espaço para erro humano e numa cada vez maior cultura estilo americano do processo em tribunal por qualquer erro ou aconselhamento errado.
Estou, efectivamente, a ficar fartinho. Outros farmacêuticos portugueses por cá que deixem a sua opinião sobre este tema (a corroborar ou a contradizer o que escrevi).
Como disse inicialmente, sou frequentemente contactado por farmacêuticos portugueses. Em alguns casos acabo por acompanhar o todo o processo inicial adaptação, e quase sempre acabo por receber emails ou conversas no chat a dizer qualquer coisa do género "tu dizias que aqui se trabalhava muito, mas isto é de loucos"...
Como estamos a chegar ao fim do ano vou fazer previsões para o futuro da profissão:
- Os mais velhos vão cada reformar-se ou mudar de profissão mais jovens. Vejo uma dificuldade enorme de farmacêuticos mais velhos, que estavam habituados ao bem bom, em acompanhar o ritmo actual.
- Saturação do mercado de trabalho e consequente descida de salários. As maiores cadeias de farmácias (mais de 55% do total das farmácias pertencem as estas companhias) já não recrutam activamente farmacêuticos europeus e na maior parte dos casos em que são contactadas directamente recusam candidaturas.
- PCT's - Primary Care Trusts (equivalente às ARS - Administração regional de saúde) vão ser extintos sendo que toda a gestão dos serviços de saúde vai passar a ser feita pelos centros de saúde (Portanto médicos de família). Na minha opinião, nada de bom para as farmácias virá daqui.
- Diversificação dos papeis dos farmacêuticos. Acredito que muitos farmacêuticos irão deixar a farmácia comunitária para trabalhar em Hospital e em Centros de Saúde ao lado dos médicos (muito concretamente na gestão e racionalização do orçamento anteriormente na mãos dos PCT's)
Se não estivesse verdadeiramente estável e feliz com a minha situação específica (e a Ana também razoavelmente feliz) já estaria a considerar mais seriamente outras possibilidades. Assim, e por enquanto, vou ali tomar um cocktail de sertralina com fluoxetina e citalopram.
PS: Peço desculpa aos que me contactaram via email e que ainda não receberam resposta. Fá-lo-ei.
PS2: Continua a haver farmácias pouquíssimo movimentadas onde o farmacêutico continua a poder "respirar" minimamente.
PS3: Na área hospitalar continua a haver falta de farmacêuticos, mas não conheço a realidade.
PS4: Continuo a ver com enorme frequência propostas de emprego para as ilhas da coroa britânica (Falklands, Santa Helena, Bermudas, Ilhas Caimão) que apenas requerem três anos de experiência profissional. Cada vez que vejo um destes anúncios, vou sempre tratar de ver todos os pormenores da posição oferecida, e depois fico uma boa meia hora a "imaginar"... No dia em que estiver ainda mais fartinho, não digo nada.
PS2: Continua a haver farmácias pouquíssimo movimentadas onde o farmacêutico continua a poder "respirar" minimamente.
PS3: Na área hospitalar continua a haver falta de farmacêuticos, mas não conheço a realidade.
PS4: Continuo a ver com enorme frequência propostas de emprego para as ilhas da coroa britânica (Falklands, Santa Helena, Bermudas, Ilhas Caimão) que apenas requerem três anos de experiência profissional. Cada vez que vejo um destes anúncios, vou sempre tratar de ver todos os pormenores da posição oferecida, e depois fico uma boa meia hora a "imaginar"... No dia em que estiver ainda mais fartinho, não digo nada.
Tema
Pharmacy World
domingo, 25 de dezembro de 2011
Second Bedroom - Job finished!
Ora viva caros seguidores,
Com este post metemos um ponto final na transformação dos dois quartos da nossa casa.
Há dois anitos fizemos o quarto1, numa empreitada que durou uns sete meses. Foi um processo de aprendizagem no qual demos algumas turras, mas que ficou tal como idealizamos. Demoramos sete meses, mas não havia pressa!
Desta vez foi diferente. Estávamos no inicio de Novembro e os sogros já com viagens compradas para vir cá passar o natal. Eu e a Ana no centro do quarto, comigo a argumentar que não daria tempo para acabar, ela a dizer que sim, eu a dizer que não ia deixar a minha cama caso não terminássemos a tempo, que seria então melhor fazer apenas uma redecoração mais ligeira.... Pouco tempo depois já estávamos a rasgar papel da parede, a levantar carpetes e a deitar as paredes abaixo.
E assim no final do dia olhamos para o quarto completamente destruído, e sabendo que estávamos num ponto sem retorno, engolimos em seco e fomos dormir com a cabeça a fervilhar de ideias. (ao ponto de acordar um ao outro a meio do sono só para dizer "ah já sei como vamos fazer isto ou aquilo"...
Aqui está o post que fiz nesse primeiro dia em decidimos remodelar o segundo quarto.
Hoje, poucos dias depois de termos terminado o quarto (no mesmo dia em que chegaram os sogros!!) cá fica o post que completa o primeiro:
A foto-saga desde o primeiro dia pode ser vista aqui
No final do post das obras do primeiro quarto disse que não me voltaria a meter noutra. Desta vez não volto a dizê-lo. A verdade é que para quem trabalha full time pode ser um pouco exigente, mas não deixam de ser "exciting".
PS: Nas obras deste quarto eu fui claramente o engenheiro e a Ana o arquitecto.
Com este post metemos um ponto final na transformação dos dois quartos da nossa casa.
Há dois anitos fizemos o quarto1, numa empreitada que durou uns sete meses. Foi um processo de aprendizagem no qual demos algumas turras, mas que ficou tal como idealizamos. Demoramos sete meses, mas não havia pressa!
Desta vez foi diferente. Estávamos no inicio de Novembro e os sogros já com viagens compradas para vir cá passar o natal. Eu e a Ana no centro do quarto, comigo a argumentar que não daria tempo para acabar, ela a dizer que sim, eu a dizer que não ia deixar a minha cama caso não terminássemos a tempo, que seria então melhor fazer apenas uma redecoração mais ligeira.... Pouco tempo depois já estávamos a rasgar papel da parede, a levantar carpetes e a deitar as paredes abaixo.
E assim no final do dia olhamos para o quarto completamente destruído, e sabendo que estávamos num ponto sem retorno, engolimos em seco e fomos dormir com a cabeça a fervilhar de ideias. (ao ponto de acordar um ao outro a meio do sono só para dizer "ah já sei como vamos fazer isto ou aquilo"...
Aqui está o post que fiz nesse primeiro dia em decidimos remodelar o segundo quarto.
Hoje, poucos dias depois de termos terminado o quarto (no mesmo dia em que chegaram os sogros!!) cá fica o post que completa o primeiro:
A foto-saga desde o primeiro dia pode ser vista aqui
No final do post das obras do primeiro quarto disse que não me voltaria a meter noutra. Desta vez não volto a dizê-lo. A verdade é que para quem trabalha full time pode ser um pouco exigente, mas não deixam de ser "exciting".
PS: Nas obras deste quarto eu fui claramente o engenheiro e a Ana o arquitecto.
Tema
Living in the UK
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
App of the day - Shazam
Boas tardes,
Enquanto bebo um chá, vou encher chouriços a ver se este blog é actualizado com mais frequência. Na altura que comprei o meu HTC, e ainda maravilhado com esse facto, escrevi um post sobre as fabulosas apps que é possível ter num smartphone.
Neste momento, quase 24 meses depois da compra do HTC, a realidade mostra que são poucas as apps que realmente são uteis e que se usam com frequência. A sugestão deste post é uma excepção, que me continua a maravilhar.
O Shazam (download grátis para Androids, não sei como é com os outros) é um programa que permite identificar musicas, bastando para isso que o telemóvel consiga "ouvir" a música por uns breves segundos. É tão eficaz, mesmo com ruído de fundo, que quando tento identificar uma música dou por mim a torcer para que o programa não consiga identificar a música. (só para que o meu ego diga algo como, "és bom, mas não conheces tudo").
Enfim, parece magia! Dou por mim muitas vezes a conduzir e a sacar do telemóvel todo atrapalhado para que consiga apanhar a música a tempo.
A última que identifiquei fica aqui como sugestão:
Chá terminado, vou meter o soalho no segundo quarto! Finalmente começo a ver o produto final a aparecer!
Enquanto bebo um chá, vou encher chouriços a ver se este blog é actualizado com mais frequência. Na altura que comprei o meu HTC, e ainda maravilhado com esse facto, escrevi um post sobre as fabulosas apps que é possível ter num smartphone.
Neste momento, quase 24 meses depois da compra do HTC, a realidade mostra que são poucas as apps que realmente são uteis e que se usam com frequência. A sugestão deste post é uma excepção, que me continua a maravilhar.
O Shazam (download grátis para Androids, não sei como é com os outros) é um programa que permite identificar musicas, bastando para isso que o telemóvel consiga "ouvir" a música por uns breves segundos. É tão eficaz, mesmo com ruído de fundo, que quando tento identificar uma música dou por mim a torcer para que o programa não consiga identificar a música. (só para que o meu ego diga algo como, "és bom, mas não conheces tudo").
Enfim, parece magia! Dou por mim muitas vezes a conduzir e a sacar do telemóvel todo atrapalhado para que consiga apanhar a música a tempo.
A última que identifiquei fica aqui como sugestão:
Chá terminado, vou meter o soalho no segundo quarto! Finalmente começo a ver o produto final a aparecer!
Tema
Music
domingo, 4 de dezembro de 2011
Feed the Yak...
and he will score.
Assim diz a musica, e assim foi. Enguiço quebrado com um poker do Yakubu.
Uns valentes meses depois finalmente vejo o Blackburn Rovers vencer uma partida ao vivo.
Desta vez foi ao contrário do que aconteceu muitas vezes, não jogamos nada (praí 40% posse de bola em casa), e acabamos por marcar quatro golos. Grande baile de bola que levamos de uma das equipas que melhor joga na premier league, o Swansea.
Independentemente do resultado uma coisa é certinha após o jogo, o ficarmos no bar dos sócios a beber uma ou duas cervejas antes de ir a pé para casa. Isto demora aí uns 30-45 minutos, e parece que é a melhor estratégia para apanhar as celebs (!) que vão ao estádio, senão vejamos:
No jogo do Chelsea ia a caminho de casa dando a volta ao estádio e apanho o AVB (Vilas-Boas) rodeado de fãs e jornalistas. Cá do fundo mando um "Ó Bilas Bouas" o que imediatamente cativa a sua atenção. Fui ter com ele, dar-lhe um bacalhau e agradecer-lhe pelos resultados da época passada no FCP. Eu com a t-shirt do Blackburn, a falar com sotaque português do norte, deixei-o um pouco perplexo, foi visível.
Ontem mais uma vez a caminho de casa e ainda dentro do recinto do estádio dou de caras com este personagem:
David Gest. O gajo estava a andar praí um metro à nossa frente com um ar confuso a olhar para todos os lados. Eu viro-me pró meu vizinho a dizer "olha-me este gajo com uma t-shirt do Rovers vestida", mas nem o meu vizinho nem o outro farmacêutico tuga daqui que também foi ao jogo, o conheciam.
Pelos vistos foi casado com a Liza Minnelli e era o "best mate" do Michael Jackson. Mais à frente entrou para um Mercedes de vidros escuros. Ainda estive para ir lá perguntar-lhe o que é que ele fazia ali com a t-shirt do Rovers vestida (o que depois de umas pints não custa nada), mas depois tive medo, dass, o gajo parece feito de cera.
Assim diz a musica, e assim foi. Enguiço quebrado com um poker do Yakubu.
Uns valentes meses depois finalmente vejo o Blackburn Rovers vencer uma partida ao vivo.
Desta vez foi ao contrário do que aconteceu muitas vezes, não jogamos nada (praí 40% posse de bola em casa), e acabamos por marcar quatro golos. Grande baile de bola que levamos de uma das equipas que melhor joga na premier league, o Swansea.
Independentemente do resultado uma coisa é certinha após o jogo, o ficarmos no bar dos sócios a beber uma ou duas cervejas antes de ir a pé para casa. Isto demora aí uns 30-45 minutos, e parece que é a melhor estratégia para apanhar as celebs (!) que vão ao estádio, senão vejamos:
No jogo do Chelsea ia a caminho de casa dando a volta ao estádio e apanho o AVB (Vilas-Boas) rodeado de fãs e jornalistas. Cá do fundo mando um "Ó Bilas Bouas" o que imediatamente cativa a sua atenção. Fui ter com ele, dar-lhe um bacalhau e agradecer-lhe pelos resultados da época passada no FCP. Eu com a t-shirt do Blackburn, a falar com sotaque português do norte, deixei-o um pouco perplexo, foi visível.
Ontem mais uma vez a caminho de casa e ainda dentro do recinto do estádio dou de caras com este personagem:
David Gest. O gajo estava a andar praí um metro à nossa frente com um ar confuso a olhar para todos os lados. Eu viro-me pró meu vizinho a dizer "olha-me este gajo com uma t-shirt do Rovers vestida", mas nem o meu vizinho nem o outro farmacêutico tuga daqui que também foi ao jogo, o conheciam.
Pelos vistos foi casado com a Liza Minnelli e era o "best mate" do Michael Jackson. Mais à frente entrou para um Mercedes de vidros escuros. Ainda estive para ir lá perguntar-lhe o que é que ele fazia ali com a t-shirt do Rovers vestida (o que depois de umas pints não custa nada), mas depois tive medo, dass, o gajo parece feito de cera.
Tema
Sports
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Dizem que Portugal segue o destino da Grécia
eu estive lá e não vejo mal nenhum nisso:
Mas que ricas férias de verão que passamos na ilha grega de Corfu.
Na rifa calhou-nos um bungalow (foto1) a dois ou três metros da água. Uma semana a ler, comer, dormir, apanhar sol, snokeling, beber uns copos e pouco mais.
Nota: Quando há meia duzia de anos pensava numa futura visita a países como Egipto (2010) e Grécia (2011) vinham-me à cabeça imagens como pirâmides, faraós, templos, Acrópole, anfiteatros e outros temas com algum contexto histórico e intelectualmente estimulantes. Acontece que se tratou de uma visão errada do que veio a acontecer. Isto constitui a prova de que trabalhar faz mal, pois este tipo de férias revelam uma necessidade do cérebro de passar uns dias de molho.
Já em vários outros post falei do meu fascínio sobre a forma como as pessoas se encontram, se conhecem e como o seu percurso (vida) se cruza. No caso da Grécia houve um casal que teve umas férias idênticas às nossas!
Apanharam o mesmo avião que nós a partir de Manchester para Corfu. Lá, apanharam o mesmo autocarro que distribuiu os turistas pelos hotéis da costa este da ilha. Saíram na mesma paragem para ficarem alojados no mesmo hotel. No dia em que decidimos fazer o passeio de barco pelo Adriático já lá estavam sentados no barco quando lá chegamos (soubemos depois que inicialmente tinham comprado bilhete para o dia anterior mas tinham adormecido). De regresso a casa apanhamos o mesmo autocarro para o aeroporto e o mesmo voo para Manchester para posteriormente termos descoberto que tínhamos o carro no mesmo parque de estacionamento. Acho curioso. São um casal porreiro, que por sinal já tinham ido muitas vezes a Portugal ao festival Boom e com quem tivemos um curto, mas interessante contacto.
Mas que ricas férias de verão que passamos na ilha grega de Corfu.
Na rifa calhou-nos um bungalow (foto1) a dois ou três metros da água. Uma semana a ler, comer, dormir, apanhar sol, snokeling, beber uns copos e pouco mais.
Nota: Quando há meia duzia de anos pensava numa futura visita a países como Egipto (2010) e Grécia (2011) vinham-me à cabeça imagens como pirâmides, faraós, templos, Acrópole, anfiteatros e outros temas com algum contexto histórico e intelectualmente estimulantes. Acontece que se tratou de uma visão errada do que veio a acontecer. Isto constitui a prova de que trabalhar faz mal, pois este tipo de férias revelam uma necessidade do cérebro de passar uns dias de molho.
Já em vários outros post falei do meu fascínio sobre a forma como as pessoas se encontram, se conhecem e como o seu percurso (vida) se cruza. No caso da Grécia houve um casal que teve umas férias idênticas às nossas!
Apanharam o mesmo avião que nós a partir de Manchester para Corfu. Lá, apanharam o mesmo autocarro que distribuiu os turistas pelos hotéis da costa este da ilha. Saíram na mesma paragem para ficarem alojados no mesmo hotel. No dia em que decidimos fazer o passeio de barco pelo Adriático já lá estavam sentados no barco quando lá chegamos (soubemos depois que inicialmente tinham comprado bilhete para o dia anterior mas tinham adormecido). De regresso a casa apanhamos o mesmo autocarro para o aeroporto e o mesmo voo para Manchester para posteriormente termos descoberto que tínhamos o carro no mesmo parque de estacionamento. Acho curioso. São um casal porreiro, que por sinal já tinham ido muitas vezes a Portugal ao festival Boom e com quem tivemos um curto, mas interessante contacto.
Tema
Holidays
sábado, 12 de novembro de 2011
To Hitchens
“If Christopher Hitchens didn't exist, we wouldn't be able to invent him.” —Ian McEwan
Comecei a procurar no youtube videos sobre o este pensador nascido na Inglaterra e quase três horas depois decido não meter nenhum.
PS: Para quem quiser ver mais, que procure o debate com o Tony Blair, ou The inteligence squared ou as suas entrevistas mais recentes.
Comecei a procurar no youtube videos sobre o este pensador nascido na Inglaterra e quase três horas depois decido não meter nenhum.
PS: Para quem quiser ver mais, que procure o debate com o Tony Blair, ou The inteligence squared ou as suas entrevistas mais recentes.
sábado, 5 de novembro de 2011
A polémica do supositório!
Ora viva,
Já há bastante tempo que este blog não se debruça sobre qualquer tema relacionado com a área da farmácia. Acontece que só vale a pena fazê-lo caso o tema cause controvérsia, ou no mínimo, algum debate (exemplo1, exemplo2).
Desta vez a temática recai sobre o uso do supositório.
Confesso que nunca tinha perdido um segundo da minha actividade cerebral sobre a temática do uso correcto de um supositório. Nunca me tinha passado pela cabeça que houvesse alguma dúvida ou alguma ciência sobre este tema. Nunca, até recentemente.
Acontece que no facebook há um grupo muito interessante da área da farmácia, onde farmacêuticos relatam, sobretudo, histórias caricatas sobre o dia-a-dia da farmácia. Neste grupo sou um mero espectador e para dizer a verdade, pouco assíduo e nada participativo. Foi até a Ana, que também perplexa, me chamou a atenção para uma pergunta lançada neste grupo:
"Qual é a forma correcta de administração de um supositório"? A resposta dos meus colegas farmacêuticos foi unânime, no sentido em que um supositório deve ser inserido com a extremidade recta e não com a cónica!
Todos argumentaram que foi assim que aprenderam durante as aulas e que até constará nos manuais de tecnologia farmacêutica. Eu não me recordo, mas isso não serve minimamente de argumento. Confesso que me senti inferiorizado como um qualquer membro do público a ver argumentação de especialistas da área sobre determinado tema, uma vez que (na minha cabecinha) inserir um supositório "ao contrário" faz tanto sentido como uma mulher usar um vibrador ao contrário ou como um submarino lançar um míssil ao contrário.
Bom, o que é certo é que não fiquei, nem estou convencido.
Cá ficam os meus argumentos:
Como ninguém consegue negar, é menos doloroso a inserção de um supositório pela parte cónica. É ainda mais fácil empurrar o supositório com o dedo contra a base recta e plana do mesmo.
Pesquisei em sites de referência e nos folhetos informativos de vários medicamentos e a informação obtida foi sempre a mesma: O supositório deve ser inserido com a extremidade cónica: (dulcolax, voltarol, netdoctor, patient.co.uk). Empresas como a Novartis e Boehringer Ingelheim iriam ter instruções erradas nos seus folhetos informativos? As entidades reguladoras (EMEA, FDA) permitiriam e aprovariam folhetos informativos com instruções erradas?
Mais importante do que qualquer opinião é este facto: Se a Novartis, companhia farmacêutica que desenvolveu o Diclofenac (Voltaren, Voltarol) coloca nos seus folhetos informativos que o supositórios devem ser inseridos através da parte cónica, é porque acredita que é essa a forma correcta. Isso implica que tenha sido essa a forma de administração durante todos os ensaios clínicos de desenvolvimento do medicamento. Todos os resultados de farmacodinâmica, farmacocinética e consequentemente doses e posologias recomendadas têm em conta esse facto. Uma administração de forma diferente não respeita o licenciamento do medicamento. (Por exemplo, um medicamento que seja esmagado e dissolvido em água é realmente mais fácil de engolir, mas isso não respeita o processo de desenvolvimento do medicamento nem o respectivo licenciamento do medicamento).
Não quero parecer um velho do restelo, mas acho que deve haver espírito critico parente qualquer estudo que nos seja apresentado, e sobretudo enquadrar isso na realidade.
Até ver, continuo a dar o aconselhamento que sempre dei.
Agora crucifiquem-me aqui na praça pública.
PS1: Se eu estivesse seguro de que alguma informação contida num folheto informativo de um medicamento estivesse errada, imediatamente exerceria o meu dever de farmacêutico e contactaria as entidades responsáveis a alertar para tal facto.
PS2: Creio piamente que qualquer que seja o sentido em que seja inserido um supositório, o efeito clínico será o mesmo, ou na pior das hipóteses muito semelhante.
PS3: O youtube nunca permitiria a publicação de uma falácia:
Já há bastante tempo que este blog não se debruça sobre qualquer tema relacionado com a área da farmácia. Acontece que só vale a pena fazê-lo caso o tema cause controvérsia, ou no mínimo, algum debate (exemplo1, exemplo2).
Desta vez a temática recai sobre o uso do supositório.
Confesso que nunca tinha perdido um segundo da minha actividade cerebral sobre a temática do uso correcto de um supositório. Nunca me tinha passado pela cabeça que houvesse alguma dúvida ou alguma ciência sobre este tema. Nunca, até recentemente.
Acontece que no facebook há um grupo muito interessante da área da farmácia, onde farmacêuticos relatam, sobretudo, histórias caricatas sobre o dia-a-dia da farmácia. Neste grupo sou um mero espectador e para dizer a verdade, pouco assíduo e nada participativo. Foi até a Ana, que também perplexa, me chamou a atenção para uma pergunta lançada neste grupo:
"Qual é a forma correcta de administração de um supositório"? A resposta dos meus colegas farmacêuticos foi unânime, no sentido em que um supositório deve ser inserido com a extremidade recta e não com a cónica!
Todos argumentaram que foi assim que aprenderam durante as aulas e que até constará nos manuais de tecnologia farmacêutica. Eu não me recordo, mas isso não serve minimamente de argumento. Confesso que me senti inferiorizado como um qualquer membro do público a ver argumentação de especialistas da área sobre determinado tema, uma vez que (na minha cabecinha) inserir um supositório "ao contrário" faz tanto sentido como uma mulher usar um vibrador ao contrário ou como um submarino lançar um míssil ao contrário.
Bom, o que é certo é que não fiquei, nem estou convencido.
Cá ficam os meus argumentos:
Como ninguém consegue negar, é menos doloroso a inserção de um supositório pela parte cónica. É ainda mais fácil empurrar o supositório com o dedo contra a base recta e plana do mesmo.
Pesquisei em sites de referência e nos folhetos informativos de vários medicamentos e a informação obtida foi sempre a mesma: O supositório deve ser inserido com a extremidade cónica: (dulcolax, voltarol, netdoctor, patient.co.uk). Empresas como a Novartis e Boehringer Ingelheim iriam ter instruções erradas nos seus folhetos informativos? As entidades reguladoras (EMEA, FDA) permitiriam e aprovariam folhetos informativos com instruções erradas?
Mais importante do que qualquer opinião é este facto: Se a Novartis, companhia farmacêutica que desenvolveu o Diclofenac (Voltaren, Voltarol) coloca nos seus folhetos informativos que o supositórios devem ser inseridos através da parte cónica, é porque acredita que é essa a forma correcta. Isso implica que tenha sido essa a forma de administração durante todos os ensaios clínicos de desenvolvimento do medicamento. Todos os resultados de farmacodinâmica, farmacocinética e consequentemente doses e posologias recomendadas têm em conta esse facto. Uma administração de forma diferente não respeita o licenciamento do medicamento. (Por exemplo, um medicamento que seja esmagado e dissolvido em água é realmente mais fácil de engolir, mas isso não respeita o processo de desenvolvimento do medicamento nem o respectivo licenciamento do medicamento).
Não quero parecer um velho do restelo, mas acho que deve haver espírito critico parente qualquer estudo que nos seja apresentado, e sobretudo enquadrar isso na realidade.
Até ver, continuo a dar o aconselhamento que sempre dei.
Agora crucifiquem-me aqui na praça pública.
PS1: Se eu estivesse seguro de que alguma informação contida num folheto informativo de um medicamento estivesse errada, imediatamente exerceria o meu dever de farmacêutico e contactaria as entidades responsáveis a alertar para tal facto.
PS2: Creio piamente que qualquer que seja o sentido em que seja inserido um supositório, o efeito clínico será o mesmo, ou na pior das hipóteses muito semelhante.
PS3: O youtube nunca permitiria a publicação de uma falácia:
Tema
Pharmacy World
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Tesco's Olive Oil episode
Se há coisa que uso todos os dias na cozinha, é o azeite. Gosto de usar o azeite em quase tudo, e gosto que o mesmo seja bom. Nem é pelo sabor que fico fã ou não de um azeite, mas mais pela sua espessura e consistência.
Esta semana acabamos com o azeite cá em casa e a anita no fim do trabalho lá passou pelo Tesco e trouxe uma garrafita "à experiência". O azeite virgem extra lá mostrou ter as propriedades desejadas, mas quando a anita me disse que o preço que tinha pago tinha sido £2,69 por litro eu reagi de forma um pouco abrupta ao dizer que ela estaria errada, que tal não era possível (ou que a garrafa não seria de litro, ou que ela teria visto mal). Como em qualquer casal, cada um tem a area of expertise, e na mesma proporção em que não sei o preço médio do amaciador da roupa, percebo do azeite, e portanto nunca tinha visto um azeite abaixo dos £3,30 por litro e mesmo esses são os azeites a dar a óleo.
Hoje, dia de folga, e após uma caminhada matinal lá passamos pelo Tesco:
Ou seja, a garrafa de azeite de 1 litro do azeite virgem extra do Tesco a £2,69 enquanto que na prateleira de cima, a garrafa de 0,75l do mesmo azeite a £3,53! Só pode ter sido um erro na atribuição dos preços por parte desta cadeia de supermercados. Isto significa que de alguma forma ambos tínhamos razão, o preço era realmente esse tal como a Ana disse, mas era um preço impossível tal como eu argumentei.
Ora bem, e assim lá metemos no carrinho todas as garrafas de azeite de litro (10 no total). Aliás, como estávamos um pouco perplexos com a situação, ficamos algum tempo a olhar para as prateleiras e eu até peguei no telemóvel para tirar a foto acima antes de meter as duas últimas garrafas de azeite no carrinho. Enquanto me preparava para tirar uma foto uma senhora aproximou-se da prateleira, olhou de relance para as garrafas de azeite em questão, e achou por bem levar a garrafinha mais pequena de 0,75L pelos £3.53!
Duas situações a reflectir sobre este post aborrecido:
1) Não senti qualquer culpa em tirar partido de um claro erro do hipermercado. Uma companhia que faz milhões, e ainda por cima a que pior paga aos farmacêuticos na farmácias que tem. Se se tratasse do comércio local seria outra história.
2) Quando vi a senhora a pegar na garrafa de 0.75L (preço por litro = £4,70) fiquei pasmado e ainda dei um passo atrás dela para a chamar à atenção, mas depois parei, primeiro porque era menos uma garrafa que eu levaria e depois porque que acho que cada um deve pagar as consequências da própria "burrice".
Fazem compras desta forma sem olhar a preços e depois queixam-se da crise! Não há pachorra.
Esta semana acabamos com o azeite cá em casa e a anita no fim do trabalho lá passou pelo Tesco e trouxe uma garrafita "à experiência". O azeite virgem extra lá mostrou ter as propriedades desejadas, mas quando a anita me disse que o preço que tinha pago tinha sido £2,69 por litro eu reagi de forma um pouco abrupta ao dizer que ela estaria errada, que tal não era possível (ou que a garrafa não seria de litro, ou que ela teria visto mal). Como em qualquer casal, cada um tem a area of expertise, e na mesma proporção em que não sei o preço médio do amaciador da roupa, percebo do azeite, e portanto nunca tinha visto um azeite abaixo dos £3,30 por litro e mesmo esses são os azeites a dar a óleo.
Hoje, dia de folga, e após uma caminhada matinal lá passamos pelo Tesco:
Ou seja, a garrafa de azeite de 1 litro do azeite virgem extra do Tesco a £2,69 enquanto que na prateleira de cima, a garrafa de 0,75l do mesmo azeite a £3,53! Só pode ter sido um erro na atribuição dos preços por parte desta cadeia de supermercados. Isto significa que de alguma forma ambos tínhamos razão, o preço era realmente esse tal como a Ana disse, mas era um preço impossível tal como eu argumentei.
Ora bem, e assim lá metemos no carrinho todas as garrafas de azeite de litro (10 no total). Aliás, como estávamos um pouco perplexos com a situação, ficamos algum tempo a olhar para as prateleiras e eu até peguei no telemóvel para tirar a foto acima antes de meter as duas últimas garrafas de azeite no carrinho. Enquanto me preparava para tirar uma foto uma senhora aproximou-se da prateleira, olhou de relance para as garrafas de azeite em questão, e achou por bem levar a garrafinha mais pequena de 0,75L pelos £3.53!
Duas situações a reflectir sobre este post aborrecido:
1) Não senti qualquer culpa em tirar partido de um claro erro do hipermercado. Uma companhia que faz milhões, e ainda por cima a que pior paga aos farmacêuticos na farmácias que tem. Se se tratasse do comércio local seria outra história.
2) Quando vi a senhora a pegar na garrafa de 0.75L (preço por litro = £4,70) fiquei pasmado e ainda dei um passo atrás dela para a chamar à atenção, mas depois parei, primeiro porque era menos uma garrafa que eu levaria e depois porque que acho que cada um deve pagar as consequências da própria "burrice".
Fazem compras desta forma sem olhar a preços e depois queixam-se da crise! Não há pachorra.
Tema
Living in the UK
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
the coolest eva
debit card,
Não contente com o facto de já ter mostrado o meu cartão multibanco a todos os amigos, venho para aqui procurar paz interior ao mostrá-lo a todo o mundo.
O meu banco, Halifax, dá a oportunidade a que todos os seus clientes com mais de 1 milhão de libras na conta tenham um cartão personalizado.
Assim fiz:
Estejam preparados para todo o tipo de reacções por parte do staff dos locais onde paguem com o cartão.
Não contente com o facto de já ter mostrado o meu cartão multibanco a todos os amigos, venho para aqui procurar paz interior ao mostrá-lo a todo o mundo.
O meu banco, Halifax, dá a oportunidade a que todos os seus clientes com mais de 1 milhão de libras na conta tenham um cartão personalizado.
Assim fiz:
Estejam preparados para todo o tipo de reacções por parte do staff dos locais onde paguem com o cartão.
Tema
Living in the UK
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